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segunda-feira, 12 de outubro de 2026
A N-acetilcisteína (NAC) é capaz de romper ligações dissulfeto do biofilme, desestruturandl biofilmes já formados, facilitando a ação de antibióticos.
A N-acetilcisteína (NAC) é capaz de romper ligações dissulfeto do biofilme, desestruturandl biofilmes já formados, facilitando a ação de antibióticos.
Estudos demonstraram que a NAC apresentou atividade contra diferentes bactérias, inclusive organismos resistentes como Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae e
Acinetobacter baumannii resistente a carbapenêmicos.
Além da NAC, as enzimas digestivas usadas em jejum e não antes da refeição, também pode atuar na quebra de biofilme.
Um estudo em biofilme de Enterococcus faecalis encontrou redução importante do biofilme com bromelina e papaína. Ambas também aumentaram a morte bacteriana. A papaína reduziu o conteúdo de polissacarídeos da matriz extracelular do biofilme.
Outro estudo avaliou alfa-amilase, bromelina e papaína contra biofilmes de Staphylococcus aureus, incluindo cepas resistentes à meticilina, mostrando que enzimas podem ser usadas para degradar a estrutura do biofilme.
E há um trabalho recente mostrou que a papaína foi capaz de inibir cerca de 80% da formação de biofilme de Pseudomonas aeruginosa e também alterar biofilme já formado.
Esta tratando candidíase, SIBO, IMO, infecções respiratórias, infecção de urina de repetição? Vai ter que usar antifúngico ou antibiótico? NAC e enzimas em cápsulas gastrorresistentes podem potencializar o tratamento.
doi: 10.26355/eurrev_202305_3
doi: 10.1016/j.joen.2026.01.006
sábado, 10 de outubro de 2026
O RISCO REAL DE SUPLEMENTAR VITAMINA D SEM K2
O RISCO REAL DE SUPLEMENTAR VITAMINA D SEM K2
A vitamina D não funciona sozinha.
Ela não é apenas uma vitamina, mas sim um pró-hormônio esteroide que entra no núcleo das células, altera expressão gênica e aumenta agressivamente a absorção de cálcio no intestino.
E aqui está o problema:
Quando alguém suplementa altas doses de vitamina D3 sem vitamina K2, o cálcio entra na corrente sanguínea — mas não recebe o direcionamento correto.
O resultado?
Esse cálcio se deposita onde não deveria:
-Artérias
-Válvulas cardíacas
-Tecido cardíaco
-Tecidos moles
Isso explica por que muitas pessoas desenvolvem:
-Calcificação arterial
-Hipercalcemia
-Arritmias silenciosas
-Sintomas cardíacos subclínicos
Mesmo achando que estão “cuidando da saúde”.
✅ Por que a K2 é indispensável?
A vitamina K2 é o mecanismo de proteção biológica que impede que a suplementação de vitamina D se torne perigosa.
Ela ativa 2 proteínas fundamentais:
Osteocalcina → leva o cálcio para dentro do osso
MGP (Matrix Gla Protein) → impede o cálcio de grudar nas artérias
Sem K2 → o cálcio vira risco.
Com K2 → o cálcio vira estrutura saudável (ossos fortes, densidade óssea preservada).
Vitamina D abre a porta.
Vitamina K2 diz para onde ir.
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
LAURIL
Quando falamos em “lauril”, geralmente estamos nos referindo a tensoativos como o lauril sulfato de sódio (SLS), muito utilizados em sabonetes, shampoos, produtos de higiene e cosméticos por sua capacidade de remover gordura e produzir espuma.
O problema é que essa mesma eficiência de limpeza pode também retirar parte dos lipídios naturais que formam a barreira protetora da pele, principalmente quando o produto é mais concentrado, permanece muito tempo em contato com a pele ou é utilizado com muita frequência.
Em pessoas mais sensíveis, o uso excessivo ou a exposição a concentrações irritantes pode provocar ressecamento, sensação de repuxamento, ardência, vermelhidão, coceira e irritação. Isso ocorre porque o SLS pode alterar temporariamente a barreira cutânea e aumentar a perda de água pela pele. Pessoas com pele muito seca, sensível ou com dermatites podem perceber esses efeitos com maior facilidade.
Isso não significa, porém, que todo produto contendo lauril seja necessariamente prejudicial. A concentração, o tipo de tensoativo, o tempo de contato e toda a formulação do cosmético fazem diferença. Além disso, existem diferentes compostos popularmente chamados de “lauril”, e eles não possuem exatamente o mesmo potencial irritante. Se um produto provoca irritação persistente, o ideal é suspender o uso e buscar orientação profissional.
O que esgota a tiamina no mundo moderno.
O que esgota a tiamina no mundo moderno.
A vida moderna consome B1 em ritmo maior do que a repomos [4]. Carboidratos orgânicos excluídos mais B1 para serem metabolizados [4]. Açúcar, refrigerantes e xarope de milho rico em frutose elevam ainda mais essa demanda [4].
Café e chá em excesso contêm polifenóis, como os taninos e o ácido clorogênico, que degradam quimicamente a tiamina e podem comprometer seu aproveitamento pelo organismo [27]. Peixes crus podem conter tiaminases, enzimas que destroem a vitamina B1 antes que ela chegue ao sangue [26]. A pasteurização e os cozimentos prolongados degradam a tiamina, que é termolábil [4].
O álcool merece atenção destacada. Reduza a absorção intestinal e os transportadores específicos de tiamina [19,20]. O vinho, pelo lugar que ocupa a mesa moderna, pede parágrafo próprio. Cada taça combina três esgotadores da vitamina numa só bebida. O álcool age pelos mecanismos acima descritos [19,20]. Os sulfitos, usados como conservantes no vinho, em frutas secas e em muitos alimentos industrializados, partem a molécula ao meio [4]. Os taninos, os mesmos polifenóis que dão a adstringência do vinho tinto, degradam-se quimicamente a B1 [27]. Duas taças diárias, hábitos considerados saudáveis em várias culturas, cobram tributo triplo à mesma vitamina.
O próprio diabetes drena a vitamina. Diabéticos dos tipos 1 e 2 têm tiamina plasmática cerca de 75% menor que os controles, por perda renal aumentada e redução dos transportadores específicos [11,12,66]. E a metformina, o antidiabético mais prescrito do mundo, compete com a tiamina pelo mesmo transportador, o THTR-2 [21]. É o paradoxo silencioso: o remédio que trata o diabetes agrava a carência da vitamina que a própria doença já esgota.
Do lado dos demais fármacos, a lista segue. Os diuréticos de alça, dos quais a furosemida (Lasix) é o exemplo mais conhecido, aumentam a perda renal de tiamina [23]. Os inibidores da bomba de prótons e o uso específico de antiácidos podem comprometer a absorção ao reduzir a acidez gástrica [4,22].
Há ainda um agressor invisível: o arsênico, metal que o arroz acumula quando cresce em solo ou água contaminada, situação frequente em diversas regiões produtoras do mundo [56,58]. Ele não derrota a tiamina. Faz pior. Bloqueia as mesmas enzimas que a B1 aciona e induz uma neuropatia que imita o próprio beribéri [56]. É o beribéri químico: uma vitamina presente, como enzimas paradas [56]. No Brasil, o arroz é a principal porta alimentar do metal [57]. Na Europa, a preocupação é tal que a União fixou limites legais para o arsênico no grão, mais rígidos ainda quando o arroz se destina às crianças [58].
Em doses habituais, o impacto sobre a tiamina segue em debate. Mas a exposição crônica soma-se aos demais esgotadores, e o arroz, prato diário de bilhões de pessoas, coloca o problema em escala planetária [57].
Somam-se a esse cenário as doenças e cirurgias digestivas. Nas doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn e retocolite ulcerativa, a deficiência de tiamina é frequente, e a fadiga responde à reposição da vitamina [7,17]. A cirurgia bariátrica exclui a trajetória digestiva do segmento onde a tiamina é absorvida, criando risco de deficiência [24]. O estresse estressante eleva a demanda metabólica da vitamina [4,9]. O envelhecimento reduz a absorção intestinal e o aproveitamento celular da B1 [13]. E a polifarmácia dos idosos soma vários desses fatores ao mesmo tempo [13,22].
Referências
1. Bianconi E, Piovesan A, Facchin F, et al. An estimation of the number of cells in the human body. Ann Hum Biol. 2013;40(6):463-471. doi:10.3109/03014460.2013.807878
2. Yasuda R, Noji H, Kinosita K Jr, et al. F1-ATPase is a highly efficient molecular motor that rotates with discrete 120° steps. Cell. 1998;93(7):1117-1124. doi:10.1016/S0092-8674(00)81456-7
3. Picciotto MR, Higley MJ, Mineur YS. Acetylcholine as a neuromodulator: cholinergic signaling shapes nervous system function and behavior. Neuron. 2012;76(1):116-129. doi:10.1016/j.neuron.2012.08.036
4. Marrs C, Lonsdale D. Hiding in plain sight: modern thiamine deficiency. Cells. 2021;10(10):2595. doi:10.3390/cells10102595
5. Barennes H, Sengkhamyong K, Rene JP, Phimmasane M. Beriberi (thiamine deficiency) and high infant mortality in northern Laos. PLoS Negl Trop Dis. 2015;9(3):e0003581. doi:10.1371/journal.pntd.0003581
6. Sechi G, Serra A. Wernicke encephalopathy: new clinical settings and recent advances in diagnosis and management. Lancet Neurol. 2007;6(5):442-455. doi:10.1016/S1474-4422(07)70104-7
7. Bager P, Hvas CL, Rud CL, Dahlerup JF. Randomised clinical trial: high-dose oral thiamine versus placebo for chronic fatigue in patients with quiescent inflammatory bowel disease. Aliment Pharmacol Ther. 2021;53(1):79-86. doi:10.1111/apt.16166
8. Frank RAW, Leeper FJ, Luisi BF. Structure, mechanism and catalytic duality of thiamine-dependent enzymes. Cell Mol Life Sci. 2007;64(7-8):892-905. doi:10.1007/s00018-007-6423-5
9. Naviaux RK. Metabolic features of the cell danger response. Mitochondrion. 2014;16:7-17. doi:10.1016/j.mito.2013.08.006
10. Naviaux RK. Perspective: cell danger response biology, the new science that connects environmental health with mitochondria and the rising tide of chronic illness. Mitochondrion. 2020;51:40-45. doi:10.1016/j.mito.2019.12.005
11. Page GLJ, Laight D, Cummings MH. Thiamine deficiency in diabetes mellitus and the impact of thiamine replacement on glucose metabolism and vascular disease. Int J Clin Pract. 2011;65(6):684-690. doi:10.1111/j.1742-1241.2011.02680.x
12. Abdullah KM, Qais FA, Ahmad I, Naseem I. Insight into the In Vitro Antiglycation and In Vivo Antidiabetic Effects of Thiamine: Implications of Vitamin B1 in Controlling Diabetes. ACS Omega. 2021;6(19):12605 12614. doi:10.1021/acsomega.1c00631
13. Smith TJ, Johnson CR, Koshy R, et al. Thiamine deficiency disorders: a clinical perspective. Ann N Y Acad Sci. 2021;1498(1):9-28. doi:10.1111/nyas.14536
14. Blitshteyn S. Vitamin B1 deficiency in patients with postural tachycardia syndrome (POTS). Neurol Res. 2017;39(8):685-688. doi:10.1080/01616412.2017.1331895
15. Hammes HP, Du X, Edelstein D, et al. Benfotiamine blocks three major pathways of hyperglycemic damage and prevents experimental diabetic retinopathy. Nat Med. 2003;9(3):294-299. doi:10.1038/nm834
16. Stracke H, Gaus W, Achenbach U, Federlin K, Bretzel RG. Benfotiamine in diabetic polyneuropathy (BENDIP): results of a randomised, double-blind, placebo-controlled clinical study. Exp Clin Endocrinol Diabetes. 2008;116(10):600-605. doi:10.1055/s-2008-1065351
17. Costantini A, Pala MI, Colangeli M, et al. Thiamine and fatigue in inflammatory bowel diseases: an open-label pilot study. J Altern Complement Med. 2013;19(8):704-708. doi:10.1089/acm.2011.0840
18. Gibson GE, Luchsinger JA, Cirio R, et al. Benfotiamine and cognitive decline in Alzheimer's disease: results of a randomized placebo-controlled phase IIa clinical trial. J Alzheimers Dis. 2020;78(3):989-1010. doi:10.3233/JAD-200896
19. Hoyumpa AM Jr. Mechanisms of thiamin deficiency in chronic alcoholi
domingo, 27 de setembro de 2026
MELISSA OFFICINALIS
MELISSA OFFICINALIS Nome científico: *Melissa officinalis* L. Sinônimos científicos: *Melissa altissima* Sibth & Sm.; *Melissa cordifolia* Pers.; *Melissa foliosa* Opiz.; *Melissa graveolens* Host.; *Melissa hirsuta* Hornens.; *Melissa occidentalis* Rafin.; *Melissa romana* Mill.; *Melissa bicornis* Klokov. Nomes comuns: Melissa, Melissa-verdadeira e Erva-cidreira. Família: Lamiaceae. Parte utilizada: Folhas e ramos.
