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domingo, 5 de julho de 2026

METABOLISMO LENTO.

Na medicina clássica, as coisas estão claramente divididas: o hipotiroidismo está sobretudo associado à intolerância ao frio, e o hipertiroidismo à intolerância ao calor. Esta distinção é importante e não deve ser ignorada. No entanto, existe uma situação mais subtil: algumas pessoas apresentam sinais de metabolismo lento — pele fria, mãos e pés frios, temperatura corporal baixa, transpiração reduzida, fadiga, digestão lenta — mas, paradoxalmente, toleram mal também o calor intenso. Isto não significa automaticamente que “o hipotiroidismo provoca intolerância ao calor” no sentido clássico. Significa antes que o sistema de termorregulação pode ser rígido e pouco eficiente. A termorregulação não depende apenas de quanta energia o corpo produz, mas também de quão bem a consegue eliminar. Para se livrar do calor, o corpo precisa de fazer duas coisas essenciais: levar sangue quente até à pele e produzir transpiração que possa evaporar. Se estes dois mecanismos não funcionarem bem, o corpo pode ser frio em repouso, mas ainda assim ter dificuldade em eliminar calor quando o ambiente está quente. 1. Contexto moderno: PUFA e stress oxidativo Um primeiro fator de fundo é a composição da gordura corporal. O estudo de Guyenet & Carlson mostra que o tecido adiposo dos adultos americanos se tornou muito mais rico em ácido linoleico, o principal ómega-6 dos óleos vegetais. Este estudo não demonstra diretamente intolerância ao calor. Mostra apenas que a gordura corporal moderna mudou qualitativamente. Esta mudança não ocorre de um dia para o outro. O tecido adiposo reflete a história alimentar do corpo a longo prazo. Até certo ponto, o perfil lipídico do organismo começa a ser influenciado ainda na vida intrauterina, sendo depois moldado pela alimentação na infância, adolescência e vida adulta. Daqui pode construir-se apenas uma hipótese metabólica: um tecido adiposo mais rico em PUFA pode ser mais vulnerável à peroxidação lipídica, inflamação e stress oxidativo, sobretudo em situações de stress, lipólise, esforço ou calor intenso. Um terreno rico em PUFA pode ser um fator de vulnerabilidade metabólica, especialmente quando se combina com excesso de gordura corporal, má circulação periférica, transpiração deficiente ou hipotiroidismo real. Os PUFA não “bloqueiam a evaporação” fisicamente. Mais corretamente, podem contribuir para um terreno metabólico mais instável, mais oxidável e menos resistente ao stress. 2. Peso corporal elevado: muita transpiração, mas fraco arrefecimento Um segundo fator é a massa corporal e a quantidade de tecido adiposo. Não é correto dizer que pessoas com mais peso transpiram sempre menos. Muitas vezes podem até transpirar mais, sobretudo no esforço ou no calor, porque têm mais massa corporal para arrefecer. Mas transpiração abundante não significa automaticamente arrefecimento eficaz. A transpiração só arrefece o corpo se evaporar eficazmente e se o sangue quente chegar à pele. Se o suor escorre mas não evapora bem, a perda real de calor continua a ser reduzida. A gordura subcutânea atua como uma camada isolante, podendo atrasar a transferência de calor do interior do corpo para a pele. Além disso, quanto maior a massa corporal, menor é a superfície de pele em relação ao volume do corpo. Na prática, o corpo tem mais massa para arrefecer, mas um “radiador” relativamente menor. Por isso, uma pessoa com excesso de gordura pode transpirar muito e ainda assim sobreaquecer mais facilmente. O cenário mais difícil ocorre quando o excesso de gordura se combina com metabolismo lento, má circulação periférica e transpiração deficiente. 3. Hormonas do stress podem simular um estado “acelerado” Por vezes, um corpo com baixa energia metabólica pode parecer paradoxalmente “acelerado”: pulso elevado, inquietação, palpitações, insónia, tremores, suores frios. Isto não significa automaticamente hipertiroidismo. Podem existir muitas explicações: ansiedade, hipoglicemia, anemia, POTS, stress crónico, excesso de adrenalina ou outras causas. Numa perspetiva bioenergética, algumas destas situações podem ser vistas como um corpo a funcionar mais com hormonas de stress do que com energia oxidativa estável. A diferença importante é esta: uma boa energia tiroideia deveria sentir-se calma e estável — temperatura adequada, extremidades quentes, boa digestão, sono profundo, pulso adequado e boa resistência ao stress. Em contraste, um estado “acelerado” com mãos frias, temperatura baixa, sono fraco, ansiedade e fadiga pode sugerir mais uma compensação por stress do que um metabolismo verdadeiramente eficiente. Quando o corpo funciona demasiado à base de adrenalina e cortisol, a circulação periférica pode tornar-se mais rígida. Os vasos sanguíneos podem permanecer mais contraídos para conservar energia e proteger órgãos vitais. Isso pode resultar em mãos frias, pés frios, pele fria e fraca tolerância a variações de temperatura. 4. Rigidez vasomotora e transpiração Aqui chegamos ao mecanismo direto da termorregulação. Um organismo flexível adapta-se rapidamente ao calor. Os vasos sanguíneos da pele dilatam-se, o sangue quente chega à superfície e o suor evapora, arrefecendo o corpo. Num metabolismo lento ou stressado, esta flexibilidade pode estar reduzida. A pele é frequentemente fria, a circulação periférica pode ser fraca e a transpiração insuficiente. A transpiração não é apenas “água na pele”. É um mecanismo ativo de arrefecimento que depende de energia, circulação periférica e função das glândulas sudoríparas. No hipotiroidismo, as glândulas sudoríparas podem ser menos ativas e a pele pode tornar-se mais seca e fria. Isso reduz a capacidade do corpo de usar a evaporação como mecanismo de arrefecimento. Assim, um corpo com metabolismo lento pode produzir pouco calor em repouso, mas também não consegue eliminá-lo eficazmente quando exposto a calor intenso. O problema não é apenas “excesso de calor”, mas sim falta de flexibilidade: o corpo não alterna facilmente entre conservar calor e eliminá-lo. 5. Mixedema: relevante apenas em hipotiroidismo real ou prolongado O mixedema não deve ser aplicado a qualquer pessoa com ansiedade, pulso elevado ou intolerância ao calor. Está sobretudo associado a hipotiroidismo real, mais severo ou prolongado. Nesta condição, podem acumular-se nos tecidos glicosaminoglicanos, especialmente ácido hialurónico, juntamente com água. Isto confere ao tecido um aspeto mais “inchado”, espesso e menos flexível. O tecido dérmico torna-se menos eficiente nas trocas normais de água, substâncias e calor. O mixedema pode ser visto como uma possível barreira funcional à troca térmica, mas não deve ser apresentado como mecanismo universal para todos os estados de stress metabólico. É mais relevante quando existem sinais claros de hipotiroidismo: pele fria/seca, edema, rosto inchado, pálpebras inchadas, obstipação, fadiga, pulso baixo e temperatura corporal baixa. 6. Do edema/mixedema à fibrose Se esta condição persistir ao longo do tempo, o tecido pode tornar-se mais rígido. O mixedema envolve sobretudo acumulação de água e glicosaminoglicanos. A fibrose envolve deposição excessiva de colagénio, tornando o tecido mais rígido e cicatricial. Se o hipotiroidismo, inflamação, hipóxia local e stress oxidativo persistirem, um tecido inicialmente edematoso pode tornar-se mais rígido e fibrosado ao longo do tempo. Não é uma evolução obrigatória, mas é um mecanismo plausível: tecido mal oxigenado e inflamado pode estimular fibroblastos a produzir mais colagénio. Assim, pode ocorrer a transição de um tecido “inchado” para um tecido mais denso, rígido, menos vascularizado e mais difícil de recuperar. E um tecido fibroso agrava o problema: a circulação local torna-se mais difícil, as trocas de oxigénio e nutrientes pioram e a transferência de calor torna-se ainda menos eficiente. Conclusão O problema não é apenas a temperatura exterior nem apenas a tiroide isoladamente. O problema é a flexibilidade metabólica. Um metabolismo saudável sabe adaptar-se: quando está frio, produz e conserva calor; quando está calor, leva o sangue à pele, transpira e elimina calor por evaporação. Esta adaptação depende sobretudo da função tiroideia e da oxidação eficiente da glucose, mas também de glicemia estável, reservas de glicogénio, circulação periférica, sono, digestão e baixos níveis de hormonas de stress. Quando o corpo funciona com energia celular estável e não com adrenalina, adapta-se melhor tanto ao frio como ao calor. A rigidez surge quando o organismo vive demasiado tempo em “modo de emergência”: adrenalina, cortisol, inflamação, hipóxia, edema, fibrose, calcificação e stress oxidativo. Por isso, a flexibilidade não se ganha apenas com alongamentos. Constrói-se por dentro: com boa função mitocondrial, nutrição adequada, sono profundo, circulação quente, equilíbrio hormonal e tecidos bem nutridos. Quando a célula tem energia, o corpo pode estar quente sem agitação, relaxado sem fraqueza, móvel sem instabilidade e adaptável sem entrar em stress imediato. Assim se explica o paradoxo: um corpo com metabolismo lento pode sentir-se frio em repouso, mas tolerar mal o calor intenso. Não porque produz demasiado calor, mas porque não o gere nem o elimina de forma eficiente.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Suplementos na predominância estrogênica.

