Saúde de acordo com a natureza.
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terça-feira, 7 de julho de 2026
“A saúde mental não existe. Existe apenas a saúde.”
Há alguns dias circulados um excerto de uma conferência realizada em Girona pelo Dr. José Luis Marín, médico psiquiatra, com um título que, por si só, representa uma declaração de princípios: “A saúde mental não existe. Existe apenas a saúde.”
Em primeiro lugar, é importante dizer que esta afirmação não é apenas um jogo de palavras. Marín apresenta uma crítica profunda à forma como a psiquiatria contemporânea construiu seu discurso sobre o sofrimento humano, e esse discurso merece ser baseado com atenção.
A ideia central de sua apresentação é simples, embora difícil de aceitar para grande parte do sistema de saúde mental: a depressão não surge primeiro no cérebro e depois se manifesta na vida de uma pessoa. Muitas vezes acontece o contrário.
Primeiro acontecer coisas: perdas, luto, violência, solidão, traumas; e só depois podem surgir alterações na química cerebral.
Esta nuance é essencial. Transformar a causa em efeito e o efeito em causa significa inverter a lógica do sofrimento humano para adaptar-se a um modelo médico que procura identificar um órgão doente sobre o que possa intervir.
Marín também destaca um aspecto já discutido nos trabalhos de Marino Pérez Álvarez e Froxán Parga: a ideia de um suposto déficit de serotonina, usado para explicar o uso generalizado de antidepressivos, não foi comprovado por meio de evidências sólidas. Não se trata apenas de uma opinião marginal ou de uma provocação, mas de uma questão debatida por muitos profissionais de psiquiatria, embora raramente seja explicada ao paciente que recebe uma receita após poucos minutos de consulta.
Entretanto, continuamos muitas vezes a tratar como uma doença exclusivamente orgânica aquilo que pode representar, em grande medida, uma ocorrência humana a situação humana.
O que considera mais importante na mensagem de Marín é a parte sobre o que quase ninguém fala. Ele não nega que possam existir alterações ao nível do cérebro. Pelo contrário, amplia a perspectiva sobre os fatores que o influenciam.
A atividade física, o descanso, a alimentação, as relações sociais, o risco e a redução do contato com substâncias químicas também podem alterar o funcionamento do cérebro. Não é apenas um comprimido que influencia a biologia. É necessário cuidar da vida completa da pessoa — algo que o modelo segundo biomédico por vezes deixa em plano, porque exige tempo, escuta e envolvimento.
Tudo isto não significa negar ou minimizar o sofrimento. Marín é claro nesse ponto: as pessoas que passam por depressão, sofrimento, e esse sofrimento é real e profundo.
O problema não é considerar a dor, mas sim uma resposta dada, que muitas vezes se reduz a um medicamento destinado a corrigir um desequilíbrio bioquímico que não foi demonstrado de forma convincente.
Do ponto de vista da minha, esta abordagem tem uma ressonância especial. Não podemos apresentar o ser humano como uma máquina bioquímica avariada, mas como uma pessoa completa — corpo, alma e espírito — moldada pelas relações, pela sua história, pela queda e pela graça.
O sofrimento da alma não pode ser resolvido apenas através da regulação dos neurotransmissores, tal como a restauração do ser humano não acontece exclusivamente através de uma fórmula farmacológica. Existe uma dimensão relacional e espiritual do sofrimento que uma psiquiatria mais redutora muitas vezes deixa de lado, mas que a fé sempre é reconhecida.
Assim, aquilo que Marín propõe não é abandonar a medicina ou os tratamentos medicamentosos quando forem necessários, mas devolver à pessoa a sua própria história, o seu próprio corpo e o seu ambiente de vida como elementos legítimos de intervenção, em vez de reduzir a imagem de um cérebro com um suposto defeito químico.
Considere que a saúde não significa apenas a ausência de um diagnóstico. Significa a possibilidade real de viver uma vida equilibrada, preparada por relações diferentes e por um sentido profundo de existência — algo que a serotonina, por si só, não consegue oferecer.
CORTISOL.
Costumamos pensar que ansiedade = cortisol alto. Mas a neurociência está revelando uma história mais complexa.
Após o estresse, o cérebro primeiro ativa o eixo HPA, elevando os níveis de corticosterona. Então, algo surpreendente acontece: o fígado entra em ação.