Efeito antiviral: Um ensaio clínico duplo-cego, randomizado e controlado por placebo avaliou o efeito antiviral do extrato aquoso de *Melissa officinalis* em 116 pacientes com infecção por HSV (herpes) na pele ou na mucosa de transição. Observou-se uma melhora estatisticamente significativa no grupo de tratamento em comparação com o grupo placebo.
Referências Bibliográficas
ALBINO, R. Pharmacopéia dos Estados Unidos do Brasil. 1ª edição. 1926. ALONSO, J. R. Tratado de Fitomedicina. 1ª edição. Isis Editora. 1998. PR Vademecum de Precripción de Plantas Medicinales. (CD-ROM). 3ª edição. 1998.
SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos. TAIWO, A. E. Alterações comportamentais decorrentes da administração de *Melissa officinalis*, em ratos. Dissertação (Mestrado). Universidade de Brasília. 2007.
BARNES, J.; ANDERSON, L. A.; PHILLIPSON, J. D. Fitoterápicos. 3ª ed. Porto Alegre. 2012. TESKE, M.; TRENTINI, A. M. M. Herbarium compêndio de fitoterapia. 3ª ed. Curitiba, 1997.
DARVISH-MOFRAD-KASHANI, Z. et al. Effect of *Melissa officinalis* (Lemon balm) on Sexual Dysfunction in Women: A double-blind, randomized, placebo-controlled study. Iran J. Pharm Res., Vol. 17, n.º supl., p. 89-100, Inverno de 2018.
Richard Smith diz que há uma coisa mostrada para aumentar o comprimento do telômero. Carne vermelha.
Richard Smith diz que há uma coisa mostrada para aumentar o comprimento do telômero. Carne vermelha.
Ele aponta para estudos que ligam o consumo de carne vermelha a telômeros mais longos, o marcador usado para rastrear o envelhecimento celular, enquanto a maioria das pessoas é dito para evitá-lo. Seu argumento: proteína animal contém o que o corpo precisa não apenas para sobreviver, mas para prosperar. Você não pode achar que vem das plantas.
O resultado do estudo é bem interessante: entre 9 grupos de alimentos analisados, a carne vermelha foi o único grupo associado significativamente ao comprimento dos telômeros. Quem relatou maior frequência de consumo de carne vermelha apresentou maior relação T/S, isto é, telômeros mais longos. A diferença mais forte ocorreu entre quem nunca consumia carne vermelha e quem consumia 1–2 vezes ao dia, com p = 0,02.
Kasielski M. et al. (2016) — “The relationship between peripheral blood mononuclear cells telomere length and diet – unexpected effect of red meat”, publicado no Nutrition Journa
pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27418163
E existem mais estudos sobre isso
domingo, 20 de setembro de 2026
dimetilsulfóxido (DMSO)
Um estudo publicado na PLOS ONE investigou os efeitos do dimetilsulfóxido (DMSO) sobre células de câncer de pulmão de não pequenas células (NSCLC).
Os pesquisadores observaram que o DMSO foi capaz de reduzir significativamente a migração, invasão, proliferação e formação de colônias das células tumorais estudadas, com efeitos dependentes da concentração.
Um dos mecanismos mais interessantes identificados envolve a HLJ1 (DNAJB4), uma proteína com função supressora tumoral relacionada à redução da invasividade e progressão tumoral. O DMSO aumentou a expressão da HLJ1 por meio da ativação da via AP-1, envolvendo especialmente os fatores de transcrição JunB e JunD. Quando os pesquisadores reduziram experimentalmente JunD, a indução de HLJ1 pelo DMSO também diminuiu, reforçando a participação dessa via.
Além disso, o estudo encontrou redução da migração e invasão celular com DMSO a 1–2%, diminuição da proliferação e da capacidade de formar colônias e aumento da apoptose induzida por radiação UV em determinadas condições experimentais. Em concentrações mais elevadas, como 5%, também foi observada citotoxicidade, um detalhe importante na interpretação dos resultados.
A ciência começa muitas vezes na bancada — e compreender esses mecanismos pode abrir caminhos para novas estratégias terapêuticas.
Referência: Wang C-C et al. Dimethyl Sulfoxide Promotes the Multiple Functions of the Tumor Suppressor HLJ1 through Activator Protein-1 Activation in NSCLC Cells. PLOS ONE. 2012;7(4):e33772.
PMID: 22529897 | PMCID: PMC3328470 | DOI: 10.1371/journal.pone.0033772.
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
VITAMINA K2.
Um estudo publicado na revista *Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine* investigou os efeitos da vitamina K2 no câncer de próstata. Os pesquisadores descobriram que doses elevadas de vitamina K2 (50–100 micromolar) reduziram significativamente o crescimento de células de câncer de próstata, tanto as hormônio-dependentes quanto as hormônio-independentes. A vitamina atuou desencadeando a apoptose (morte celular programada) por meio da ativação das caspases 3 e 8, ao mesmo tempo em que diminuiu a expressão do receptor de andrógeno (AR) e reduziu os níveis de PSA em células cancerígenas sensíveis a andrógenos. Além de retardar o crescimento celular, a vitamina K2 também inibiu vias fundamentais de sobrevivência e inflamação, incluindo a sinalização via AKT e NF-κB. Ela reduziu marcadores inflamatórios e angiogênicos — como IL-6, IL-8, HMGB1, RAGE e VEGF-A — associados à progressão tumoral e à formação de vasos sanguíneos. Em modelos animais (camundongos), o tratamento com vitamina K2 diminuiu significativamente o tamanho do tumor e a angiogênese, sugerindo um potencial terapêutico contra o câncer de próstata agressivo e resistente a tratamentos. PMCID: PMC3767046 PMID: 24062781
terça-feira, 15 de setembro de 2026
O coco é um alimento excelente, mas exige atenção quando apresenta sinais de deterioração.
O coco é um alimento excelente, mas exige atenção quando apresenta sinais de deterioração. Se a água estiver com gosto estranho, azedo ou amargo, se houver odor diferente, textura viscosa ou manchas internas esverdeadas, azuladas, acinzentadas ou com aspecto de mofo, o mais seguro é não consumir. Fungos podem crescer principalmente quando o coco é armazenado de maneira inadequada ou permanece muito tempo fora de refrigeração, e algumas espécies são capazes de produzir toxinas perigosas.
Um caso publicado na revista Emerging Infectious Diseases, do CDC, descreveu um homem de 69 anos que morreu após consumir água de coco de um fruto que havia ficado cerca de um mês em temperatura ambiente. No coco foi identificado o fungo Arthrinium saccharicola, atualmente classificado como Apiospora saccharicola, capaz de produzir ácido 3-nitropropiônico (3-NPA). A investigação encontrou essa toxina tanto no coco quanto no organismo do paciente, confirmando a relação com a intoxicação grave.
O ácido 3-nitropropiônico é uma neurotoxina mitocondrial que bloqueia a enzima succinato-desidrogenase, também chamada de complexo II da cadeia respiratória. Com isso, as células passam a ter dificuldade para produzir energia, podendo ocorrer acidose, lesões neurológicas graves, alteração da consciência, convulsões, edema cerebral e, em casos extremos, morte. Por isso, diante de qualquer alteração evidente no coco, vale uma regra simples: na dúvida, não prove para conferir — descarte.
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Em um estudo, os níveis de testosterona de homens caíram 25% uma hora após a ingestão de uma solução açucarada.
Em um estudo, os níveis de testosterona de homens caíram 25% uma hora após a ingestão de uma solução açucarada. E isso aconteceu também em homens saudáveis. Pesquisadores deram a 74 homens uma bebida padrão de glicose e monitoraram o sangue deles. A testosterona caiu cerca de 25% em média — e não apenas nos homens diabéticos; isso ocorreu de forma geral, inclusive naqueles com níveis normais de glicose no sangue. Os níveis permaneceram reduzidos por até duas horas após uma única carga de açúcar. Uma bebida não causa danos permanentes.
Mas pergunte a si mesmo com que frequência você se encontra nessa situação: café adoçado, um doce no meio da manhã, sanduíche com refrigerante, algo doce depois do jantar. No entanto, eis o que causa o dano duradouro — e não é o açúcar em si, mas sim onde ele vai parar. O excesso de açúcar e de carboidratos refinados estimula o acúmulo de gordura ao redor dos órgãos; essa gordura contém uma enzima que converte testosterona em estrogênio. Portanto, quanto mais gordura você acumula, mais testosterona perde a cada hora, todos os dias. E níveis mais baixos de testosterona facilitam o ganho de ainda mais gordura. Esse é o ciclo vicioso em que a maioria dos homens acima dos 40 anos se encontra. Não é que "o açúcar acabe com a testosterona"; o açúcar cria o tecido que faz isso. Assim, a chave não é apenas cortar o açúcar, mas eliminar a gordura visceral, ganhar massa muscular e dormir bem.
Os músculos são responsáveis por processar cerca de 80% da glicose que você consome. E, se você realmente sente os sintomas — falta de libido, desânimo, falta de energia —, faça um exame de sangue em vez de apenas supor o que está acontecendo. Aos 45 anos, a maioria dos homens não apresenta níveis clinicamente baixos de testosterona; eles apenas têm pouca massa muscular, dormem mal e carregam um peso que não tinham aos 30.
REFERÊNCIAS:
Caronia, L. M., Dwyer, A. A., Hayden, D., Amati, F., Pitteloud, N., & Hayes, F. J. (2013). Diminuição abrupta dos níveis séricos de testosterona após uma sobrecarga oral de glicose em homens. Clinical Endocrinology,
78(2), 291–296.
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Como Rockefeller aboliu as curas naturais e criou a Big Pharma.
Como Rockefeller aboliu as curas naturais e criou a Big Pharma💊💊💊💉💉💉💰💰💰
A medicina ocidental tem várias vantagens e evoluiu muito bem para tratar sintomas agudos e emergenciais. Mas infelizmente deixa muito a desejar no que tange à resolução dos problemas crônicos.
Mas é hora das pessoas perceberem que a medicina convencional (medicina ocidental ou alopática) se concentra em drogas (produtos químicos criados em laboratório), radiação e cirurgia.
É uma criação de prata de John Rockefeller, e a Big Pharma foi criada por ele.
Se você fala hoje sobre as propriedades curativas das plantas ou outras práticas holísticas, muitas pessoas (incluindo médicos) o compartilham uma pessoa estranha.
Como tudo mais, a política e o dinheiro têm sido usados para abalar nossas mentes e nos encorajar a abraçar o que é ruim para nós. Tudo começou com John D. Rockefeller (1839-1937), um magnata do petróleo, o primeiro milionário nos Estados Unidos e um monopolista natural.
Criando uma grande empresa farmacêutica.
A World Business Reports afirma: “Ao mesmo tempo, por volta de 1900, os cientistas descobriram a “petroquímica”.
Isso tornou possível criar todos os tipos de produtos químicos de petróleo.
Por exemplo, o primeiro plástico chamado baquelita foi derivado do óleo em 1907.
Os cientistas descobriram várias vitaminas e substâncias específicas que podem ser derivadas do óleo.
Foi uma grande oportunidade para Rockefeller, que viu a oportunidade de monopolizar as indústrias petrolíferas, químicas e médicas ao mesmo tempo!
Foi assim que a Big Pharma foi fundada...
A melhor coisa da petroquímica era que tudo pudesse ser patenteado e vendido com grandes lucros.
Mas havia um problema com o plano de Rockefeller para a indústria médica: os remédios naturais/fitoterápicos eram muito populares nos Estados Unidos na época. Quase metade dos médicos e escolas de medicina nos Estados Unidos praticavam medicina holística, (naturopatia, homeopatia, e osteopatia), usando conhecimentos da Europa e dos nativos americanos (dizem que um kit médico de 1850 não faltava maconha ou óleo de cannabis, nb).