Suplementação A vitamina C é muito importante e a vitamina E de extrema importância tanto para a mama quanto para o fígado e principalmente para mulheres que têm a mama densa, cólica, esteatose hepática e nódulos na mama. Também são importantes: magnésio quelado (200 mg 2 x ao dia), complexo B (todas, mas as mais importantes são B6, B12 e B9 – na forma de metilfolato), vitamina D3 - 10.000 UI/dia e vitamina k2 100 mcg, e ômega 3 - 1000 mg, enriquecido com DHA 1 a 2 x ao dia. Òleo de prímula e de borragem, se você é uma mulher que tem muita TPM. O Vitex agnus ajuda muito a aumentar a progesterona,pode ser usada na menopausa, no climatério e na predominância estrogênica. O indol 3 carbinol ajuda a reduzir a ação do estrogênio que está de forma excessiva. A Silimarina e todos ativos fitoquímicos para fígado, chá de Alcachora, chá de calêndula, SAME, glutationa, coenzima Q10, N-acetilcisteína, ácido alfa lipóico… O que não falta é fitoterápico e estratégias para auxiliar você na melhora dessa predominância estrogênica. L teanina (presente no chá verde), 5HTP ou L triptofano, L Arginina, também utilizados para ansiedade, podem ser importante para melhorar as questões da predominância estrogênica. Na menstruação você está mais inflamada, descamando, sangrando, precisa respeitar o seu sistema e comer alimentos de mais fácil digestibilidade para não ter um impacto muito grande na menstruação.