As enzimas hepáticas (CYP3A e 11β-HSD1) começam a degradar a corticosterona, fazendo com que seus níveis diminuam. Parece que as coisas vão se acalmar, certo?
Não exatamente.
Níveis mais baixos de corticosterona reduzem a atividade da MAO no cérebro, o que significa menor degradação da norepinefrina. O resultado? A norepinefrina se acumula, mantendo o cérebro em um estado de alerta e ansiedade.
Assim, a ansiedade pode persistir mesmo quando os hormônios do estresse estão baixos. Este é o eixo fígado-cérebro em ação, mostrando o quão profundamente interconectados nossos sistemas estão.
Às vezes, não é apenas o cérebro que causa a ansiedade. É o corpo todo.
Referência: Tseilikman V, et al. International Journal of Molecular Sciences. 2022;23(9):4881.
Desidrose: quando a pele das mãos indica que você precisa de calma e proteção.
Desidrose: quando a pele das mãos indica que você precisa de calma e proteção🤲✨
A disidrose, também conhecida como eczema disidrótico ou pomfolix, é uma afecção da pele que geralmente aparece nas mãos, nos dedos e, em algumas pessoas, também nas tortas. É caracterizado por pequenas ampollitas, descamação, ardor, picada intensa e sensação de pele tirante ou agrietada. Embora possa ser alarmante, não é contagioso; não se transmite ao tocar a outra pessoa ou ao compartilhar objetos. Sua aparição geralmente está relacionada a uma mistura de fatores: sensibilidade de pele, irritantes, umidade, sudorese, alergias de contato e, em muitos casos, períodos de estresse emocional ou físico.
O interessante desta condição é que a pele funcione como uma espécie de “barômetro interno”. Quando o corpo passa por tensão, falta de descanso, mudanças de clima ou exposição repetida a jabones fortes, detergentes, géis antibacterianos, luvas com suor acumulado ou produtos químicos, a barreira cutânea pode debilitar. Essa barreira é como o escudo natural da pele: mantém a hidratação interna e ajuda a proteger as substâncias externas. Quando se altera, aparecem brotes, ressequedad, gretas e aquelas pequenas ampolas que podem picar muchísimo.
Ele não “inventa” a doença por si só, mas pode atuar como um desencadeante importante. A Academia Americana de Dermatologia explica que muitas pessoas não apresentam brotes de eczema disidrótico durante períodos de calor ou quando se sentem estresadas. Além disso, esses irmãos podem aparecer e desaparecer por temporadas, o que faz com que algumas pessoas sintam que “se curaram” e depois voltam sem aviso.
Um sinal comum é a aparição de ampollitas profundas, como pequenas burbujas abaixo da pele, acompanhadas de picazón ou ardor. Depois, a pele pode empezar a pelarse, quedar sensible, roja ou con grietas. O NHS descreve a pomfolix como uma condição que provoca ampolas com picadas nas mãos ou nas tortas, com sintomas que podem durar de 2 a 3 semanas por brote.
O cuidado diário é fundamental. Não basta “aguar a picadela” ou rascar até romper a pele, porque isso pode aumentar a irritação e abrir a porta para infecções. O ideal é lavar as mãos com produtos suaves, secar bem — especialmente entre os dedos — e aplicar um creme hidratante especial várias vezes ao dia. Los emolientes ajudam a reparar a barreira cutânea e reduzir a perda de água. Em termos mais fortes, os dermatologistas suelen indicam tratamentos como cremes com corticosteróides por tempo limitado, dependendo da gravidade dos sintomas. A Mayo Clinic informou que o tratamento pode incluir cremes ou ungüentos com esteróides recebidos, fototerapia ou medicamentos em casos mais intensos.
Também recomendamos prestar atenção aos possíveis detonantes: metais como níquel ou cobalto, produtos de limpeza, perfumes, jabones agressivos, sudor excessivo, umidade prolongada dentro de luvas, calor e estrés. Usar luvas de algodão abaixo das luvas de limpeza pode ajudar quando você manipula detergentes, mas é importante evitar que as mãos fiquem sujas por muito tempo. A chave é protegida sem isolar a pele em umidade constante🧤.
A disidrose não deve ser vista como uma falha de higiene nem como algo “sucio”. É uma reação inflamatória da pele que requer cuidado, paciência e, quando houver repetição ou imperador, avaliação médica. Se houver dor intensa, pus, calor local, febre, dores profundas ou brotes frequentes, é mais prudente consultar uma dermatologia para confirmar o diagnóstico e descartar alergias de contato ou outras doenças da pele.