Rockefeller, o monopolista, precisa encontrar uma maneira de escapar da maior competição. Em seguida, ele usou a estratégia clássica (que ainda é usada por meio de operações flag-false, nb), "problema-reação-solução".
Ou seja, cria um problema e ansiedade para as pessoas, depois oferece uma solução (pré-planejada).
Semelhante ao medo do terrorismo, seguido pelo "Patriot Act" que já foi preparado e então assinado pelo terrorista global e assassino em massa George Bush Jr.
A Big Pharma fechou hospitais e escolas médicas holísticas.
Ele foi ver seu amigo Andrew Carnegie, outro plutocrata que ganhou dinheiro monopolizando a indústria do aço, com quem desenhou um plano.
Por meio da prestigiada Fundação Carnegie, eles enviaram um homem chamado Abraham Flexner para viajar pelo país.
Ele informou sobre a situação das escolas médicas e hospitais do país.
Isso levou ao Relatório Flexner, que deu origem à medicina moderna controlada pela máfia Big Pharma como acontecia hoje. Desnecessário dizer que o relatório falou da necessidade de reorganizar e centralizar as instituições médicas americanas.
Em 1910, Andrew Carnegie e Jonh Davidson Rockefeller fizeram uma campanha e trocaram o currículo médico para remédios da máfia da indústria farmacêutica. O Jonh Davidson Rockefeller e Andrew Carnegie são os responsáveis por não haver os tratamentos de homeopatia, naturopatia, de Medicina Ayurveda e da Medicina Chinesa e da fitoterapia, na classe dos cursos de medicina.
Na Medicina Ayurveda existem seis fases da doença. Está iniciado com a perturbação do equilíbrio dos doshas e resultado de um longo processo, que pode ser detectado e tratado em qualquer fase.
Assim, a Medicina Ayurveda consegue detectar o desequilíbrio encontrando-se a doença ainda numa fase de incubação.
Este processo é explicado através de seis estágios:
1- Acumulação
2 - Atracação
3 - Extravasamento
4 - Recolocação
5 - MANIFESTAÇÃO🚨🎯🧯(SÓ NESTE ESTÁGIO DA DOENÇA É QUE A MEDICINA ALOPÁTICA OU OCIDENTAL CONSEGUE DETECTAR A DOENÇA)
AO PASSO QUE A MEDICINA AYURVEDA CONSEGUE DETECTAR A DOENÇA NO PRIMEIRO ESTÁGIO.
6 - Diferenciação
De acordo com este relatório, mais de metade de todas as faculdades de medicina logo foram fechadas pela Big Pharma.
A homeopatia e os medicamentos naturais foram ridicularizados e demonizados.
Os médicos foram até presos.
Para ajudar na transição e mudar as mentes de outros médicos e cientistas, Rockefeller doou mais de 100 milhões de euros para universidades e hospitais.
Ele fundou um grupo filantrópico denominado Conselho Geral de Educação (GEB).
Esta é a abordagem clássica da cenoura e do bacon.
Com muito pouco tempo, as escolas médicas foram simplificadas e homogeneizadas.
Todos os alunos estavam aprendendo a mesma coisa, e a medicina era sobre o uso de drogas patenteadas (o que ainda acontece hoje, nb).
Os cientistas receberam enormes doações para estudar as plantas curam doenças. O objetivo era identificar os produtos químicos na planta e recriar no laboratório um produto químico semelhante, mas não idêntico, que pudesse ser patenteado.
Uma pílula para um paciente tornou-se o mantra da medicina moderna e a Big Pharma teve um enorme lucro.
Você achou que os irmãos Koch eram maus?
Então, 100 anos depois, produzimos médicos que nada sabem sobre os benefícios da nutrição, plantas ou práticas holísticas (ouvi na TV o chefe da clínica de oftalmologia em Bucareste dizendo - por ignorância ou estupidez - que: nós dizemos a ela que você pode curar doenças com algumas ervas ”, nb).
Temos toda uma sociedade subordinada às empresas, para o seu bem-estar.
A doença das pessoas significa lucro para elas, quanto mais pacientes, maior o lucro ...
Uma grande empresa farmacêutica hoje
Os Estados Unidos gastaram 15% do seu PIB com saúde, o que deveria ser chamado de "atendimento ao paciente".
A Big Pharma só se preocupa com os seus lucros e não se concentra na cura, mas apenas nos sintomas.
Isso criou clientes regulares e permanentes. Não há cura para o câncer, diabetes, autismo, asma ou a mesma gripe (a vacinação é apenas outra forma de lucrar muito e reduzir a população do planeta, nb).
Por que deveria haver remédios reais?
É um sistema fundado por oligarcas e plutocratas, não por médicos.
Quanto ao câncer, ah, sim, a American Cancer Society foi fundada por Rockefeller em 1913 e se tornou um megaempresário sem cura.
Outra teoria da conspiração diria propaganda...
No mês da consciencialização do câncer de mama, é triste ver as pessoas com lavagem cerebral, recepção terapêutica, radiação e cirurgia sabendo que não escaparão de qualquer maneira e serão terrivelmente atormentadas pelos efeitos colaterais.
Concluímos este breve artigo com uma citação de John D. Rockefeller, que resume a sua visão da Nova Ordem Mundial para a América: “Não quero uma sociedade de pensadores.
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
itamina B - TIAMINA - 1 e o Câncer.
Vitamina B - TIAMINA - 1 e o Câncer.
Um estudo de 2014 publicado no periódico *Cancer Chemotherapy and Pharmacology* investigou como a tiamina (vitamina B1) afeta o metabolismo de células cancerígenas em diferentes doses. Os pesquisadores se concentraram em duas linhagens de células cancerígenas — neuroblastoma (SK-N-BE) e câncer pancreático (Panc-1) — e compararam os efeitos da tiamina com o dicloroacetato (DCA), um fármaco metabólico conhecido por suprimir o crescimento do câncer atuando na piruvato desidrogenase (PDH). Observou-se um claro efeito dose-dependente: baixas doses de tiamina favorecem o crescimento das células cancerígenas, enquanto altas doses — em concentrações superiores a 75 vezes a Ingestão Diária Recomendada (IDR) — reduzem significativamente a proliferação dessas células. Quanto ao mecanismo de ação, a tiamina em altas doses age de maneira semelhante ao DCA, reduzindo a fosforilação da PDH e forçando as células cancerígenas a abandonar a fermentação da glicose e a produção de lactato em favor do metabolismo mitocondrial. Essa alteração metabólica resultou em menor consumo de glicose, redução da produção de lactato, perda do potencial da membrana mitocondrial e ativação da apoptose mediada por caspase-3, indicando morte celular programada das células cancerígenas em vez de toxicidade inespecífica. É importante destacar que o tratamento não aumentou os níveis de espécies reativas de oxigênio, sugerindo um efeito metabólico direcionado. Essas descobertas demonstram que a tiamina atua como terapia metabólica apenas em doses farmacológicas, e não em níveis nutricionais, e que seus efeitos antiproliferativos foram observados estritamente em experimentos controlados com células cancerígenas.
PMID: 24452394
terça-feira, 8 de setembro de 2026
A N-acetilcisteína (NAC) é precursora da glutationa, nosso principal antioxidante intracelular, e tem despertado interesse como estratégia adjuvante na endometriose.
A N-acetilcisteína (NAC) é precursora da glutationa, nosso principal antioxidante intracelular, e tem despertado interesse como estratégia adjuvante na endometriose.
Um dos motivos está na relação entre a doença, o estresse oxidativo e a inflamação.
A N-acetilcisteína aumenta os níveis de glutationa e contribui para neutralizar espécies reativas de oxigênio (ROS), que estão elevadas nas lesões de endometriose. Também pode modular vias inflamatórias, como NF-κB, reduzindo a produção de citocinas pró-inflamatórias e COX-2, envolvidas na dor e na progressão da doença.
Outro ponto estudado é seu efeito sobre as próprias lesões. Pesquisas mostram redução da proliferação das células endometrióticas e favorecimento de um perfil celular mais diferenciado, dificultando seu crescimento. A melhora do equilíbrio redox e a modulação de mediadores inflamatórios também podem limitar processos relacionados à angiogênese e à fibrose.
E o que já encontramos em humanos?
Em um estudo prospectivo com 120 mulheres, três meses de NAC foram associados à redução significativa da dismenorreia, dispareunia e dor pélvica crônica, além de menor uso de anti-inflamatórios, diminuição do tamanho dos endometriomas e redução dos níveis de CA-125.
Entre as mulheres com desejo reprodutivo, também foi observada melhora nas taxas de gravidez.
Outro estudo observacional encontrou redução do tamanho dos endometriomas e melhora importante da dor. Em parte das pacientes, a melhora clínica levou inclusive ao cancelamento de cirurgias que estavam previamente programadas.
⚠️ A NAC é estudada como uma estratégia adjuvante e não substitui o tratamento convencional. Sua utilização pode ser considerada como complemento em casos selecionados e deve ser acompanhada por um profissional.
📄 DOI: 10.3390/ijerph20064686
📄 DOI: 10.1155/2013/240702
domingo, 6 de setembro de 2026
O própolis é um poderoso aliado no equilíbrio metabólico.
O própolis é um poderoso aliado no equilíbrio metabólico: ele contribui para a redução da resistência à insulina, melhora a sinalização da glicose no organismo e ajuda a diminuir tanto a glicemia de jejum quanto a hemoglobina glicada. Seus efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios são fundamentais nesse processo.
Já o vinagre de maçã, rico em ácido acético, pode auxiliar no controle da glicemia pós-prandial e na melhora da ação da insulina. Estudos em humanos com diabetes tipo 2 observaram redução da glicose e da insulina após a refeição e aumento da captação de glicose pelo músculo após o consumo de vinagre.
Juntos, esses dois compostos naturais podem ser aliados dentro de uma alimentação equilibrada e de hábitos saudáveis.
Referência científica:
Mitrou P. et al. Vinegar Consumption Increases Insulin-Stimulated Glucose Uptake by the Forearm Muscle in Humans with Type 2 Diabetes. Journal of Diabetes Research, 2015.
DOI: 10.1155/2015/175204
Estudo completo: https://doi.org/10.1155/2015/175204
A Guanchuma, também conhecida como vassourinha (Sida rhombifolia), é muito utilizada de forma popular para picadas de inseto, ajudando a aliviar a dor e a inflamação.
Você já pode ter visto essa planta… e nem deu atenção.
A Guanchuma, também conhecida como vassourinha (Sida rhombifolia), é muito utilizada de forma popular para picadas de inseto, ajudando a aliviar a dor e a inflamação.
Mas não para por aí.
Quando preparada, ela forma uma espécie de gel natural que pode ser interessante para o estômago e o intestino, sendo tradicionalmente utilizada em casos de gastrite e desconfortos intestinais.
E isso mostra algo importante.
Muitas vezes, o que está ao nosso redor tem muito mais utilidade do que a gente imagina.
O problema não é falta de recurso.
É falta de conhecimento.
Quando você aprende a olhar para as plantas da forma certa, tudo muda.
sábado, 5 de setembro de 2026
VIVE COM FRIO, SEM ENERGIA E COM QUEDA DE CABELO? SEU TIREOIDE PODE ESTAR ENVOLVIDA.
VIVE COM FRIO, SEM ENERGIA E COM QUEDA DE CABELO? SEU TIREOIDE PODE ESTAR ENVOLVIDA.
Mas cuidado: sintomas isolados não significam automaticamente que “a tireoide está ruim”. O funcionamento desse sistema é mais complexo do que olhar apenas um número no exame.
A tireoide produz principalmente T4, enquanto grande parte da atividade biológica depende do T3. Para isso, o organismo converte T4 em T3 por meio de enzimas chamadas desiodases, presentes em vários tecidos, incluindo fígado e rins.
Em situações como doença, restrição calórica prejudicial, baixo consumo de carboidratos ou estresse prolongado, essa dinâmica pode sofrer alterações.
3 fatores que podem influenciar a função tireoidiana:
→ Disponibilidade de energia: dietas extremamente restritivas podem reduzir os níveis circulantes de T3 e alterar a adaptação metabólica.
→ Sono, estresse e ritmo circadiano: estresse nervoso e noites mal dormidas podem interferir nos eixos hormonais. Regularidade no sono e exposição à luz natural pela manhã ajudam a manter o ritmo biológico.