A predominância estrogênica.

A predominância estrogênica é uma condição na qual ocorre um aumento dos níveis de estrogênio no corpo, em comparação com os níveis de progesterona. A predominância estrogênica pode derivar da superprodução de estrogênio ou de alterações no metabolismo e excreção do hormônio. Existem diversos sintomas ocasionados pela predominância estrogênica e eles variam para cada mulher. Dentre os principais encontram-se: Irregularidade menstrual. Dores de cabeça recorrentes, principalmente na TPM. Queda de cabelo. Fadiga crônica. Enfraquecimento das unhas. Problemas de memória. Insônia. Dificuldade de concentração. O fluxo aumentado, as vezes até com muito coágulo, o que indica inflamação. Uma inflamação no sistema feminino. Apresenta retenção hídrica e edema, Com o rosto mais inchado . Pode ter mais dor na mama e mais cólica. Geralmente tem problema com infertilidade. Pólipos no endométrio. Pólipos no útero. Tendência a ter mais doenças autoimunes. Queda de libido. Depressão. Muita vontade de comer doce, principalmente na TPM; Com maior tendência a doenças de estrogênio dependentes, como ovários policísticos, endometriose, adenomiose, miomas e cistos no ovário. Tensãao pré-mesntrual (7 a 10 dias antes da menstruação), com mais dor. Ganho de peso, geralmente, no quadril e nas coxas, também no dorsal. Aparecimento maior de varizes e celulite. Enxaqueca. Fontes: Artigo: PATEL, Seema; HOMAEI, Ahmad; RAJU, Akondi Butchi; MEHER, Biswa Ranjan. Estrogen: the necessary evil for human health, and ways to tame it. Biomedicine & Pharmacotherapy, [S.L.], v. 102, p. 403-411, jun. 2018. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.biopha.2018.03.078.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Ignaz Semmelweis

"Como é que se dá à luz em casa? Não sabes quais mulheres morreram antigamente durante o parto?" Muitas mulheres que expressaram abertamente o desejo de dar à luz em casa já ouviram esta frase. Se olharmos para um gráfico da taxa de mortalidade materna, constatamos que, de fato, “noutros tempos”, as mulheres morriam quando traziam os filhos ao mundo ou no período pós-parto. Podemos também observar que, depois do ano 1900, isso aconteceu cada vez menos. Mas de que tempos vamos falar exatamente e quando é que as mulheres morrem com mais frequência no parto? E, afinal, como é que sobrevivemos enquanto espécie? Surpreendentemente ou não, no meio do século XIX, a taxa de mortalidade materna aumentou significativamente quando as mulheres deixaram de ter os filhos em casa e passaram cada vez mais a dar à luz em hospitais, sob cuidados médicos. Aquilo que inicialmente foi considerado progresso revelou-se, muitas vezes, um risco fatal. Naquela altura, uma em cada seis mães morria de febre puerperal nos primeiros dias após o parto. Hoje, nos países desenvolvidos, essa taxa é de oito por cochilo por cada 100.000 nascimentos. O fato de a elevada taxa de mortalidade materna ter diminuído tanto posteriormente deve-se ao médico húngaro-alemão Ignaz Semmelweis, que observa que uma melhor higiene pode impedir que as mulheres desenvolvam febre puerperal. Naquela época, as bactérias e os germes, bem como o perigo que representavam, eram desconhecidos. As mulheres que tiveram luz recentemente morreram devido a infecções de sangue. Como jovem médico, Ignaz Semmelweis assumiu um cargo na área de obstetrícia do Hospital Geral de Viena em 1846. Lá foram criadas duas maternidades: numa, as futuras mães eram cuidadas e assistidas por parteiras habituadas a garantir a limpeza durante o parto; na outra, as mulheres eram examinadas por estudantes de medicina que anteriormente tinham tido cadáveres na sala de dissecação e não lavavam as mãos depois disso. Semmelweis comentou que muito menos mulheres assistidas por festas morriam no parto, enquanto as mãos sujas dos estudantes de medicina levavam ao “envenenamento do sangue” em muitas mulheres que tinham dado à luz. Semmelweis publicou esta ligação num estudo e defendeu firmemente que médicos e enfermeiros mantivessem as mãos limpas. Na sua opinião, lavar apenas com sabão não era suficiente para desinfetar as mãos, e dinâmica a lavagem obrigatória com cloreto de cal. Em apenas dois meses, a taxa de mortalidade das mulheres que tinha dado à luz caiu de 20% para 1,2%. Mais tarde, vejamos que, além dos cadáveres, também os próprios doentes do hospital representavam um perigo para as mulheres em trabalho de parto. Resíduos de substâncias purulentas, por exemplo em lençóis mal lavados, podem provocar febre puerperal. Quando o livro de Semmelweis “A etiologia, o conceito e a profilaxia da febre puerperal” foi publicado em 1861, ele era professor de obstetrícia na então Universidade de Peste, hoje Budapeste. No entanto, os seus colegas não levaram a sério durante muito tempo. Apesar de este homem ter acabado os seus dias num asilo, espancado por guardas, hoje em dia as suas contribuições são inegáveis: conseguiram desenvolver uma prevenção extremamente eficaz contra a febre puerperal através de uma abordagem empírica. Na vida, Semmelweis foi ridicularizado pelas suas descobertas, mas hoje é considerado um pioneiro da desinfeção das mãos e um “salvador das mães”. “Os meus princípios nascem do desejo de libertar as maternidades dos horrores aqui existentes, de manter viva a esposa para o seu marido e a mãe para o seu filho.” (Ignaz Semmelweis)