Plano de ação: 3 recomendações práticas✅
Protege a barreira da pele todos os dias🧴
Use jabones suaves, seque bem as mãos e aplique creme hidratante espesa depois de lavar as mãos. A consistência ajuda mais que aplicar creme sozinho quando você estiver brote.
Reduza os irritantes e a umidade atrapada🧤
Evite detergentes diretos, produtos perfumados fortes e luvas que acumulem sudor. Para limpar, use luvas protetoras e retire-as ao final.
Observe seus detonantes emocionais e financeiros🌿
O estrés, o calor, o sudor e alguns metais podem empeorar os brotes. Dormir melhor, fazer pausas na respiração e cuidar da rotina diária também faz parte do tratamento.
📚Fonte: Eczema disidrótico: Visão geral, causas, diagnóstico e tratamento
🏥Instituição: Associação da Academia Americana de Dermatologia (AAD), 2026
domingo, 5 de julho de 2026
METABOLISMO LENTO.
Na medicina clássica, as coisas estão claramente divididas: o hipotiroidismo está sobretudo associado à intolerância ao frio, e o hipertiroidismo à intolerância ao calor.
Esta distinção é importante e não deve ser ignorada.
No entanto, existe uma situação mais subtil: algumas pessoas apresentam sinais de metabolismo lento — pele fria, mãos e pés frios, temperatura corporal baixa, transpiração reduzida, fadiga, digestão lenta — mas, paradoxalmente, toleram mal também o calor intenso.
Isto não significa automaticamente que “o hipotiroidismo provoca intolerância ao calor” no sentido clássico. Significa antes que o sistema de termorregulação pode ser rígido e pouco eficiente.
A termorregulação não depende apenas de quanta energia o corpo produz, mas também de quão bem a consegue eliminar.
Para se livrar do calor, o corpo precisa de fazer duas coisas essenciais: levar sangue quente até à pele e produzir transpiração que possa evaporar.
Se estes dois mecanismos não funcionarem bem, o corpo pode ser frio em repouso, mas ainda assim ter dificuldade em eliminar calor quando o ambiente está quente.
1. Contexto moderno: PUFA e stress oxidativo
Um primeiro fator de fundo é a composição da gordura corporal.
O estudo de Guyenet & Carlson mostra que o tecido adiposo dos adultos americanos se tornou muito mais rico em ácido linoleico, o principal ómega-6 dos óleos vegetais.
Este estudo não demonstra diretamente intolerância ao calor.
Mostra apenas que a gordura corporal moderna mudou qualitativamente.
Esta mudança não ocorre de um dia para o outro. O tecido adiposo reflete a história alimentar do corpo a longo prazo. Até certo ponto, o perfil lipídico do organismo começa a ser influenciado ainda na vida intrauterina, sendo depois moldado pela alimentação na infância, adolescência e vida adulta.
Daqui pode construir-se apenas uma hipótese metabólica: um tecido adiposo mais rico em PUFA pode ser mais vulnerável à peroxidação lipídica, inflamação e stress oxidativo, sobretudo em situações de stress, lipólise, esforço ou calor intenso.
Um terreno rico em PUFA pode ser um fator de vulnerabilidade metabólica, especialmente quando se combina com excesso de gordura corporal, má circulação periférica, transpiração deficiente ou hipotiroidismo real.
Os PUFA não “bloqueiam a evaporação” fisicamente. Mais corretamente, podem contribuir para um terreno metabólico mais instável, mais oxidável e menos resistente ao stress.
2. Peso corporal elevado: muita transpiração, mas fraco arrefecimento
Um segundo fator é a massa corporal e a quantidade de tecido adiposo.
Não é correto dizer que pessoas com mais peso transpiram sempre menos.
Muitas vezes podem até transpirar mais, sobretudo no esforço ou no calor, porque têm mais massa corporal para arrefecer.
Mas transpiração abundante não significa automaticamente arrefecimento eficaz.
A transpiração só arrefece o corpo se evaporar eficazmente e se o sangue quente chegar à pele. Se o suor escorre mas não evapora bem, a perda real de calor continua a ser reduzida.
A gordura subcutânea atua como uma camada isolante, podendo atrasar a transferência de calor do interior do corpo para a pele.
Além disso, quanto maior a massa corporal, menor é a superfície de pele em relação ao volume do corpo. Na prática, o corpo tem mais massa para arrefecer, mas um “radiador” relativamente menor.