→ Micronutrientes: o iodo participa diretamente da produção dos hormônios tireoidianos; o selênio é importante para enzimas envolvidas na conversão hormonal; O zinco também participa do metabolismo da tireoide.
Importante: cansaço, frio, queda de cabelo ou dificuldade para perder peso possuem diversas causas possíveis. O ideal é avaliar sintomas + histórico clínico + exames, e não interpretar TSH, T3 ou T4 isoladamente.
O objetivo não é “hackear” a tireoide. É oferecer ao organismo condições adequadas para funcionar: alimentação suficiente, sono de qualidade, recuperação, manejo do estresse e acompanhamento profissional quando necessário.
Fonte:
PMID: 21815956 — regulação e metabolismo dos hormônios tireoidianos.
PMID: 23550042 — desiodases e controle da ação dos hormônios tireoidianos.
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Ferro e cobre se movem pelo corpo como um único sistema, e a ligação entre eles é tão forte que a falta de cobre pode produzir uma anemia que se parece exatamente com a deficiência de ferro e não responde ao ferro.
Ferro e cobre se movem pelo corpo como um único sistema, e a ligação entre eles é tão forte que a falta de cobre pode produzir uma anemia que se parece exatamente com a deficiência de ferro e não responde ao ferro. O mecanismo não é o que a maioria das pessoas imagina. O cobre não se transforma em ferro nem o substitui.
O cobre controla as enzimas que tornam o ferro transportável, e quando essas enzimas perdem o cobre, o ferro para de chegar ao sangue, mesmo quando os estoques de ferro do corpo estão cheios.
O problema começa com uma incompatibilidade química. O ferro sai das células no estado ferroso, Fe2+, bombeado através de um único exportador chamado ferroportina. Mas a transferrina, a proteína que transporta o ferro pela corrente sanguínea, só consegue se ligar ao ferro no estado férrico, Fe3+. Algo precisa oxidar o ferro no instante em que ele sai da célula, convertendo Fe2+ em Fe3+, ou ele não poderá ser carregado em seu transportador. Essa etapa de oxidação é feita por uma classe de enzimas dependentes de cobre chamadas ferroxidases, e sem cobre elas não funcionam.
Existem duas dessas ferroxidases, e elas desempenham duas funções diferentes. A hefaestina está localizada na parede do intestino e processa o ferro dietético à medida que ele sai das células intestinais para a circulação.
A ceruloplasmina flutua no plasma, transporta mais de 95% do cobre no sangue e processa o ferro que está sendo mobilizado no armazenamento. Ambas contêm cobre em seus sítios ativos e ambas são inúteis sem ele. Quando o cobre está baixo, o portão de oxidação para e o ferro se acumula dentro da célula sem ter para onde ir. De acordo com o PubMed, Vulpe et al. (1999, Nature Genetics) mostraram isso diretamente: camundongos sem hefaestina funcional absorvem ferro em suas células intestinais normalmente, mas não conseguem exportá-lo; portanto, o ferro se acumula nessas células e é eliminado quando o revestimento intestinal se renova.
Os animais desenvolvem anemia apesar de terem ferro, porque o ferro fica preso no lado de fora.
É isso que torna a deficiência perigosa em humanos, porque a anemia direciona a investigação para o caminho errado. O sangue parece ter pouco ferro utilizável, então é tratado como deficiência de ferro, e os suplementos de ferro não fazem efeito porque o problema nunca foi a falta de ferro. Pior ainda, o quadro da medula óssea, com sideroblastos em anel e excesso de ferro armazenado, é frequentemente confundido com um distúrbio primário da medula óssea. De acordo com o PubMed, Halfdanarson et al. (2008, European Journal of Haematology) revisaram 40 pacientes com anormalidades sanguíneas por deficiência de cobre e descobriram que a condição é rotineiramente diagnosticada erroneamente e pode se disfarçar de síndrome mielodisplásica, com anemia e neutrófilos baixos sendo os achados mais comuns, e danos neurológicos frequentemente presentes em conjunto.
Raramente o cobre desaparece por causa da dieta. Por exemplo, causas comuns são cirurgia bariátrica ou outras cirurgias gastrointestinais, má absorção e altas doses contínuas de zinco, que expulsam o cobre pelo intestino ao longo de meses. Na série da Mayo Clinic, um quarto dos pacientes havia se submetido à cirurgia de perda de peso e outro terço a outras cirurgias gastrointestinais, portanto, a população em risco é maior e menos exótica do que parece. A ligação entre cobre e ferro também explica o inverso: na aceruloplasminemia, uma perda genética de ceruloplasmina, o ferro não pode ser mobilizado adequadamente e, em vez disso, se acumula nos tecidos, confirmando que a enzima está realizando um trabalho real de manipulação do ferro e não permanecendo passivamente no sangue
A suplementação de ferro pode ser colocada quando o ferro é realmente o fator limitante. A questão é que o ferro e o cobre formam um único sistema de transporte e, quando uma anemia não responde ao ferro, ou quando há bastante ferro nos estoques, mas o sangue ainda apresenta deficiência, o cobre é a variável que uma avaliação padrão tende a ignorar. O corpo não consegue transportar ferro sem ele e não lhe dirá que o cobre acabou até que o fluxo de ferro já tenha parado.
Osaki, Johnson & Frieden, J Biol Chem, 1966
Vulpe et al., Nat Genet, 199
O melhor horário para tomar creatina: depois do almoço, com o estômago cheio, todos os dias, porque é assim que ela é melhor absorvida.
Também esclareço que quem toma antes do treino não está usando aquela dose no exercício, e sim a reserva acumulada nas semanas anteriores
E ainda trago uma informação que tranquiliza muita gente: a creatina pode elevar a creatinina no exame de sangue, mas isso é apenas o resultado natural do seu metabolismo, e não um sinal de doença renal.
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
A chanana (Turnera subulata).
Muita gente sofre há anos com inflamações intestinais sem saber que, às vezes, a resposta está crescendo na calçada.
A chanana (Turnera subulata) é uma das plantas mais potentes para quem tem Crohn, colite, colite ulcerativa, síndrome do intestino irritável ou até doença celíaca.
O chá de capim-cidreira, capim-santo ou capim-limão (Cymbopogon citratus) contém diversos compostos bioativos, principalmente citral, geraniol e mirceno, presentes no seu óleo essencial.
O chá de capim-cidreira, capim-santo ou capim-limão (Cymbopogon citratus) contém diversos compostos bioativos, principalmente citral, geraniol e mirceno, presentes no seu óleo essencial. Essas substâncias possuem efeito relaxante leve sobre o sistema nervoso central, podendo ajudar a reduzir ansiedade, tensão e favorecer o sono. Por causa dessa ação calmante, quando o chá é consumido junto com medicamentos sedativos — como alguns ansiolíticos, benzodiazepínicos, hipnóticos ou certos antidepressivos — pode ocorrer potencialização do efeito sedativo, aumentando a sonolência, a redução da atenção e até a sensação de fraqueza.
Outro ponto importante é que o capim-cidreira também pode exercer leve efeito hipotensor e vasodilatador, contribuindo para o relaxamento dos vasos sanguíneos. Por isso, quando a planta é utilizada junto com medicamentos usados para controle da pressão arterial, como anti-hipertensivos ou diuréticos, pode ocorrer uma soma de efeitos. Em algumas pessoas isso pode levar a queda excessiva da pressão, provocando sintomas como tontura, sensação de cabeça leve ou mal-estar.
Além disso, alguns compostos presentes na planta podem interferir discretamente em enzimas hepáticas responsáveis pelo metabolismo de medicamentos, o que pode alterar a velocidade com que certos fármacos são processados no organismo. Por esse motivo, embora o chá seja considerado seguro quando usado com moderação, pessoas que utilizam medicamentos para dormir, para ansiedade ou para controle da pressão devem ter cautela e, idealmente, consumir o chá em horários diferentes dos remédios ou sob orientação profissional.
O açafrão, também conhecido como cúrcuma, possui algumas contraindicações e precauções que devem ser consideradas antes do seu uso, especialmente em formas mais concentradas como chás ou suplementos.
O açafrão, também conhecido como cúrcuma, possui algumas contraindicações e precauções que devem ser consideradas antes do seu uso, especialmente em formas mais concentradas como chás ou suplementos. É importante estar atento às possíveis interações medicamentosas e condições de saúde pré-existentes para evitar efeitos adversos. Contraindicações:Alergia:Pessoas com alergia conhecida à curcumina ou ao açafrão devem evitar o seu consumo. Problemas de coagulação:O açafrão pode aumentar o risco de sangramento, especialmente em pessoas que já utilizam medicamentos anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários. Problemas biliares:Pacientes com obstrução das vias biliares ou cálculos biliares devem evitar o uso de açafrão, pois ele pode estimular a produção e movimentação da bile, potencialmente agravando a condição. Úlceras estomacais e hiperacidez:O açafrão pode aumentar a acidez do estômago e irritar a mucosa, sendo contraindicado para pessoas com úlceras ou histórico do problema. Gravidez e amamentação:O açafrão pode estimular contrações uterinas, sendo contraindicado durante a gravidez, e seu uso em mulheres em período de amamentação deve ser feito sob orientação médica. Crianças:O uso de açafrão em crianças deve ser feito com moderação e preferencialmente com orientação médica, devido à falta de estudos sobre sua segurança nessa faixa etária.
terça-feira, 1 de setembro de 2026
O mercado de peptídeos na internet virou uma máquina de tirar o dinheiro dos consumidores por meio de falsas promessas de milagres .
O mercado de peptídeos na internet virou uma máquina de tirar o dinheiro dos consumidores por meio de falsas promessas de milagres .
Embora os peptídeos sejam moléculas científicas científicas (como a insulina e os compostos do Ozempic), uma enorme onda de publicações no Instagram e no TikTok transformaram essas substâncias no maior "hype" do momento. Isso abriu espaço para um verdadeiro festival de prejuízos financeiros além de golpes estruturados.
ENTENDA
Em termos simples, as proteínas são a forma ingerida na alimentação, os peptídeos são os fragmentos menores formados na digestão das proteínas e são utilizados por exemplo para a produção de alguns hormônios como insulina, glucagon, GH, que regulam o metabolismo, o crescimento e outras funções como neurotransmissores e neuromoduladores, alguns peptídeos têm ação antimicrobiana e modulam a resposta imune. Os peptídeos são feitos a partir de aminoácidos . Os aminoácidos são as unidades absorvidas e usadas pelo corpo para quase tudo , como construir e reparar tecidos : músculos, pele, cabelo, órgãos, ossos, trato digestivo.
»:
Aminoácidos: unidades básicas.
Peptídeos: cadeias curtas de aminoácidos.
Proteínas: cadeias longas e complexos de aminoácidos
Quando faltam proteínas na dieta, o corpo usa os aminoácidos e pequenos peptídeos que conseguiram absorver para suprir a prioridade do momento : reparar tecidos, produzir enzimas, hormônios, proteínas do sangue e outras funções exclusivas.
Os peptídios pertencem a um conjunto de aminoácidos e ao organismo distribuídos conforme a necessidade no momento , a disponibilidade e o estado nutricional geral .
Em situação de ingestão insuficiente de proteína/energia, o organismo tende a direcionar aminoácidos e peptídeos para:
Manutenção de órgãos orgânicos: coração, fígado, rins, cérebro e sistema imunológico.
Produção de proteínas funcionais essenciais: enzimas, hormônios, proteínas do sangue (como albumina e hemoglobina), anticorpos.
Reparo de tecidos críticos: mucosa intestinal, sistema imunológico, pele como barreira, vasos sanguíneos.
Em outras palavras: se uma pessoa ainda não vem com proteína suficiente , o melhor investimento costuma ser melhorar a dieta antes de pensar em suplementos . O colágeno não é “melhor” que carne, ovos, leite, iogurte, feijão, feijão ou outras boas fontes de proteína de peixe.
Peptídeos menores, são vendidos com apelo esportivo ou estético, podem até ser bem absorvidos, mas isso não quer dizer que direto para o músculo ou para a pele. "Peptídeos não têm GPS, e no corpo, um tecido específico não tem CEP para a entrega desses nutrientes.”
Há estudos bem conduzidos, com esses peptídeos, incluindo estudos planejados duplo-cegos controlados por placebo mostrando pequenas melhorias de recuperação de força, redução de fadiga e modulação de miostatina; outro estudo relatou que, na imobilização, o ingrediente se comportava de modo semelhante ao leite na preservação de massa muscular.