terça-feira, 30 de junho de 2026

Seu Corpo Implora Por Sol.

Seu Corpo Implora Por Sol ☀️ Você dorme oito horas por noite, mas acorda exausto. O cabelo cai aos tufos no ralo do banho, o humor oscila para a tristeza sem motivo aparente e uma dor muscular inexplicável te acompanha o dia todo. Antes de culpar o excesso de trabalho ou a idade, saiba que o seu organismo pode estar sofrendo em silêncio pela falta de um nutriente crucial: a Vitamina D. Cerca de oitenta por cento das pessoas carregam essa deficiência e não fazem a menor ideia, acostumando-se perigosamente a viver com a "bateria fraca". Longe de ser apenas uma vitamina, ela atua como um verdadeiro hormônio maestro no seu corpo, comandando a densidade dos ossos, a força muscular, o relaxamento do sono e a blindagem absoluta do seu sistema imunológico. 🛡️ Quando os níveis despencam, o seu corpo acende alertas vermelhos. A fadiga crônica se instala junto com episódios de insônia. Fisicamente, as articulações parecem travadas logo pela manhã e dores fantasmas surgem nas costas. A imunidade falha, transformando qualquer resfriado em uma doença interminável, enquanto pequenos cortes demoram uma eternidade para cicatrizar e os ossos ficam perigosamente suscetíveis a fraturas em quedas simples. 📉 A solução primária está brilhando acima de você. Apenas dez a trinta minutos diários de exposição solar direta em braços e pernas já ativam a produção natural do seu organismo. Na alimentação, aliados poderosos como peixes gordurosos (salmão), gema de ovo, cogumelos e óleo de fígado de bacalhau são fundamentais para fechar essa conta metabólica e devolver a sua energia. 🐟 ⚠️ Aviso Médico e Diagnóstico: Os sintomas descritos são inespecíficos e podem mascarar outras condições de saúde graves, como problemas na tireoide ou anemia. Nunca realize suplementação de Vitamina D por conta própria, pois o excesso no organismo causa toxicidade renal. Se você se identificou com os sinais, procure um médico para realizar o exame de sangue (25-OH-Vitamina D) e receber a dosagem segura e exata. Fonte: Diretrizes oficiais de diagnóstico, tratamento e prevenção da deficiência de Vitamina D estabelecidas e publicadas pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

VITAMINA B6.

A vitamina B6 (piridoxina) participa da produção de neurotransmissores, como serotonina, dopamina e GABA. Essas substâncias atuam no sistema nervoso e ajudam a regular o reflexo do vômito. Ao favorecer o equilíbrio desses neurotransmissores, a vitamina B6 reduz a estimulação das áreas do cérebro responsáveis pelas náuseas e pelos vômitos, ajudando a controlar esses sintomas. É por isso que ela é frequentemente utilizada no tratamento de náuseas e vômitos, especialmente durante a gravidez, podendo também ser associada a outros medicamentos para potencializar o efeito. Embora esse seja o mecanismo mais aceito, os cientistas acreditam que outros mecanismos também possam contribuir para a ação antiemética da vitamina B6.

Os óleos essenciais de eucalipto, hortelã-pimenta e tomilho formam uma combinação muito interessante quando o objetivo é favorecer a respiração.