Por isso, uma pessoa com excesso de gordura pode transpirar muito e ainda assim sobreaquecer mais facilmente.
O cenário mais difícil ocorre quando o excesso de gordura se combina com metabolismo lento, má circulação periférica e transpiração deficiente.
3. Hormonas do stress podem simular um estado “acelerado”
Por vezes, um corpo com baixa energia metabólica pode parecer paradoxalmente “acelerado”: pulso elevado, inquietação, palpitações, insónia, tremores, suores frios.
Isto não significa automaticamente hipertiroidismo. Podem existir muitas explicações: ansiedade, hipoglicemia, anemia, POTS, stress crónico, excesso de adrenalina ou outras causas.
Numa perspetiva bioenergética, algumas destas situações podem ser vistas como um corpo a funcionar mais com hormonas de stress do que com energia oxidativa estável.
A diferença importante é esta: uma boa energia tiroideia deveria sentir-se calma e estável — temperatura adequada, extremidades quentes, boa digestão, sono profundo, pulso adequado e boa resistência ao stress.
Em contraste, um estado “acelerado” com mãos frias, temperatura baixa, sono fraco, ansiedade e fadiga pode sugerir mais uma compensação por stress do que um metabolismo verdadeiramente eficiente.
Quando o corpo funciona demasiado à base de adrenalina e cortisol, a circulação periférica pode tornar-se mais rígida. Os vasos sanguíneos podem permanecer mais contraídos para conservar energia e proteger órgãos vitais.
Isso pode resultar em mãos frias, pés frios, pele fria e fraca tolerância a variações de temperatura.
4. Rigidez vasomotora e transpiração
Aqui chegamos ao mecanismo direto da termorregulação.
Um organismo flexível adapta-se rapidamente ao calor. Os vasos sanguíneos da pele dilatam-se, o sangue quente chega à superfície e o suor evapora, arrefecendo o corpo.
Num metabolismo lento ou stressado, esta flexibilidade pode estar reduzida. A pele é frequentemente fria, a circulação periférica pode ser fraca e a transpiração insuficiente.
A transpiração não é apenas “água na pele”. É um mecanismo ativo de arrefecimento que depende de energia, circulação periférica e função das glândulas sudoríparas.
No hipotiroidismo, as glândulas sudoríparas podem ser menos ativas e a pele pode tornar-se mais seca e fria. Isso reduz a capacidade do corpo de usar a evaporação como mecanismo de arrefecimento.
Assim, um corpo com metabolismo lento pode produzir pouco calor em repouso, mas também não consegue eliminá-lo eficazmente quando exposto a calor intenso.
O problema não é apenas “excesso de calor”, mas sim falta de flexibilidade: o corpo não alterna facilmente entre conservar calor e eliminá-lo.
5. Mixedema: relevante apenas em hipotiroidismo real ou prolongado
O mixedema não deve ser aplicado a qualquer pessoa com ansiedade, pulso elevado ou intolerância ao calor.
Está sobretudo associado a hipotiroidismo real, mais severo ou prolongado. Nesta condição, podem acumular-se nos tecidos glicosaminoglicanos, especialmente ácido hialurónico, juntamente com água.
Isto confere ao tecido um aspeto mais “inchado”, espesso e menos flexível.
O tecido dérmico torna-se menos eficiente nas trocas normais de água, substâncias e calor.
O mixedema pode ser visto como uma possível barreira funcional à troca térmica, mas não deve ser apresentado como mecanismo universal para todos os estados de stress metabólico.
É mais relevante quando existem sinais claros de hipotiroidismo: pele fria/seca, edema, rosto inchado, pálpebras inchadas, obstipação, fadiga, pulso baixo e temperatura corporal baixa.
6. Do edema/mixedema à fibrose
Se esta condição persistir ao longo do tempo, o tecido pode tornar-se mais rígido.
O mixedema envolve sobretudo acumulação de água e glicosaminoglicanos. A fibrose envolve deposição excessiva de colagénio, tornando o tecido mais rígido e cicatricial.
Se o hipotiroidismo, inflamação, hipóxia local e stress oxidativo persistirem, um tecido inicialmente edematoso pode tornar-se mais rígido e fibrosado ao longo do tempo.
Não é uma evolução obrigatória, mas é um mecanismo plausível: tecido mal oxigenado e inflamado pode estimular fibroblastos a produzir mais colagénio.