Ou seja, guarde seu dinheiro para investir em uma alimentação saudável . Elimine o que não faz bem e foque no básico: comida de verdade , como legumes, ovos, carnes, leite, frutas, verduras, e iogurte. Porque é isso que o corpo realmente precisa.
terça-feira, 25 de agosto de 2026
AÇUCAR ESCONDIDO.
Você não precisa comer doce para consumir açúcar em excesso. Ele está escondido onde você menos espera.
Molho industrializado, pão integral e iogurte natural podem conter muito açúcar. A indústria usa 56 nomes diferentes para disfarçar esse ingrediente.
Cada exposição gera pico de insulina, criando resistência ao longo dos anos. Esta é a porta de entrada para o envelhecimento acelerado.
Leia o rótulo. A resposta está nos ingredientes, não nas calorias.
Fontes:
- Lustig RH, Schmidt LA, Brindis CD. "The toxic truth about sugar." Nature, vol. 482(7383), pp. 27-29. 2012. DOI: 10.1038/482027a
- DiNicolantonio JJ, O'Keefe JH, Lucan SC. "Added fructose: a principal driver of type 2 diabetes mellitus and its consequences." Mayo Clinic Proceedings, vol. 90(3), pp. 372-381. 2015. DOI: 10.1016/j.mayocp.2014.12.019
- Kearns CE, Schmidt LA, Glantz SA. "Sugar Industry and Coronary Heart Disease Research." JAMA Internal Medicine, vol. 176(11), pp. 1680-1685. 2016. DOI: 10.1001/jamainternmed.2016.5394
A cúrcuma é usada há 4.000 anos na medicina ayurvédica. Nos últimos 20 anos, a ciência ocidental entendeu por quê.
A cúrcuma é usada há 4.000 anos na medicina ayurvédica. Nos últimos 20 anos, a ciência ocidental entendeu por quê.
A curcumina inibe o NF kB, o principal regulador da resposta inflamatória no corpo. Ela atravessa a barreira hematoencefálica e reduz placas associadas ao Alzheimer.
O problema é a biodisponibilidade baixa. Combinar com piperina aumenta a absorção em até 2.000%.
A ciência a estuda. Mas a absorção ainda é tema de debate.
Fontes:
- Aggarwal BB, Harikumar KB. "Potential therapeutic effects of curcumin, the anti-inflammatory agent, against neurodegenerative, cardiovascular, pulmonary, metabolic, autoimmune and neoplastic diseases." International Journal of Biochemistry & Cell Biology, vol. 41(1), pp. 40-59. 2009. DOI: 10.1016/j.biocel.2008.06.010
- Shoba G, Joy D, Joseph T, Majeed M, Rajendran R, Srinivas PS. "Influence of piperine on the pharmacokinetics of curcumin in animals and human volunteers." Planta Medica, vol. 64(4), pp. 353-356. 1998. DOI: 10.1055/s-2006-957450
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
O que não te contam sobre doenças Erradicadas.
O que não te contam sobre doenças Erradicadas.
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Será que as doenças realmente somem ou apenas mudam de nome?
Neste vídeo, te conto como o sistema de saúde lida com diagnósticos e notificações.
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Falo especificamente sobre o caso da filariose e sobre como algumas condições atuais, como o lipedema, podem ter conexões históricas e biológicas que muita gente desconhece.
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Entender essas relações ajuda a enxergar o que acontece nos bastidores do sistema de saúde e por que certos problemas continuam sendo pouco discutidos.
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Já tinha ouvido falar sobre esse bloqueio de notificações?
Os probióticos são um dos temas mais revolucionários, mais fascinantes e mais transformadores da ciência nutricional moderna.
Os probióticos são um dos temas mais revolucionários, mais fascinantes e mais transformadores da ciência nutricional moderna. Em menos de duas décadas, a compreensão científica sobre as bactérias que habitam o nosso intestino passou de curiosidade marginal a uma das áreas de pesquisa mais promissoras da medicina — com milhares de estudos publicados e descobertas que estão mudando completamente a forma como entendemos a saúde, a doença e o bem-estar humano. 🦠✨
O intestino humano abriga aproximadamente 39 trilhões de microrganismos — um número que supera o total de células humanas do organismo. Esse ecossistema microscópico extraordinário — chamado de microbioma intestinal — é hoje reconhecido pela ciência como um verdadeiro órgão, com funções que vão muito além da digestão. Ele regula a imunidade, influencia o humor e a saúde mental, participa do metabolismo hormonal, controla a inflamação sistêmica e se comunica diretamente com o cérebro através do nervo vago. 💛🌿
Os probióticos — do grego e latim "pró vida" — são microrganismos vivos que, quando consumidos em quantidades adequadas, conferem benefícios comprovados à saúde do hospedeiro. Eles habitam principalmente o intestino grosso e trabalham em conjunto com as bactérias residentes para manter o equilíbrio do microbioma — o que os cientistas chamam de eubiose. Quando esse equilíbrio se perde — condição chamada de disbiose — as consequências se manifestam em praticamente todos os sistemas do organismo. Veja em detalhes o que os probióticos fazem pelo seu organismo:
🌿 Intestino — O intestino é o habitat natural dos probióticos — e é onde seus efeitos são mais imediatos, mais visíveis e mais bem documentados. Ao se instalar no intestino, as cepas probióticas competem com bactérias patogênicas por espaço e nutrientes, inibem sua proliferação através da produção de ácidos orgânicos e bacteriocinas, e restauram o equilíbrio do microbioma. Produzem ácidos graxos de cadeia curta — especialmente o butirato — que nutrem as células do cólon e fortalecem a barreira intestinal. Reduzem a permeabilidade intestinal que causa o intestino permeável. E regulam o peristaltismo, contribuindo para um trânsito intestinal mais regular. Estudos clínicos mostram benefícios consistentes para síndrome do intestino irritável, doença inflamatória intestinal, constipação, diarreia associada a antibióticos e disbiose.
🦠 Imunidade — A conexão entre intestino e imunidade é uma das descobertas mais extraordinárias da imunologia moderna — e os probióticos estão no centro dessa revolução científica. Aproximadamente 70% de todo o sistema imunológico do corpo humano está localizado no intestino — no tecido linfoide associado ao intestino (GALT). Os probióticos interagem diretamente com as células imunológicas desse tecido, modulando a resposta imune de forma inteligente e equilibrada. Eles estimulam a produção de IgA secretória — o principal anticorpo das mucosas. Ativam células NK e macrófagos. E regulam o equilíbrio entre células Th1, Th2 e Th17 que previne tanto infecções quanto processos autoimunes. Estudos mostram redução significativa da frequência e duração de infecções respiratórias e intestinais com o uso regular de probióticos.
🧠 Cérebro — O eixo intestino-cérebro é uma das fronteiras mais fascinantes e mais promissoras da neurociência moderna. O intestino e o cérebro se comunicam bidirecionalmente através do nervo vago, de neurotransmissores produzidos pela microbiota e de metabólitos que circulam pelo sangue. Essa comunicação é tão intensa que o intestino é chamado de "segundo cérebro" — com mais de 500 milhões de neurônios. Os probióticos influenciam essa comunicação de formas extraordinárias: aproximadamente 90% da serotonina — o neurotransmissor do bem-estar — é produzida no intestino por células enteroendócrinas que dependem da microbiota. Cepas específicas de Lactobacillus e Bifidobacterium demonstraram em estudos clínicos redução significativa dos escores de ansiedade e depressão. E o GABA — o principal neurotransmissor inibitório — também é produzido por certas cepas probióticas.
🌸 Pele — O eixo intestino-pele é uma via de comunicação bidirecional que a dermatologia está descobrindo com crescente interesse. Pessoas com acne, eczema, rosácea e psoríase frequentemente apresentam disbiose intestinal — e o tratamento da microbiota com probióticos pode melhorar essas condições de forma relevante. Os probióticos reduzem a inflamação sistêmica que se manifesta na pele. Modulam a resposta imunológica que desencadeia processos inflamatórios cutâneos. E algumas cepas específicas produzem compostos que influenciam diretamente a microbiota da pele. Estudos clínicos mostram melhora significativa da acne, da dermatite atópica e da rosácea com o uso regular de cepas probióticas específicas.
🔥 Inflamação — A disbiose intestinal — o desequilíbrio do microbioma — é hoje reconhecida como um dos principais motores da inflamação sistêmica crônica que está na base de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, doenças autoimunes e até câncer. Quando a barreira intestinal se compromete, fragmentos bacterianos — especialmente o lipopolissacarídeo (LPS) — atravessam para o sangue e ativam uma resposta inflamatória de baixo grau e alta persistência. Os probióticos restauram a integridade da barreira intestinal, reduzem a translocação bacteriana e modulam a resposta inflamatória sistêmica de forma abrangente e profunda. Para pessoas com condições inflamatórias crônicas, restaurar o equilíbrio do microbioma pode ser um dos passos mais importantes do tratamento.
⚡ Metabolismo — A microbiota intestinal tem influência direta e profunda sobre o metabolismo energético, a regulação glicêmica e o controle do peso corporal. Cepas específicas de probióticos melhoram a sensibilidade à insulina, reduzem os níveis de glicose em jejum e melhoram o perfil lipídico. Produzem ácidos graxos de cadeia curta que ativam receptores metabólicos que regulam o apetite e o gasto energético. E influenciam a expressão de genes relacionados ao armazenamento de gordura. Estudos mostram que pessoas com microbioma mais diverso e equilibrado tendem a ter menor índice de massa corporal e melhor controle glicêmico.
⚗️ Hormônios — A microbiota intestinal participa ativamente do metabolismo hormonal de formas que surpreendem a maioria das pessoas. Ela influencia os níveis de estrogênio através do estroboloma — o conjunto de genes bacterianos que metabolizam o estrogênio no intestino. Cepas específicas produzem serotonina, dopamina e GABA. A microbiota regula o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e influencia os níveis de cortisol. E o intestino produz mais de 20 hormônios diferentes — incluindo GLP-1, PYY e grelina — que regulam o apetite, a saciedade e o metabolismo. Restaurar o equilíbrio do microbioma pode ter impactos hormonais relevantes que se manifestam em múltiplos sistemas do organismo.
🌺 Saúde Vaginal — Os probióticos têm um papel fundamental e frequentemente subestimado na saúde vaginal feminina. A microbiota vaginal saudável é dominada por Lactobacillus — especialmente L. crispatus, L. jensenii e L. rhamnosus — que mantêm o pH vaginal ácido e produzem compostos que inibem o crescimento de patógenos como Candida albicans e Gardnerella vaginalis. O desequilíbrio dessa microbiota — causado por antibióticos, hormônios, stress ou alimentação inadequada — leva a infecções recorrentes. Cepas probióticas específicas de Lactobacillus — tomadas por via oral ou vaginal — demonstraram em estudos clínicos eficácia comprovada na prevenção e no tratamento de candidíase e vaginose bacteriana recorrentes.
💡 Como escolher e usar probióticos de forma eficaz:
🔬 Cepas específicas — Nem todos os probióticos são iguais — cada cepa tem benefícios específicos. Para intestino irritável: L. plantarum 299v e B. infantis 35624. Para imunidade: L. rhamnosus GG e L. acidophilus. Para ansiedade e humor: L. helveticus R0052 e B. longum R0175. Para candidíase: L. rhamnosus GR-1 e L. reuteri RC-14. Escolha produtos com cepas específicas para o seu objetivo.
📊 UFC — As Unidades Formadoras de Colônias indicam a quantidade de bactérias vivas no produto. Para uso geral, procure produtos com pelo menos 1 a 10 bilhões de UFC por dose. Para condições específicas, doses maiores podem ser indicadas com orientação profissional.
🥛 Fontes alimentares — Iogurte natural com culturas vivas, kefir, chucrute, kimchi, missô e kombucha são fontes naturais extraordinárias de probióticos. A diversidade é fundamental — quanto mais variadas as fontes, mais diverso e equilibrado o microbioma.
🌾 Prebióticos junto — Os probióticos funcionam muito melhor quando acompanhados de prebióticos — as fibras que alimentam as bactérias benéficas. Combine probióticos com alimentos ricos em inulina como banana, alho, cebola e aspargos — ou use suplementos simbióticos que combinam os dois.