Os óleos essenciais de eucalipto, hortelã-pimenta e tomilho formam uma combinação muito interessante quando o objetivo é favorecer a respiração, principalmente em períodos de congestão, tosse e sensação de vias aéreas carregadas. O eucalipto, rico em 1,8-cineol, é um dos óleos mais tradicionais para suporte respiratório, pois está associado à melhora da sensação de passagem do ar, ação expectorante, efeito anti-inflamatório e apoio em quadros de tosse e bronquite. Revisões científicas também apontam o 1,8-cineol como uma molécula com ação mucolítica, anti-inflamatória, antioxidante e antimicrobiana nas vias respiratórias. A hortelã-pimenta, rica em mentol, tem um efeito muito marcante de frescor e abertura respiratória. Tecnicamente, mais do que tratar a causa da congestão, o mentol ativa receptores de frio e gera uma percepção imediata de respiração mais livre e confortável, o que pode ser muito útil em sinergias respiratórias. Além disso, a hortelã-pimenta pode contribuir com sensação de alívio, leveza e expansão, sendo coerente descrevê-la como um óleo que favorece a circulação local e a percepção de desbloqueio, embora seja melhor evitar afirmar que ela “cura” obstruções respiratórias profundas. O tomilho, especialmente pelos constituintes como timol e carvacrol, entra como um óleo de ação mais intensa, muito valorizado em quadros de tosse produtiva, catarro, inflamação e maior carga microbiana. A literatura descreve o tomilho e seu óleo essencial como tradicionalmente usados em sintomas de bronquite e infecções de vias aéreas superiores, além de apresentar propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias importantes. Por ser um óleo mais “quente” e potente, deve ser usado com cautela, sempre bem diluído e evitando uso em crianças pequenas, gestantes, pessoas sensíveis ou asmáticas sem orientação. Bem aplicado, esse trio pode ser uma excelente sinergia aromática de suporte respiratório, sem substituir avaliação médica quando houver falta de ar, febre persistente, chiado ou piora dos sintomas.

Ferritina Eleva e o ácido alfa lipóico.

A ferritina elevada é um sinal que merece atenção, e existe uma faixa ideal que gosto de trabalhar nos meus pacientes: entre 70 e 200, sendo que valores abaixo de 500 ainda são considerados aceitáveis. Quando os níveis ultrapassam 500, é hora de agir, e o recurso mais eficaz nesse caso é a sangria terapêutica, que reduz rapidamente a sobrecarga de ferro no organismo. Para casos moderados, em torno de 600 a 700, costumo prescrever ácido alfa-lipóico nas refeições do almoço e do jantar, com bons resultados na prática clínica.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Berberina.

A integridade da barreira intestinal é um dos pilares da saúde digestiva. Quando essa barreira funciona adequadamente, ela ajuda a controlar o que pode atravessar o intestino e chegar à circulação, enquanto mantém substâncias potencialmente nocivas, como lipopolissacarídeos (LPS), microrganismos e partículas alimentares parcialmente digeridas, restritas ao lúmen intestinal. A berberina tem despertado interesse na literatura científica por atuar em diferentes mecanismos relacionados a essa barreira. Estudos sugerem que ela pode aumentar a expressão de proteínas das tight junctions, como ZO-1, ocludina e claudinas, estruturas responsáveis por manter as células intestinais unidas. Além disso, pode modular vias inflamatórias, como NF-κB e MLCK, que estão associadas ao aumento da permeabilidade intestinal. Outros estudos também apontam que a berberina pode favorecer o aumento de bactérias benéficas, como Akkermansia e Bacteroides, reduzir a endotoxemia metabólica induzida por LPS, aumentar a expressão de proteínas de oclusão e contribuir para a preservação da espessura da camada de muco do cólon. Apesar dos resultados promissores, a maior parte das evidências ainda depende da dose utilizada, da formulação da berberina e da condição clínica avaliada. Portanto, seu uso deve ser individualizado e orientado por um profissional habilitado. Referências: - Habtemariam S. Berberine pharmacology and the gut microbiota: A hidden therapeutic link. Pharmacol Res. 2020 May;155:104722. doi: 10.1016/j.phrs.2020.104722. Epub 2020 Feb 24. PMID: 32105754. - Zhang X, Zhao Y, Xu J, et al. Modulation of Gut Microbiota by Berberine Improves Intestinal Barrier Function and Metabolic Endotoxemia. Scientific Reports. 2015;5:14405. - Xie et al. (2011).

segunda-feira, 22 de junho de 2026

VOCÊ AINDA USA IVERMECTINA DE FARMÁCIA COMUM?

VOCÊ AINDA USA IVERMECTINA DE FARMÁCIA COMUM? Desde 2023, venho alertando sobre a contaminação de diversos medicamentos, e a ivermectina é um deles. Fui a primeira no Brasil a sinalizar a presença de grafeno em lotes comerciais, e o alerta continua valendo! Além da questão da pureza, há outro ponto crucial: a dosagem. Aqueles 6mg padrão muitas vezes não são suficientes para protocolos de desparasitação profunda ou tratamentos mais complexos. Minha recomendação: Prefira sempre a ivermectina MANIPULADA. Assim, você garante a pureza do que está ingerindo e a dosagem exata para a sua necessidade.