Assim, pode ocorrer a transição de um tecido “inchado” para um tecido mais denso, rígido, menos vascularizado e mais difícil de recuperar.
E um tecido fibroso agrava o problema: a circulação local torna-se mais difícil, as trocas de oxigénio e nutrientes pioram e a transferência de calor torna-se ainda menos eficiente.
Conclusão
O problema não é apenas a temperatura exterior nem apenas a tiroide isoladamente.
O problema é a flexibilidade metabólica.
Um metabolismo saudável sabe adaptar-se: quando está frio, produz e conserva calor; quando está calor, leva o sangue à pele, transpira e elimina calor por evaporação.
Esta adaptação depende sobretudo da função tiroideia e da oxidação eficiente da glucose, mas também de glicemia estável, reservas de glicogénio, circulação periférica, sono, digestão e baixos níveis de hormonas de stress.
Quando o corpo funciona com energia celular estável e não com adrenalina, adapta-se melhor tanto ao frio como ao calor.
A rigidez surge quando o organismo vive demasiado tempo em “modo de emergência”: adrenalina, cortisol, inflamação, hipóxia, edema, fibrose, calcificação e stress oxidativo.
Por isso, a flexibilidade não se ganha apenas com alongamentos. Constrói-se por dentro: com boa função mitocondrial, nutrição adequada, sono profundo, circulação quente, equilíbrio hormonal e tecidos bem nutridos.
Quando a célula tem energia, o corpo pode estar quente sem agitação, relaxado sem fraqueza, móvel sem instabilidade e adaptável sem entrar em stress imediato.
Assim se explica o paradoxo: um corpo com metabolismo lento pode sentir-se frio em repouso, mas tolerar mal o calor intenso. Não porque produz demasiado calor, mas porque não o gere nem o elimina de forma eficiente.
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Suplementos na predominância estrogênica.
Suplementação
A vitamina C é muito importante e a vitamina E de extrema importância tanto para a mama quanto para o fígado e principalmente para mulheres que têm a mama densa, cólica, esteatose hepática e nódulos na mama.
Também são importantes: magnésio quelado (200 mg 2 x ao dia), complexo B (todas, mas as mais importantes são B6, B12 e B9 – na forma de metilfolato), vitamina D3 - 10.000 UI/dia e vitamina k2 100 mcg, e ômega 3 - 1000 mg, enriquecido com DHA 1 a 2 x ao dia.
Òleo de prímula e de borragem, se você é uma mulher que tem muita TPM.
O Vitex agnus ajuda muito a aumentar a progesterona,pode ser usada na menopausa, no climatério e na predominância estrogênica.
O indol 3 carbinol ajuda a reduzir a ação do estrogênio que está de forma excessiva.
A Silimarina e todos ativos fitoquímicos para fígado, chá de Alcachora, chá de calêndula, SAME, glutationa, coenzima Q10, N-acetilcisteína, ácido alfa lipóico… O que não falta é fitoterápico e estratégias para auxiliar você na melhora dessa predominância estrogênica.
L teanina (presente no chá verde), 5HTP ou L triptofano, L Arginina, também utilizados para ansiedade, podem ser importante para melhorar as questões da predominância estrogênica.
Na menstruação você está mais inflamada, descamando, sangrando, precisa respeitar o seu sistema e comer alimentos de mais fácil digestibilidade para não ter um impacto muito grande na menstruação.
A predominância estrogênica.
A predominância estrogênica é uma condição na qual ocorre um aumento dos níveis de estrogênio no corpo, em comparação com os níveis de progesterona.
A predominância estrogênica pode derivar da superprodução de estrogênio ou de alterações no metabolismo e excreção do hormônio.
Existem diversos sintomas ocasionados pela predominância estrogênica e eles variam para cada mulher.
Dentre os principais encontram-se:
Irregularidade menstrual.
Dores de cabeça recorrentes, principalmente na TPM.
Queda de cabelo.
Fadiga crônica.
Enfraquecimento das unhas.
Problemas de memória.
Insônia.
Dificuldade de concentração.
O fluxo aumentado, as vezes até com muito coágulo, o que indica inflamação.
Uma inflamação no sistema feminino.
Apresenta retenção hídrica e edema,
Com o rosto mais inchado .
Pode ter mais dor na mama e mais cólica.
Geralmente tem problema com infertilidade.
Pólipos no endométrio.
Pólipos no útero.
Tendência a ter mais doenças autoimunes.
