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HIPOTIREOIDISMO.



Victor Sorrentino

Bom dia amigos!
Hoje vamos falar sobre o Hipotireoidismo. Geralmente encontramos opiniões que relacionam o hipotireoidismo apenas com o ganho de peso e a maior dificuldade no emagrecimento. Entretanto hoje podemos dizer que essa visão é extremamente limitada.
Atualmente podemos citar muitos possíveis sinais e sintomas do hipotireoidismo como a obesidade, hipotensão, infertilidade, hipotermia, ressecamento da pele, queda de cabelos, voz rouca, ansiedade, hiporreflexia, letargia, falta de concentração, depressão, agitação, insônia, fadiga, constipação e até a cefaléia.
O grande problema é o diagnóstico. Na maioria das vezes, não é realizado e, quando feito, cerca de 50 a 60% dos pacientes com hipotireoidismo tratados somente com T4 (Levotiroxina) infelizmente não respondem corretamente.
Por quê? Pois a tireóide é uma glândula extremamente complexa, onde são necessários diversos nutrientes específicos para que sua produção consiga ser eficaz. É como se tivéssemos uma fábrica de automóveis com problema na produção, e nós somente déssemos mais carros, sem buscar melhorar a própria fábrica!
Além disto, o hormônio ativo da tireóide o qual denominado de T3, necessita ser além de produzido, principalmente convertido, ou seja, através da tireoide e através de uma operação metabólica onde o hormônio T4 se transforma em T3. E para tal, uma verdadeira orquestra de micronutrientes deve estar preparada. Mas nem mesmo assim, parte das pessoas conseguem de fato realizar está conversão fundamental.
O grande problema é que este hormônio não existe, pronto, para ser comprado em farmácias no Brasil. Portanto note que se não solicitarmos exames para verificar estes outros micronutrientes essenciais ao bom funcionamento da Tireóide e à produção do T3, tais coo níveis de Selênio, Iodo, Zinco e do próprio T3, seus índices podem permanecer baixos.
E o alerta é que este hormônio fundamental, tão essencial, que é o único hormônio do corpo que todo e qualquer sistema e célula tem receptor , além da Vitamina D3, também considerada um hormônio.
Isto quer dizer que o hormônio deve ser medido sempre? Aí entramos em um campo polêmico, onde não existe consenso. O fato é que muitos casos necessitariam, outros não.
O T3 é o hormônio tireoidiano mais POTENTE, deste modo, segundo estudos, pode ser necessário incluí-lo no tratamento de reposição de pacientes. Pode ser necessário também a presença de selênio, zinco, cobre, iodo, Vitaminas A, C, B2, B3, B6, Vitamina D3, para o perfeito funcionamento tireoidiano.
Existem ainda as DEFICIÊNCIAS HORMONAIS que dificultam a conversão de T4 em T3 e devem verificadas, pois hormônios como GH, Melatonina, Testosterona e Progesterona, cortisol têm grande influência sobre a glândula tireóide. Principalmente nos casos das mulheres usuárias das terríveis pílulas anticoncepcionais.
A CLÍNICA É SOBERANA, DEVEMOS OUVIR MAIS O PACIENTE E CONFIAR MENOS EM SOMENTE NÚMEROS DE "NORMALIDADE" EM EXAMES BASEADOS EM MEDIDAS ESTATÍSTICAS!

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