𝑨 𝑪𝑶𝑹 𝑫𝑶 𝑴𝑼𝑪𝑶 𝑵𝑨𝑺𝑨𝑳 𝑷𝑶𝑫𝑬 𝑹𝑬𝑽𝑬𝑳𝑨𝑹 𝑴𝑨𝑰𝑺 𝑫𝑶 𝑸𝑼𝑬 𝑽𝑶𝑪𝑬̂ 𝑰𝑴𝑨𝑮𝑰𝑵𝑨

𝑨 𝑪𝑶𝑹 𝑫𝑶 𝑴𝑼𝑪𝑶 𝑵𝑨𝑺𝑨𝑳 𝑷𝑶𝑫𝑬 𝑹𝑬𝑽𝑬𝑳𝑨𝑹 𝑴𝑨𝑰𝑺 𝑫𝑶 𝑸𝑼𝑬 𝑽𝑶𝑪𝑬̂ 𝑰𝑴𝑨𝑮𝑰𝑵𝑨 Siga Jaime Nicky Navaia 𝑽𝒐𝒄𝒆̂ 𝒋𝒂́ 𝒑𝒆𝒓𝒄𝒆𝒃𝒆𝒖 𝒒𝒖𝒆 𝒂 𝒄𝒐𝒓 𝒅𝒂 𝒔𝒆𝒄𝒓𝒆𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒏𝒂𝒔𝒂𝒍 𝒎𝒖𝒅𝒂 𝒅𝒖𝒓𝒂𝒏𝒕𝒆 𝒖𝒎 𝒓𝒆𝒔𝒇𝒓𝒊𝒂𝒅𝒐 𝒐𝒖 𝒄𝒓𝒊𝒔𝒆 𝒂𝒍𝒆́𝒓𝒈𝒊𝒄𝒂? 𝑬𝒎𝒃𝒐𝒓𝒂 𝒂 𝒄𝒐𝒓 𝒔𝒐𝒛𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒏𝒂̃𝒐 𝒔𝒆𝒋𝒂 𝒖𝒎 𝒅𝒊𝒂𝒈𝒏𝒐́𝒔𝒕𝒊𝒄𝒐, 𝒆𝒍𝒂 𝒑𝒐𝒅𝒆 𝒐𝒇𝒆𝒓𝒆𝒄𝒆𝒓 𝒑𝒊𝒔𝒕𝒂𝒔 𝒊𝒎𝒑𝒐𝒓𝒕𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔 𝒔𝒐𝒃𝒓𝒆 𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒆𝒔𝒕𝒂́ 𝒂𝒄𝒐𝒏𝒕𝒆𝒄𝒆𝒏𝒅𝒐 𝒏𝒐 𝒔𝒆𝒖 𝒐𝒓𝒈𝒂𝒏𝒊𝒔𝒎𝒐. 💧𝑻𝒓𝒂𝒏𝒔𝒑𝒂𝒓𝒆𝒏𝒕𝒆 𝑮𝒆𝒓𝒂𝒍𝒎𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒆́ 𝒐 𝒑𝒂𝒅𝒓𝒂̃𝒐 𝒏𝒐𝒓𝒎𝒂𝒍. 𝑻𝒂𝒎𝒃𝒆́𝒎 𝒑𝒐𝒅𝒆 𝒂𝒑𝒂𝒓𝒆𝒄𝒆𝒓 𝒆𝒎 𝒄𝒂𝒔𝒐𝒔 𝒅𝒆 𝒂𝒍𝒆𝒓𝒈𝒊𝒂𝒔, 𝒆𝒙𝒑𝒐𝒔𝒊𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒂𝒐 𝒂𝒓 𝒔𝒆𝒄𝒐 𝒐𝒖 𝒏𝒐 𝒊𝒏𝒊́𝒄𝒊𝒐 𝒅𝒆 𝒖𝒎 𝒓𝒆𝒔𝒇𝒓𝒊𝒂𝒅𝒐. ⚪𝑩𝒓𝒂𝒏𝒄𝒐 𝑷𝒐𝒅𝒆 𝒊𝒏𝒅𝒊𝒄𝒂𝒓 𝒄𝒐𝒏𝒈𝒆𝒔𝒕𝒂̃𝒐 𝒏𝒂𝒔𝒂𝒍 𝒆 𝒊𝒏𝒇𝒍𝒂𝒎𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒅𝒂𝒔 𝒗𝒊𝒂𝒔 𝒓𝒆𝒔𝒑𝒊𝒓𝒂𝒕𝒐́𝒓𝒊𝒂𝒔, 𝒅𝒊𝒇𝒊𝒄𝒖𝒍𝒕𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒂 𝒅𝒓𝒆𝒏𝒂𝒈𝒆𝒎 𝒏𝒂𝒕𝒖𝒓𝒂𝒍 𝒅𝒐 𝒎𝒖𝒄𝒐. 🟡𝑨𝒎𝒂𝒓𝒆𝒍𝒐 𝑪𝒐𝒔𝒕𝒖𝒎𝒂 𝒔𝒖𝒓𝒈𝒊𝒓 𝒒𝒖𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒐 𝒔𝒊𝒔𝒕𝒆𝒎𝒂 𝒊𝒎𝒖𝒏𝒐𝒍𝒐́𝒈𝒊𝒄𝒐 𝒆𝒔𝒕𝒂́ 𝒄𝒐𝒎𝒃𝒂𝒕𝒆𝒏𝒅𝒐 𝒗𝒊́𝒓𝒖𝒔 𝒐𝒖 𝒐𝒖𝒕𝒓𝒐𝒔 𝒂𝒈𝒆𝒏𝒕𝒆𝒔. 𝑬́ 𝒄𝒐𝒎𝒖𝒎 𝒅𝒖𝒓𝒂𝒏𝒕𝒆 𝒂 𝒓𝒆𝒄𝒖𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒅𝒆 𝒓𝒆𝒔𝒇𝒓𝒊𝒂𝒅𝒐𝒔. 