Queda de libido.
Depressão.
Muita vontade de comer doce, principalmente na TPM;
Com maior tendência a doenças de estrogênio dependentes, como ovários policísticos, endometriose, adenomiose, miomas e cistos no ovário.
Tensãao pré-mesntrual (7 a 10 dias antes da menstruação), com mais dor.
Ganho de peso, geralmente, no quadril e nas coxas, também no dorsal.
Aparecimento maior de varizes e celulite.
Enxaqueca.
Fontes:
Artigo: PATEL, Seema; HOMAEI, Ahmad; RAJU, Akondi Butchi; MEHER, Biswa Ranjan. Estrogen: the necessary evil for human health, and ways to tame it. Biomedicine & Pharmacotherapy, [S.L.], v. 102, p. 403-411, jun. 2018. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.biopha.2018.03.078.
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Ignaz Semmelweis
"Como é que se dá à luz em casa? Não sabes quais mulheres morreram antigamente durante o parto?"
Muitas mulheres que expressaram abertamente o desejo de dar à luz em casa já ouviram esta frase.
Se olharmos para um gráfico da taxa de mortalidade materna, constatamos que, de fato, “noutros tempos”, as mulheres morriam quando traziam os filhos ao mundo ou no período pós-parto. Podemos também observar que, depois do ano 1900, isso aconteceu cada vez menos.
Mas de que tempos vamos falar exatamente e quando é que as mulheres morrem com mais frequência no parto?
E, afinal, como é que sobrevivemos enquanto espécie?
Surpreendentemente ou não, no meio do século XIX, a taxa de mortalidade materna aumentou significativamente quando as mulheres deixaram de ter os filhos em casa e passaram cada vez mais a dar à luz em hospitais, sob cuidados médicos.
Aquilo que inicialmente foi considerado progresso revelou-se, muitas vezes, um risco fatal. Naquela altura, uma em cada seis mães morria de febre puerperal nos primeiros dias após o parto. Hoje, nos países desenvolvidos, essa taxa é de oito por cochilo por cada 100.000 nascimentos.
O fato de a elevada taxa de mortalidade materna ter diminuído tanto posteriormente deve-se ao médico húngaro-alemão Ignaz Semmelweis, que observa que uma melhor higiene pode impedir que as mulheres desenvolvam febre puerperal. Naquela época, as bactérias e os germes, bem como o perigo que representavam, eram desconhecidos.
As mulheres que tiveram luz recentemente morreram devido a infecções de sangue.
Como jovem médico, Ignaz Semmelweis assumiu um cargo na área de obstetrícia do Hospital Geral de Viena em 1846.
Lá foram criadas duas maternidades: numa, as futuras mães eram cuidadas e assistidas por parteiras habituadas a garantir a limpeza durante o parto; na outra, as mulheres eram examinadas por estudantes de medicina que anteriormente tinham tido cadáveres na sala de dissecação e não lavavam as mãos depois disso.
Semmelweis comentou que muito menos mulheres assistidas por festas morriam no parto, enquanto as mãos sujas dos estudantes de medicina levavam ao “envenenamento do sangue” em muitas mulheres que tinham dado à luz.
Semmelweis publicou esta ligação num estudo e defendeu firmemente que médicos e enfermeiros mantivessem as mãos limpas. Na sua opinião, lavar apenas com sabão não era suficiente para desinfetar as mãos, e dinâmica a lavagem obrigatória com cloreto de cal.
Em apenas dois meses, a taxa de mortalidade das mulheres que tinha dado à luz caiu de 20% para 1,2%.
Mais tarde, vejamos que, além dos cadáveres, também os próprios doentes do hospital representavam um perigo para as mulheres em trabalho de parto. Resíduos de substâncias purulentas, por exemplo em lençóis mal lavados, podem provocar febre puerperal.
Quando o livro de Semmelweis “A etiologia, o conceito e a profilaxia da febre puerperal” foi publicado em 1861, ele era professor de obstetrícia na então Universidade de Peste, hoje Budapeste. No entanto, os seus colegas não levaram a sério durante muito tempo.
Apesar de este homem ter acabado os seus dias num asilo, espancado por guardas, hoje em dia as suas contribuições são inegáveis: conseguiram desenvolver uma prevenção extremamente eficaz contra a febre puerperal através de uma abordagem empírica. Na vida, Semmelweis foi ridicularizado pelas suas descobertas, mas hoje é considerado um pioneiro da desinfeção das mãos e um “salvador das mães”.