⚠️ Observação importante: pessoas imunocomprometidas, com doenças intestinais graves em fase aguda ou submetidas a tratamentos de quimioterapia devem consultar o médico antes de usar probióticos — em casos raros, bactérias vivas podem causar infecções em pessoas muito vulneráveis. A introdução de probióticos pode causar gases e desconforto temporário nas primeiras semanas — começe com doses menores e aumente gradualmente. E lembre-se que os efeitos são cepa-específicos — nem todo probiótico serve para todo objetivo. 🩺
🌍 Uma descoberta que começou com Élie Metchnikoff — o cientista russo que ganhou o Nobel de Medicina em 1908 — ao observar que camponeses búlgaros que consumiam iogurte fermentado viviam excepcionalmente mais e com mais saúde. Que evoluiu por um século de pesquisa científica crescente. Que explodiu nas últimas duas décadas com a revolução do sequenciamento genético que permitiu mapear o microbioma humano em detalhes sem precedentes. E que hoje representa uma das fronteiras mais promissoras da medicina moderna — com descobertas que estão mudando o tratamento de doenças intestinais, mentais, autoimunes e metabólicas. Os probióticos não são modismo. São a mais recente e a mais extraordinária fronteira da medicina do microbioma.
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
O sinal de Quincke é um achado clínico caracterizado pela pulsação capilar visível no leito da unha.
O sinal de Quincke é um achado clínico caracterizado pela pulsação capilar visível no leito da unha. Ao exercer uma leve pressão sobre a extremidade da unha, pode-se observar uma alternância rítmica entre palidez e vermelhidão, acompanhando os batimentos cardíacos. Isso acontece porque as variações de pressão produzidas a cada contração do coração tornam-se suficientemente intensas para serem percebidas nos pequenos vasos periféricos.
Esse sinal é classicamente associado à insuficiência ou regurgitação aórtica importante, condição em que a válvula aórtica não se fecha adequadamente e parte do sangue retorna da aorta para o ventrículo esquerdo durante a diástole. Uma das consequências é o aumento da diferença entre a pressão arterial sistólica e a diastólica, chamada de pressão de pulso aumentada, produzindo pulsações periféricas mais evidentes.
É importante lembrar que encontrar o sinal de Quincke não é suficiente para diagnosticar insuficiência aórtica. Ele é um dos vários sinais periféricos que podem levantar essa suspeita e deve ser interpretado junto com a ausculta cardíaca, outros achados do exame físico e exames complementares, especialmente o ecocardiograma.
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Você acompanha algum nódulo de tireoide?
Se você tem nódulo de tireoide, provavelmente já ouviu a frase "é benigno, vamos apenas acompanhar". E acompanhar é correto. Mas será que existe algo que possa ser feito enquanto se acompanha?
Um estudo clínico avaliou exatamente isso. Pacientes com hipotireoidismo subclínico e nódulos tireoidianos benignos usaram a combinação de **mio-inositol e selênio** por 6 meses. O resultado chamou atenção: houve redução de tamanho em boa parte dos nódulos, redução do número médio de nódulos por paciente e melhora da rigidez avaliada por elastografia. O TSH também caiu, de 4,2 para 2,1 mUI/L em média.
E por que isso faria sentido?
O **selênio** é o mineral mais concentrado na tireoide. Ele participa da produção hormonal e da defesa antioxidante da glândula, que trabalha o tempo todo exposta ao peróxido de hidrogênio, um subproduto natural da síntese dos hormônios.
O **mio-inositol** atua como mensageiro dentro da célula tireoidiana: participa da sinalização do TSH e ajuda a modular vias de crescimento celular, o que em modelos experimentais se traduz em menos estímulo proliferativo no tecido da glândula.
O contexto que importa: foi um estudo pequeno e observacional, com um perfil específico de pacientes (hipotireoidismo subclínico e nódulos benignos de baixa suspeição). Os achados são promissores, mas não devem ser generalizados para qualquer nódulo e não substituem o acompanhamento com ultrassom e avaliação médica.
Na prática, o que eu tiro disso: nódulo de tireoide não é só esperar e ver. Existe um terreno metabólico e nutricional em volta da glândula que pode e deve ser avaliado, incluindo selênio, iodo, zinco, ferro, vitamina D e a função tireoidiana completa, não apenas o TSH.
Você acompanha algum nódulo de tireoide?
Referência:
Nordio M, Basciani S. Evaluation of thyroid nodule characteristics in subclinical hypothyroid patients under a myo-inositol plus selenium treatment. Eur Rev Med Pharmacol Sci. 2018;22(7):2153-2159. PMID: 29687875.
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
E por que a vitamina D é tão importante?
Depois dos 50, não é apenas o peso na balança que merece atenção. A gordura abdominal e os níveis de vitamina D também podem estar relacionados ao risco de mortalidade.
Um estudo publicado em 2026 na revista Diabetes, Obesity and Metabolism acompanhou 5.520 adultos com 50 anos ou mais durante seis anos.
Os pesquisadores observaram que pessoas com obesidade abdominal + deficiência de vitamina D apresentaram 123% maior risco de morte durante o acompanhamento, em comparação com aquelas sem obesidade abdominal e com vitamina D suficiente.
E por que a vitamina D é tão importante?
A vitamina D vai muito além da saúde dos ossos. Ela participa de diferentes processos do organismo, incluindo:
• manutenção da saúde óssea e absorção de cálcio;
• funcionamento adequado dos músculos;
• funcionamento normal do sistema imunológico;
• regulação de diversos processos celulares e metabólicos.
Com o envelhecimento, acompanhar o estado nutricional torna-se especialmente relevante. Identificar uma deficiência de vitamina D permite investigar suas possíveis causas e definir, quando necessário, uma estratégia individualizada de alimentação, exposição solar segura e suplementação orientada.
A mensagem é olhar para a saúde de forma integrada: menos gordura abdominal, alimentação adequada, atividade física, manutenção da massa muscular e correção de deficiências nutricionais quando indicadas.
Fonte: Diabetes, Obesidade e Metabolismo, 2026.
A combinação de obesidade abdominal e deficiência de vitamina D aumenta o risco de morte em indivíduos com 50 anos ou mais? Evidências do estudo ELSA.
sábado, 15 de agosto de 2026
Você já fez um exame de magnésio e ele veio "normal"? Isso não significa, necessariamente, que suas reservas de magnésio estejam adequadas.
Você já fez um exame de magnésio e ele veio "normal"? Isso não significa, necessariamente, que suas reservas de magnésio estejam adequadas.
Isso acontece porque apenas uma pequena fração do magnésio do organismo está presente no sangue. Cerca de 50–60% do magnésio corporal encontra-se nos ossos, aproximadamente 39–49% nos tecidos moles (principalmente músculos e células) e menos de 1% está no compartimento extracelular, sendo apenas uma pequena parte medida pelo exame de magnésio sérico.
Por isso, o magnésio sérico pode permanecer dentro da faixa de referência mesmo quando as reservas corporais já estão reduzidas. O organismo possui mecanismos para manter a concentração de magnésio no sangue relativamente estável, mobilizando o mineral armazenado nos tecidos quando necessário.
Isso não significa que o exame de magnésio sérico seja inútil, mas sim que ele não deve ser utilizado isoladamente para excluir deficiência de magnésio, especialmente em pacientes com sintomas sugestivos ou fatores de risco.
Na medicina, um exame normal nem sempre conta toda a história. A avaliação clínica completa continua sendo indispensável.
📚 Fontes científicas
Costello RB, Elin RJ, Rosanoff A, et al. Perspective: The Case for an Evidence-Based Reference Interval for Serum Magnesium: The Time Has Come. Adv Nutr. 2022;13(1):180-193.
Jahnen-Dechent W, Ketteler M. Magnesium Basics. Clinical Kidney Journal. 2012;5(Suppl 1):i3-i14.
DiNicolantonio JJ, O'Keefe JH, Wilson W. Subclinical Magnesium Deficiency: A Principal Driver of Cardiovascular Disease and a Public Health Crisis. Open Heart. 2018;5:e000668.
de Baaij JHF, Hoenderop JGJ, Bindels RJM. Magnesium in Man: Implications for Health and Disease. Physiological Reviews. 2015;95(1):1-46.
Gröber U, Schmidt J, Kisters K. Magnesium in Prevention and Therapy. Nutrients. 2015;7(9):8199-8226.
Alzheimer.
Um estudo longitudinal realizado pelo Centro de Pesquisa em Doença de Alzheimer da Universidade de Washington, publicado no *Journal of Geriatric Psychiatry and Neurology*, acompanhou 499 idosos que não apresentavam demência no início do estudo.
idade média dos participantes era de 76,9 anos, e o acompanhamento durou, em média, cerca de 5,9 anos.
Entre eles, 61 faziam uso de medicamentos à base de hormônio tireoidiano, como levotiroxina ou liotironina, e 87 relataram histórico de disfunção tireoidiana.
Após ajustes para fatores como idade, sexo, escolaridade, raça e status do alelo APOE ε4, observou-se que os usuários de medicamentos para a tireoide apresentaram uma taxa 67% maior de progressão para demência do tipo Alzheimer em comparação com os não usuários.
Os pesquisadores também investigaram as possíveis razões pelas quais os hormônios tireoidianos poderiam estar relacionados à doença de Alzheimer.
Esses hormônios podem influenciar o processamento da proteína precursora de amiloide, a formação de placas beta-amiloides e a atividade da microglia, processos relevantes para a biologia do Alzheimer.
No entanto, a principal descoberta apresentou significância estatística apenas limítrofe (p=0,054), e o uso de medicamentos para a tireoide não foi associado de forma significativa a todas as formas de demência.
Por ser um estudo observacional — que se baseou parcialmente em relatos dos próprios participantes sobre doenças da tireoide e careceu de informações detalhadas sobre dosagem e uso a longo prazo —, ele não comprova que a levotiroxina ou outros medicamentos para a tireoide causem a doença de Alzheimer.
PMCID: PMC2820146 NIHMSID: NIHMS115809 PMID: 19666883
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
A tireoide não funciona isoladamente.
A tireoide não funciona isoladamente.
"Cada vez mais estudos mostram uma forte associação entre Hashimoto e alterações da microbiota intestinal."
Cada vez mais pesquisas reforçam a existência do eixo intestino–tireoide, uma comunicação constante entre a microbiota intestinal, o sistema imunológico e a glândula tireoide.
Quando ocorre um desequilíbrio da microbiota (disbiose), pode haver aumento da permeabilidade intestinal, passagem de endotoxinas bacterianas (LPS) para a circulação e ativação excessiva do sistema imunológico.
Esse processo favorece o aumento de citocinas inflamatórias, como a IL-17, redução de mecanismos reguladores, como IL-10 e células Treg, criando um ambiente propício para a inflamação e para a perpetuação de doenças autoimunes, como a doença de Hashimoto.
Além disso, alterações da microbiota podem comprometer a absorção de nutrientes fundamentais para a tireoide, como iodo, ferro, selênio, zinco, magnésio, vitamina A, vitamina D e vitaminas do complexo B, todos importantes para a produção, conversão e ação dos hormônios tireoidianos.
Por isso, em muitos pacientes, tratar apenas o TSH ou repor levotiroxina pode não ser suficiente. Também é importante investigar fatores que perpetuam a inflamação intestinal, como disbiose, SIBO/IMO, alimentação inadequada, doenças intestinais, estresse crônico, alterações do sono, uso recorrente de medicamentos e outros desequilíbrios metabólicos.
Isso não significa que toda doença de Hashimoto tenha origem no intestino. Significa que o intestino pode influenciar a evolução da doença e merece ser investigado quando indicado.
💛 Na Medicina Preventiva, não tratamos apenas exames. Investigamos o contexto biológico que favoreceu o aparecimento da doença para atuar também na causa, sempre com base nas melhores evidências científicas disponíveis.
📚 Referência (resumida): Su X. et al. Gut dysbiosis is associated with primary hypothyroidism with interaction on the gut–thyroid axis. Clinical Science. 2020.
SINAIS DE NA SAÚDE BUCAL.
No caso de Hashimoto e alterações da tireoide, pode existir uma relação com situações de impotência, incapacidade de agir ou dificuldade de modificar determinada situação. Também aparece a ideia de não conseguir alcançar ou realizar algo a tempo.
Nas doenças cardiovasculares, podem aparecer temas relacionados a território, desempenho, sobrecarga e autodesvalorização. O coração e o sistema cardiovascular são, portanto, associados a situações nas quais a pessoa teria vivenciado pressão, ameaça ao próprio território ou necessidade de sustentar responsabilidades excessivas.
Na síndrome dos ovários policísticos (SOP), existe um conflito de perda, particularmente quando existe uma perda afetiva significativa, inesperada ou vivenciada como ameaça de perda de alguém ou de algo com forte vínculo emocional.