💚𝑽𝒆𝒓𝒅𝒆 𝑷𝒐𝒅𝒆 𝒄𝒐𝒏𝒕𝒆𝒓 𝒖𝒎𝒂 𝒎𝒂𝒊𝒐𝒓 𝒄𝒐𝒏𝒄𝒆𝒏𝒕𝒓𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒅𝒆 𝒄𝒆́𝒍𝒖𝒍𝒂𝒔 𝒅𝒆 𝒅𝒆𝒇𝒆𝒔𝒂. 𝑵𝒆𝒎 𝒔𝒆𝒎𝒑𝒓𝒆 𝒔𝒊𝒈𝒏𝒊𝒇𝒊𝒄𝒂 𝒖𝒎𝒂 𝒊𝒏𝒇𝒆𝒄𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒃𝒂𝒄𝒕𝒆𝒓𝒊𝒂𝒏𝒂, 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒎𝒖𝒊𝒕𝒂𝒔 𝒑𝒆𝒔𝒔𝒐𝒂𝒔 𝒂𝒄𝒓𝒆𝒅𝒊𝒕𝒂𝒎. 🟤𝑴𝒂𝒓𝒓𝒐𝒎 𝑷𝒐𝒅𝒆 𝒆𝒔𝒕𝒂𝒓 𝒓𝒆𝒍𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒅𝒐 𝒂̀ 𝒑𝒓𝒆𝒔𝒆𝒏𝒄̧𝒂 𝒅𝒆 𝒑𝒐𝒆𝒊𝒓𝒂, 𝒇𝒖𝒎𝒂𝒄̧𝒂, 𝒔𝒂𝒏𝒈𝒖𝒆 𝒓𝒆𝒔𝒔𝒆𝒄𝒂𝒅𝒐 𝒐𝒖 𝒊𝒓𝒓𝒊𝒕𝒂𝒏𝒕𝒆𝒔 𝒊𝒏𝒂𝒍𝒂𝒅𝒐𝒔. ⚫🩶𝑷𝒓𝒆𝒕𝒐 𝒐𝒖 𝑪𝒊𝒏𝒛𝒂 𝑷𝒐𝒅𝒆 𝒐𝒄𝒐𝒓𝒓𝒆𝒓 𝒆𝒎 𝒑𝒆𝒔𝒔𝒐𝒂𝒔 𝒆𝒙𝒑𝒐𝒔𝒕𝒂𝒔 𝒂̀ 𝒑𝒐𝒍𝒖𝒊𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒊𝒏𝒕𝒆𝒏𝒔𝒂, 𝒇𝒖𝒎𝒂𝒄̧𝒂 𝒐𝒖 𝒑𝒂𝒓𝒕𝒊́𝒄𝒖𝒍𝒂𝒔 𝒑𝒓𝒆𝒔𝒆𝒏𝒕𝒆𝒔 𝒏𝒐 𝒂𝒎𝒃𝒊𝒆𝒏𝒕𝒆. 𝑵𝑶𝑻𝑨 𝑰𝑴𝑷𝑶𝑹𝑻𝑨𝑵𝑻𝑬 𝑶 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒊𝒎𝒑𝒐𝒓𝒕𝒂𝒏𝒕𝒆 𝒏𝒂̃𝒐 𝒆́ 𝒂𝒑𝒆𝒏𝒂𝒔 𝒂 𝒄𝒐𝒓, 𝒎𝒂𝒔 𝒕𝒂𝒎𝒃𝒆́𝒎 𝒐𝒔 𝒔𝒊𝒏𝒕𝒐𝒎𝒂𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒂𝒄𝒐𝒎𝒑𝒂𝒏𝒉𝒂𝒎 𝒐 𝒒𝒖𝒂𝒅𝒓𝒐, 𝒄𝒐𝒎𝒐 𝒇𝒆𝒃𝒓𝒆, 𝒅𝒐𝒓 𝒇𝒂𝒄𝒊𝒂𝒍, 𝒅𝒊𝒇𝒊𝒄𝒖𝒍𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒑𝒂𝒓𝒂 𝒓𝒆𝒔𝒑𝒊𝒓𝒂𝒓 𝒆 𝒐 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒐 𝒅𝒆 𝒅𝒖𝒓𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒅𝒐 𝒑𝒓𝒐𝒃𝒍𝒆𝒎𝒂. 𝑺𝒆𝒖 𝒄𝒐𝒓𝒑𝒐 𝒆𝒏𝒗𝒊𝒂 𝒔𝒊𝒏𝒂𝒊𝒔 𝒐 𝒕𝒆𝒎𝒑𝒐 𝒕𝒐𝒅𝒐. 𝑨𝒑𝒓𝒆𝒏𝒅𝒆𝒓 𝒂 𝒐𝒃𝒔𝒆𝒓𝒗𝒂́-𝒍𝒐𝒔 𝒑𝒐𝒅𝒆 𝒂𝒋𝒖𝒅𝒂𝒓 𝒗𝒐𝒄𝒆̂ 𝒂 𝒆𝒏𝒕𝒆𝒏𝒅𝒆𝒓 𝒎𝒆𝒍𝒉𝒐𝒓 𝒔𝒖𝒂 𝒔𝒂𝒖́𝒅𝒆 𝒆 𝒔𝒂𝒃𝒆𝒓 𝒒𝒖𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒑𝒓𝒐𝒄𝒖𝒓𝒂𝒓 𝒐𝒓𝒊𝒆𝒏𝒕𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒑𝒓𝒐𝒇𝒊𝒔𝒔𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍.