“Os meus princípios nascem do desejo de libertar as maternidades dos horrores aqui existentes, de manter viva a esposa para o seu marido e a mãe para o seu filho.”
(Ignaz Semmelweis)
terça-feira, 30 de junho de 2026
Seu Corpo Implora Por Sol.
Seu Corpo Implora Por Sol ☀️
Você dorme oito horas por noite, mas acorda exausto. O cabelo cai aos tufos no ralo do banho, o humor oscila para a tristeza sem motivo aparente e uma dor muscular inexplicável te acompanha o dia todo. Antes de culpar o excesso de trabalho ou a idade, saiba que o seu organismo pode estar sofrendo em silêncio pela falta de um nutriente crucial: a Vitamina D.
Cerca de oitenta por cento das pessoas carregam essa deficiência e não fazem a menor ideia, acostumando-se perigosamente a viver com a "bateria fraca". Longe de ser apenas uma vitamina, ela atua como um verdadeiro hormônio maestro no seu corpo, comandando a densidade dos ossos, a força muscular, o relaxamento do sono e a blindagem absoluta do seu sistema imunológico. 🛡️
Quando os níveis despencam, o seu corpo acende alertas vermelhos. A fadiga crônica se instala junto com episódios de insônia. Fisicamente, as articulações parecem travadas logo pela manhã e dores fantasmas surgem nas costas. A imunidade falha, transformando qualquer resfriado em uma doença interminável, enquanto pequenos cortes demoram uma eternidade para cicatrizar e os ossos ficam perigosamente suscetíveis a fraturas em quedas simples. 📉
A solução primária está brilhando acima de você. Apenas dez a trinta minutos diários de exposição solar direta em braços e pernas já ativam a produção natural do seu organismo. Na alimentação, aliados poderosos como peixes gordurosos (salmão), gema de ovo, cogumelos e óleo de fígado de bacalhau são fundamentais para fechar essa conta metabólica e devolver a sua energia. 🐟
⚠️ Aviso Médico e Diagnóstico: Os sintomas descritos são inespecíficos e podem mascarar outras condições de saúde graves, como problemas na tireoide ou anemia. Nunca realize suplementação de Vitamina D por conta própria, pois o excesso no organismo causa toxicidade renal. Se você se identificou com os sinais, procure um médico para realizar o exame de sangue (25-OH-Vitamina D) e receber a dosagem segura e exata.
Fonte: Diretrizes oficiais de diagnóstico, tratamento e prevenção da deficiência de Vitamina D estabelecidas e publicadas pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
VITAMINA B6.
A vitamina B6 (piridoxina) participa da produção de neurotransmissores, como serotonina, dopamina e GABA. Essas substâncias atuam no sistema nervoso e ajudam a regular o reflexo do vômito.
Ao favorecer o equilíbrio desses neurotransmissores, a vitamina B6 reduz a estimulação das áreas do cérebro responsáveis pelas náuseas e pelos vômitos, ajudando a controlar esses sintomas.
É por isso que ela é frequentemente utilizada no tratamento de náuseas e vômitos, especialmente durante a gravidez, podendo também ser associada a outros medicamentos para potencializar o efeito.
Embora esse seja o mecanismo mais aceito, os cientistas acreditam que outros mecanismos também possam contribuir para a ação antiemética da vitamina B6.
Os óleos essenciais de eucalipto, hortelã-pimenta e tomilho formam uma combinação muito interessante quando o objetivo é favorecer a respiração.
Os óleos essenciais de eucalipto, hortelã-pimenta e tomilho formam uma combinação muito interessante quando o objetivo é favorecer a respiração, principalmente em períodos de congestão, tosse e sensação de vias aéreas carregadas. O eucalipto, rico em 1,8-cineol, é um dos óleos mais tradicionais para suporte respiratório, pois está associado à melhora da sensação de passagem do ar, ação expectorante, efeito anti-inflamatório e apoio em quadros de tosse e bronquite. Revisões científicas também apontam o 1,8-cineol como uma molécula com ação mucolítica, anti-inflamatória, antioxidante e antimicrobiana nas vias respiratórias.