Para osteopenia e osteoporose, o conceito central é o de autodesvalorização, envolvendo experiências nas quais a pessoa se percebeu incapaz, insuficiente, sem valor, sem sustentação ou sem condições de dar conta de determinada situação.
Na síndrome de Sjögren, sintomas relacionados às mucosas e às glândulas podem ser associados a temas de separação, contato e proteção. A experiência subjetiva de afastamento, perda de contato ou necessidade de proteção pode, nessa perspectiva, assumir importância na investigação do conflito.
No diabetes tipo 2, existe relação com um tema de resistência ou oposição. A pessoa poderia estar vivenciando uma situação percebida como uma imposição, na qual sente que precisa fazer algo contra a própria vontade ou resistir a determinada circunstância. O conceito central seria, portanto, o de estar diante de algo que não deseja aceitar ou fazer, mas que sente não poder evitar.
No caso de SIBO e disbiose, existem conflitos atribuídos ao sistema digestivo, especialmente a ideia de não conseguir “digerir”, assimilar ou aceitar determinada experiência. Situações emocionalmente difíceis de elaborar, aceitar ou integrar podem ser utilizadas.
Cada uma dessas programações inconscientes, que muitas vezes, surgem em outras gerações, podem ser identificadas e tratada
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
Está usando Mounjaro? Então cuidado com o que coloca no prato!
Está usando Mounjaro? Então cuidado com o que coloca no prato!
Frituras, fast-foods, doces em excesso, refrigerantes e bebidas alcoólicas podem piorar náuseas, refluxo, vômitos e desconforto abdominal — além de atrapalhar seus resultados.
Isso não significa que existam alimentos “proibidos” para todas as pessoas.
A recomendação é limitar esses produtos, reduzir as porções, comer devagar e priorizar proteínas, fibras, água e alimentos pouco processados.
Mounjaro não é passe livre para comer de tudo. O medicamento ajuda, mas o resultado depende de estratégia, acompanhamento e mudança de hábitos.
Dor abdominal intensa ou persistente, vômitos repetidos ou sinais de desidratação exigem avaliação médica.
Fontes: [bula do Mounjaro ](https://pi.lilly.com/us/mounjaro-uspi.pdf) e [orientações sobre tirzepatida — NHS](https://www.nhs.uk/medicines/tirzepatide/).
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
O fibrinogênio é conhecido por seu papel na coagulação sanguínea, mas sua importância clínica vai muito além disso.
O fibrinogênio é conhecido por seu papel na coagulação sanguínea, mas sua importância clínica vai muito além disso.
Quando está elevado, costuma indicar um estado de inflamação sistêmica persistente, mediado principalmente pela interleucina 6 (IL-6), além de um aumento da tendência à formação de trombos.
Na prática, níveis elevados de fibrinogênio estão associados a:
• aumento da viscosidade do sangue;
• maior agregação plaquetária;
• disfunção do endotélio vascular;
• maior formação de fibrina;
• redução da capacidade de dissolver coágulos;
• maior instabilidade das placas de aterosclerose.
Esses mecanismos favorecem a progressão das doenças cardiovasculares.
É importante lembrar que a aterosclerose não depende exclusivamente do colesterol. Trata-se de um processo complexo que envolve inflamação vascular, estresse oxidativo, ativação do sistema imunológico, alterações metabólicas e fenômenos trombóticos.
Por isso, o fibrinogênio pode ser um marcador valioso na avaliação do risco cardiovascular.
Na rotina clínica, é comum encontrar pacientes com LDL discretamente elevado, mas apresentando importante inflamação metabólica, evidenciada por hiperinsulinemia, PCR ultrassensível aumentada, ferritina elevada, homocisteína alterada e fibrinogênio alto.
Da mesma forma, existem pessoas com LDL elevado, porém sem sinais de inflamação sistêmica e sem evidências de aterosclerose em exames de imagem.
Isso reforça que avaliar apenas o colesterol, de forma isolada, pode não refletir o verdadeiro risco cardiovascular.
Uma avaliação mais completa, considerando marcadores inflamatórios e o estado de saúde do endotélio, permite uma visão mais precisa do risco individual.
Referência
Luyendyk JP, Schoenecker JG, Flick MJ. The multifaceted role of fibrinogen in tissue injury and inflammation. Seminars in Immunopathology. 2012;34(1):43-62. doi:10.1007/s00281-011-0290-8.
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Zumbido e o Estradiol.
Te disseram que esse zumbido é "da idade".
Ou pior: que é apenas estresse.
A ansiedade bate, a insônia piora. Você vai ao otorrino, ele pede exames, diz que não há nada de errado e te manda de volta pra casa.
A medicina ultrapassada trata o seu ouvido como se ele fosse um órgão isolado, desconectado de você.
Mas a ciência já documentou a verdade há décadas.
Estudos desde 2002 e publicações como a da revista On Target (2018) mostram o que muitos pararam de estudar:
Existem receptores de estrogênio por toda a sua via auditiva.
Quando o seu estradiol despenca — no climatério ou na menopausa —, a sua audição sofre. O zumbido é o seu corpo gritando por hormônio.
Cada paciente que chega ao consultório frustrada com diagnósticos sem saída nos lembra por que precisamos tratar a causa, não o sintoma.
A reposição hormonal correta e bem avaliada atua na raiz do problema, reduzindo os riscos e devolvendo qualidade de vida.
Você não precisa se acostumar com esse barulho. Isso tem causa — e tem caminho.
domingo, 2 de agosto de 2026
EFEITOS ADVERSOS DAS VACINAS.
O sangue não é apenas transporte.
Ele também é defesa.
E essa talvez seja uma das chaves mais importantes para entender por que alguns eventos vasculares raros após vacinação não podem ser tratados como “imaginação”, mas também não podem ser usados como prova de que tudo foi causado pela vacina.
A circulação é um sistema vivo. Dentro dos vasos, endotélio, plaquetas, coagulação, complemento, neutrófilos e inflamação conversam o tempo inteiro. Quando esse sistema está regulado, ele protege. Quando perde precisão, a defesa pode virar trombose.
É aqui que entra um dos pontos mais sérios da literatura: a VITT/TTS, uma síndrome rara descrita principalmente após vacinas adenovirais contra COVID-19, na qual a trombose pode aparecer junto com plaquetas baixas, D-dímero muito elevado e anticorpos anti-PF4.
Isso não é uma trombose comum.
É uma síndrome imunológica da coagulação.
E não, isso não significa que toda trombose, todo AVC ou todo infarto depois de uma vacina seja automaticamente causado por ela. Grandes coortes não confirmaram uma epidemia populacional de infarto comum ou AVC arterial comum após vacinas mRNA.
Mas também não é científico fingir que os sinais reconhecidos não existem.
A pergunta madura não é “vacina causa trombose?”
A pergunta correta é:
qual plataforma?
qual janela temporal?
quais plaquetas?
qual D-dímero?
tem anti-PF4?
qual imagem?
qual mecanismo?
Sem isso, vira medo.
Com isso, vira ciência.
Vacina, proteína spike, inflamação, plaquetas e coagulação precisam ser discutidas com precisão. Porque raro não significa falso. Raro significa que precisa ser investigado com método, biomarcador e responsabilidade.
O corpo não erra por acaso.
Quando a circulação entra em modo de guerra, precisamos entender quem acionou o alarme, qual via foi ativada e qual tecido pagou o preço.
Fontes: Nature Reviews Immunology; New England Journal of Medicine; Global Vaccine Data Network; Nature Communications.
sábado, 1 de agosto de 2026
Os 12 Sais de Schussler e Suas Propriedades
Os 12 Sais de Schussler e Suas Propriedades.
Os 12 Sais de Schussler e Suas Propriedades
Nº1 Calcarea fluorica (Calcium fluoratum) D6O Sal “da elasticidade” – pele, unhas e ossos
Nº 2 Calcarea phosphorica (Calcium phosphoricum) D6 O sal “dos ossos e dentes”
Nº 3 Ferrum phosphoricum D12 O sal “de primeira linha”
Nº 4 Kalium muriaticum (Kalium chloratum) D6 O sal “das mucosas”
Nº 5 Kalium phosphoricum D6 O sal “dos nervos e da mente”
Nº 6 Kalium sulphuricum D6 O sal “da inflamação crônica”
Nº 7 Magnesia phosphorica D6 O sal “da dor e da cólica”
Nº 8 Natrum muriaticum (Natrum chloratum) D6 O sal “do balanço hídrico”
Nº 9 Natrum phosphoricum D6 O sal “do equilíbrio ácido básico”
Nº 10 Natrum sulfuricum D6 O sal “da excreção”
Nº 11 Silicea D12 O sal “da beleza”
Nº 12 Calcarea sulphurica (Calcium sulfuricum) D6 O sal “purificante”
As Indicações dos 12 Sais de Schussler
N-1 Calcarea fluorica (Calcium fluoratum) D6
Encontra-se no esmalte dos dentes, nos ossos e nas células da epiderme, sobretudo onde exista tecido elástico. O agente descarga o aparelho circulatório e fortalece os pequenos vasos sanguíneos. Além disso, estimula a reabsorção dos endurecimentos vasculares.
Indicações Terapêuticas:
Perda de elasticidade dos vasos sanguíneos (hemorroidas, varizes, arteriosclerose). Doenças ósseas e dentárias (propensão a cáries, etc), lesões discais, moléstias articulares, raquitismo infantil, endurecimento dos tecidos e glândulas, debilidade postural, envelhecimento prematuro da pele.
Também se discute a conveniência de administrar Calcium fluoratum como agente de apoio em todas as doenças tumorais. Atua lentamente e deve-se tomar durante longos períodos de tempo.
N-2 Calcarea phosphorica (Calcium phosphoricum) D6
É o sal mais abundante no organismo humano. É o agente bioquímico responsável pela construção e o fortalecimento de todas as estruturas do organismo; fundamentalmente configura a massa óssea dura, ainda que está presente em todas as células. Calcium phosphoricum actua sobre as membranas celulares limitantes e intervém na síntese proteica.
Como o Calcium fluoratum, recomenda-se administrar de preferência com o Calcium phosphoricum, está indicado em todas as doenças ósseas e dentárias, fracturas complicadas que demoram a soldar, anemia, processos pulmonares, alterações de tipo nervoso, astenia, transtornos do sono (especialmente em lactentes, durante a infância e em épocas de desenvolvimento e crescimento). Também se administra nos transtornos menstruais, durante a gravidez e na convalescença. Calcium phosphoricum é um agente bioquímico de efeito lento que se recomenda tomar durante longos períodos de tempo. O agente é ideal para pessoas anêmicas, pálidas, de aspecto adoentado; os seus sintomas acentuam-se pela noite e podem piorar em condições de repouso.
N-3 Calcarea sulphurica (Calcium sulfuricum) D6
Indicações Terapêuticas:
Encontra-se no fígado e vesícula biliar. Assim como a Silicea, tem uma grande utilidade em todos os processos purulentos. Aumenta a coagulação sanguínea e estimula o metabolismo.
Indicações Terapêuticas:
Abcessos, furúnculos, antrax, inflamações do tecido conjuntivo, amigdalites purulentas, catarro brônquico purulento, cistite e nefrite, resfriado crônico que afeta os seios nasais com secreções purulentas, sanguinolentas e fétidas; fístulas anais, reumatismo crônico e, finalmente, também em pacientes com insônia, perda de memória e vertigo.
N-4 Ferrum phosphoricum D12
A importância do ferro (Ferrum) no organismo é essencial e não há dúvida do papel vital que desempenha no nosso organismo. O ferro não só é um componente imprescindível da hemoglobina como se encontra em todas as células, intervém em múltiplos processos enzimáticos e exerce funções importantes nos mecanismos de defesa frente às infecções. Na infância é necessário para um crescimento normal. Pela mesma razão é imprescindível também durante a menstruação, na gestação e no período de latência. A proporção de ferro no organismo é de 4 a 5 gramas, de que três quartas partes correspondem à hemoglobina.
Indicações Terapêuticas:
É o agente bioquímico para todas as doenças súbitas e para todos os processos inflamatórios e febris em estado inicial. Está indicado em doenças infantis, estados anêmicos, dores, feridas, hemorragias, contusões, distorções articulares, sobrecargas físicas, alterações da perfusão sanguínea com sintomas reumatoides, gastrite catarral aguda com dor e vômitos e diarreias estivais acompanhadas de febre.