Você não está sem energia porque está envelhecendo?

Você não está sem energia porque está envelhecendo. Talvez esteja sem energia porque seu corpo está sendo abastecido com alimentos que geram picos de açúcar, inflamação e fome constante. Quando a alimentação é baseada em ultraprocessados, refrigerantes, doces e farinhas refinadas, o resultado costuma ser um ciclo de cansaço, compulsão alimentar e baixa disposição. Seu corpo não funciona apenas com calorias. Ele precisa de nutrientes de verdade. Troque a pergunta “quantas calorias tem?” Por “isso está nutrindo meu corpo?”. Evidências mostram que dietas ricas em alimentos ultraprocessados estão associadas a maior consumo calórico, ganho de peso e pior saúde metabólica. Referência científica: Hall KD et al. Ultra-Processed Diets Cause Excess Calorie Intake and Weight Gain: An Inpatient Randomized Controlled Trial. Cell Metabolism. 2019;30(1):67-77.

domingo, 21 de junho de 2026

Estratégias no tratamento na doença de Hashimoto.

Estratégias no tratamento na doença de Hashimoto. Existe uma combinação que aparece com frequência nas pesquisas sobre Hashimoto, e que eu costumo considerar no acompanhamento clínico de pacientes com hipotireoidismo subclínico: mio-inositol + selênio. O mio-inositol atua como segundo mensageiro do TSH dentro da célula tireoidiana. Quando ele está em níveis adequados, a glândula responde melhor ao estímulo hormonal. O selênio, por sua vez, participa da conversão de T4 em T3 e tem papel na regulação da resposta imune, o que é relevante em uma doença autoimune como o Hashimoto. Nordio e colaboradores avaliaram pacientes com Hashimoto e hipotireoidismo subclínico (TSH entre 3 e 6 mUI/L) tratados com a combinação mio-inositol + selênio por 6 meses. Houve redução significativa do TSH e dos anticorpos anti-TPO e anti-Tg em comparação ao grupo que usou selênio isolado. Os dados mostraram queda do TSH de 4,32 para 3,12 mUI/L, aumento da T4 livre de 0,94 para 1,07 ng/dL e melhora na qualidade de vida dos pacientes. Um segundo estudo do mesmo grupo (Nordio e Basciani, 2018), conduzido especificamente para avaliar o comportamento de nódulos tireoidianos benignos nessa população, observou redução do diâmetro médio dos nódulos após o tratamento com a mesma combinação. São estudos distintos, com populações e desfechos diferentes, mas que apontam para uma mesma direção. Importante dizer: esses estudos têm limitações de tamanho amostral e não permitem afirmar que a combinação substitui tratamento farmacológico quando ele é necessário. O uso deve ser individualizado, dentro de uma avaliação clínica completa, com acompanhamento de exames. Mas para pacientes no limiar do hipotireoidismo subclínico, com autoimunidade tireoidiana ativa, essa abordagem tem base científica e faz sentido dentro de uma estratégia preventiva e metabólica. --- Referências: Nordio M, Pajalich R. J Thyroid Res. 2013. Nordio M, Basciani S. Int J Endocrinol. 2017. Nordio M, Basciani S. Eur Rev Med Pharmacol Sci. 2017. Nordio M, Basciani S. Eur Rev Med Pharmacol Sci. 2018.