A hortelã-pimenta, rica em mentol, tem um efeito muito marcante de frescor e abertura respiratória. Tecnicamente, mais do que tratar a causa da congestão, o mentol ativa receptores de frio e gera uma percepção imediata de respiração mais livre e confortável, o que pode ser muito útil em sinergias respiratórias. Além disso, a hortelã-pimenta pode contribuir com sensação de alívio, leveza e expansão, sendo coerente descrevê-la como um óleo que favorece a circulação local e a percepção de desbloqueio, embora seja melhor evitar afirmar que ela “cura” obstruções respiratórias profundas.
O tomilho, especialmente pelos constituintes como timol e carvacrol, entra como um óleo de ação mais intensa, muito valorizado em quadros de tosse produtiva, catarro, inflamação e maior carga microbiana. A literatura descreve o tomilho e seu óleo essencial como tradicionalmente usados em sintomas de bronquite e infecções de vias aéreas superiores, além de apresentar propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias importantes. Por ser um óleo mais “quente” e potente, deve ser usado com cautela, sempre bem diluído e evitando uso em crianças pequenas, gestantes, pessoas sensíveis ou asmáticas sem orientação. Bem aplicado, esse trio pode ser uma excelente sinergia aromática de suporte respiratório, sem substituir avaliação médica quando houver falta de ar, febre persistente, chiado ou piora dos sintomas.
Ferritina Eleva e o ácido alfa lipóico.
A ferritina elevada é um sinal que merece atenção, e existe uma faixa ideal que gosto de trabalhar nos meus pacientes: entre 70 e 200, sendo que valores abaixo de 500 ainda são considerados aceitáveis. Quando os níveis ultrapassam 500, é hora de agir, e o recurso mais eficaz nesse caso é a sangria terapêutica, que reduz rapidamente a sobrecarga de ferro no organismo. Para casos moderados, em torno de 600 a 700, costumo prescrever ácido alfa-lipóico nas refeições do almoço e do jantar, com bons resultados na prática clínica.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Berberina.
A integridade da barreira intestinal é um dos pilares da saúde digestiva. Quando essa barreira funciona adequadamente, ela ajuda a controlar o que pode atravessar o intestino e chegar à circulação, enquanto mantém substâncias potencialmente nocivas, como lipopolissacarídeos (LPS), microrganismos e partículas alimentares parcialmente digeridas, restritas ao lúmen intestinal.
A berberina tem despertado interesse na literatura científica por atuar em diferentes mecanismos relacionados a essa barreira. Estudos sugerem que ela pode aumentar a expressão de proteínas das tight junctions, como ZO-1, ocludina e claudinas, estruturas responsáveis por manter as células intestinais unidas. Além disso, pode modular vias inflamatórias, como NF-κB e MLCK, que estão associadas ao aumento da permeabilidade intestinal.
Outros estudos também apontam que a berberina pode favorecer o aumento de bactérias benéficas, como Akkermansia e Bacteroides, reduzir a endotoxemia metabólica induzida por LPS, aumentar a expressão de proteínas de oclusão e contribuir para a preservação da espessura da camada de muco do cólon.
Apesar dos resultados promissores, a maior parte das evidências ainda depende da dose utilizada, da formulação da berberina e da condição clínica avaliada. Portanto, seu uso deve ser individualizado e orientado por um profissional habilitado.
Referências:
- Habtemariam S. Berberine pharmacology and the gut microbiota: A hidden therapeutic link. Pharmacol Res. 2020 May;155:104722. doi: 10.1016/j.phrs.2020.104722. Epub 2020 Feb 24. PMID: 32105754.
- Zhang X, Zhao Y, Xu J, et al. Modulation of Gut Microbiota by Berberine Improves Intestinal Barrier Function and Metabolic Endotoxemia. Scientific Reports. 2015;5:14405.
- Xie et al. (2011).
segunda-feira, 22 de junho de 2026
VOCÊ AINDA USA IVERMECTINA DE FARMÁCIA COMUM?
VOCÊ AINDA USA IVERMECTINA DE FARMÁCIA COMUM?
Desde 2023, venho alertando sobre a contaminação de diversos medicamentos, e a ivermectina é um deles. Fui a primeira no Brasil a sinalizar a presença de grafeno em lotes comerciais, e o alerta continua valendo!
Além da questão da pureza, há outro ponto crucial: a dosagem. Aqueles 6mg padrão muitas vezes não são suficientes para protocolos de desparasitação profunda ou tratamentos mais complexos.
Minha recomendação: Prefira sempre a ivermectina MANIPULADA. Assim, você garante a pureza do que está ingerindo e a dosagem exata para a sua necessidade.
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