N-5 Kalium muriaticum (Kalium chloratum) D6
O potássio faz parte de todas as células, sobretudo leucócitos e eritrócitos. Como o sódio, possui efeitos fisiológicos específicos sobre a excitabilidade nervosa e muscular. Além disso intervém na síntese proteica e na utilização dos hidratos de carbono (efeito ativador do metabolismo). Em conjunto pode-se afirmar que o potássio é um componente imprescindível do organismo. O deficit de potássio causa alterações patológicas em diversos tecidos (músculo cardíaco e músculos esqueléticos, entre outros).
Indicações Terapêuticas:
Kalium chloratum está considerado em bioquímica como o agente principal no tratamento anticatarral de diversos órgãos e mucosas e nos catarros acompanhados de secreções fibrinosas-espessas (segundo estádio de inflamação) que formam uma massa branca, branca fina ou branca viscosa, tanto se se trata de placas brancas finas na pele ou membranas sólidas de cor branca localizadas nas mucosas. Prescreve-se principalmente Kalium chloratum para o tratamento de afecções otorrinolaringológicas (ORL) e oculares caracterizadas por inflamação fibrinosa, também em processos pulmonares e pleurite fibrinosa, bronquite, reumatismo, tendovaginite, verrugas, reações de vacinas, queimaduras, etc.
N-6 Kalium phosphoricum D6
É o sal orgânico mais significativo para a célula e é particularmente importante para o soro, os leucócitos, os distintos tecidos do organismo e as células cerebrais, nervosas e musculares. O deficit de potássio produz esgotamento destes órgãos, em ocasiões acompanhado de transtornos psíquicos, ânimo depressivo, ansiedade, abatimento e perda de memória.
Indicações Terapêuticas:
Kalium phosphoricum é o agente funcional bioquímico de mais utilidade no tratamento das doenças agudas e crônicas e estados de esgotamento. Está indicado em estados nervosos, depressões, esgotamento. Melancolia, histeria, insônia de origem nervosa, apatia intelectual, perda da memória, debilidade muscular, lombalgias, alterações cardíacas de tipo nervoso, sensação de ansiedade com palpitações (síndrome do pânico), etc. assim como medida de apoio no tratamento das cardiopatias orgânicas, em hemorragias, paresias, perda de força em processos infecciosos, estados infecciosos e inflamatórios com secreções fétidas (“antisséptico interno”).
N-7 Kalium sulphuricum D6
Encontra-se nas células da epiderme e células epiteliais da pele e mucosas, normalmente junto ao ferro, que o apoia na sua função de transporte de oxigênio na célula e de que se serve para ativar o metabolismo celular. Kalium sulphuricum é para o terceiro estádio de inflamatório com secreções viscosas amareladas, já que o Ferrum phosphoricum é para o primeiro estádio de inflamação (inflamação seca sem secreção) e Natrum muriaticum (Kalium chloratum) para o segundo estádio de inflamação (secreções viscosas).
Indicações Terapêuticas:
Em inflamações crônicas de todo o tipo, afecções cutâneas descamativas, catarros de mucosa purulentos crónicos (nariz, ouvidos, faringe, brônquios, conjuntiva, etc.); também em catarros gastrointestinais, hepatite, nefrite, dor articular reumática e, em geral, para a estimulação de todos os processos de eliminação e desintoxicação. O paciente apresenta um estado anímico dominado pela melancolia e pela ansiedade; os sintomas acentuam até ao entardecer e habitações muito tempo fechadas; alivia e melhora em espaços abertos com ar puro e fresco.
N-8 Magnesia phosphorica D6
É o analgésico e antiespasmódico bioquímico por excelência. O magnésio ocupa o segundo lugar em importância depois do potássio entre os sais minerais do organismo humano. Aproximadamente a metade encontra-se no esqueleto, um terço no sistema muscular e o resto reparte-se entre nervos, cérebro, medula espinal, eritrócitos, fígado e glândulas tiroides. O magnésio intervém em múltiplos processos enzimáticos. Possui propriedades antitrombóticas e antialérgicas e influi sobre a excitabilidade neuromuscular e a função cardíaca (prevenção do enfarto do miocárdio, entre outros). O magnésio diminui o metabolismo basal e reduz os níveis de colesterolemia.
Indicações Terapêuticas:
Quadros espasmódicos de todo o tipo, cólicas e algias, neuralgias em todo o corpo, sensação de opressão na região cardíaca e tendência a enxaqueca. O seu efeito é destacável no tratamento de quadros clínicos do tipo cólica, flatulência, meteorismo, problemas da dentição e tosse convulsa em crianças e diarreias aquosas acompanhadas de dor abdominal.
N-9 Natrum muriaticum (Natrum chloratum) D6
Dos sais sódicos do organismo, o Natrum chloratum é o que tem a maior importância biológica. É absolutamente vital (essencial). Enquanto que o potássio está localizado na sua maior parte nas células, aproximadamente a metade do sódio se encontra no líquido extracelular e outro terço nos ossos e tecidos cartilaginosos. No estômago e no rim também existem concentrações intracelulares de sódio relativamente altas.
Indicações Terapêuticas:
Anemia, clorose, anorexia, perda de peso, catarro das mucosas com secreção serosa, catarro gastrointestinal acompanhado de diarreia aquosa, hipoacidez, hipo galactose no puerpério, obstipação por atonia intestinal, hemorroidas, sensação de formigamento e entumescimento das extremidades, erupções cutâneas e exsudativas, dor reumática, cefaleias, enxaquecas, lacrimação, ptialismo, neurastenia, histeria e falta de iniciativa. Piora os sintomas pela manhã, por esforço psíquico e clima úmido-frio. Muita sede, apetência por comidas salgadas; melhora com ar quente e seco ou também com ar puro mais fresco.
N-10 Natrum phosphoricum D6
Está muito estendido por todo o organismo: em células nervosas, nos músculos, nos eritrócitos e no tecido conjuntivo. Mantém o ácido úrico em solução para a eliminação através do rim. Natrum phosphoricum é importante para a eliminação dos produtos metabólicos. Também desempenha uma função essencial na troca de ácido carbônico (efeito tampão) e no metabolismo do ácido láctico que o organismo produz a partir do glucógeno com o trabalho muscular.
Indicações Terapêuticas:
Natrum phosphoricum é um agente neutralizador de eficácia provada nas hiperacidoses de todo o tipo. Tem aplicação no tratamento de doenças agudas e crônicas (sobretudo em crianças) por transtornos metabólicos, excesso de ácido clorídrico, pirose, vômitos ácidos, diarreias de fermentação, no reumatismo, ciática e gota. Também está indicado em adenites, inflamações oculares, amigdalites, faringites com eructos azedos, cistites, cálculos renais e biliares e erupções cutâneas com secreções amarelas de consistência cremosa.
N-11 Natrum sulfuricum D6
Não se encontra nas células como nos líquidos tecidulares. Tem por missão descongestionar o organismo, eliminar toxinas do metabolismo, desintoxicar o organismo e activar o fluxo biliar.
Indicações Terapêuticas:
Em todas as doenças dos órgãos de excreção (fígado, vesícula biliar, rim, bexiga); também em erupções cutâneas, feridas antigas, úlceras exsudativas das pernas, edemas, infecções gripais e moléstias reumáticas. Natrum sulphuricum está indicado em pacientes com sensação permanente de frio que não aquecem mesmo tapados. São irritáveis, indiferentes e depressivos. Os sintomas, que em muitos casos apresentam-se periodicamente, são mais acentuados pela manhã, em dias úmidos e em ambientes úmidos (em casa). As secreções são aquosas e de cor verde-amarela.
N-12 Silicea D12
É imprescindível ao organismo (essencial) como componente do tecido conjuntivo. Silicea é importante para a constituição da pele e mucosas e para o crescimento de unhas, cabelo e ossos. Aumenta a capacidade de resistência e a resistência mecânica dos tecidos (“cosmético bioquímico”). Os pulmões, os gânglios linfáticos e as glândulas suprarrenais contêm quantidades importantes de Silicea. O silício, como componente principal da Silicea, é depois do oxigênio o segundo elemento mais frequente na superfície terrestre. Silicea está relacionado de forma especial com o metabolismo do cálcio. O ácido silícico intervém junto a outras substâncias na assimilação do cálcio contido nos alimentos. Ativa a formação do colágeno e estimula a atividade dos fagócitos (“células devoradoras”), tão importantes para a defesa do organismo frente às infecções.
Indicações Terapêuticas:
Silicea, juntamente com Calcium sulphuricum, o meio principal contra as inflamações agudas e crônicas supurativas de todo o tipo. Também está indicada nos casos de paredes vasculares distendidas (varizes, hemorroidas, etc), doenças das unhas e cabelo, adenite e endurecimentos ganglionares, processos de cicatrização, fístulas ósseas, cáries, raquitismo, treçolhos e suores noturnos. Ativa a reabsorção de hematomas e derrames e reduz níveis sanguíneos de ácido úrico (ver também Natrum phosphoricum).
Repertório – Sais de Schüssler
Acidez gástrica
Natrum phosphoricum D6: na hiperacidez – 1 comprimido depois de cada refeição.
Natrum chloratum D6: no déficit de ácidos gástricos – 1 comprimido 6 vezes ao dia antes das refeições.
Acne juvenil
Natrum phosphoricum D6: 1 comprimido 6 vezes ao dia durante um período de tempo prolongado.
Silicea D6: em pústulas purulentas – 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Acúfenos
Calcium fluoratum D6 + Silicea D6: 1 comprimido 5 vezes ao dia a longo prazo.
Alterações cardíacas nervosas
Kalium phosphoricum D6: 1 comprimido 5 vezes ao dia a longo prazo.
Magnesium phosphoricum D6: Como tranquilizante em afecções cardíacas mais intensas, palpitações, etc. 1 comprimido dissolvido em água quente cada 10 minutos.
Aftas (fungos, muguet, inflamação da mucosa bucal)
Ferrum phosphoricum D6: 1 comprimido 5 vezes por dia.
Kalium chloratum D6: em mucosas com saburra de cor branca ou branco brilhante. 1 comprimido em cada hora.
Kalium phosphoricum D6: em saburras com bordas de cor vermelha nas comissuras dos lábios, sem saburra lingual – 1 comprimido cada hora.
Alergias, prevenção de, respiratórias
Ferrum phosphoricum D6 – tomar na 1ª e 2ª semana.
Magnesium phosphoricum D6 – tomar na 3ª e 4ª semana.
Kalium sulfuricum D6 – tomar na 5ª e 6ª semana.
2 comprimidos em jejum e antes de deitar.
Alopecia
Natrum clorathum D6 + Silicea D6 + Kalium phosphoricum: 1 comprimido 4 vezes ao dia, a longo prazo.
Ferrum phosphoricum D6: 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Ambliopia
Natrum chloratum D6: Na debilidade nervosa geral – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Silicea D6: em ambliopias que aparecem ao mínimo esforço 1 a 2 comprimidos 3 vezes ao dia a longo prazo.
Natrum chloratum D6: em lágrimas e dor ocular que aparece ao ler – 1 comprimido 6 vezes ao dia.
Amigdalite
Natrum phosphoricum D6 + Ferrum phosphoricum D6: Em casos agudos e crônicos – 1 comprimido cada 3 em 3 horas.
Magnesium phosphoricum D6: Nas amigdalites crônicas – 1 comprimido diluído em água quente 4 vezes ao dia a longo prazo.
Silicea D6: em amigdalites purulentas – 1 comprimido cada 2 horas.
Calcium sulfuricum D6: 1 comprimido 3 vezes ao dia a longo prazo.
Anemia
Ferrum phosphoricum D6 + Calcium phosphoricum D6: 2 comprimidos 3 vezes ao dia.
Anorexia
Kalium phosphoricum D6: Em transtornos psíquicos nervosos – 1 comprimido cada 3 horas.
Calcium phosphoricum D6 + Natrum chloratum D6: em casos de debilidade geral, anemia, produção deficiente de sucos gástricos, náusea, vômitos – 1 comprimido 3 vezes ao dia, respectivamente.
Natrum phosphoricum D6: em hiperacidez, pirose, gastralgias depois de comer (pós-prandial).
Kalium chloratum D6: em casos de afecção hepática, língua branca-escura, bulimia – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Arteriosclerose (calcificação das artérias)
Calcium fluoratum D6: o agente mais importante, se procede, tratamento a longo prazo – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Silicea D12: Impede a progressão da arteriosclerose – 1 comprimido 3 vezes ao dia a longo prazo.
Magnesium phosphoricum D6: no aparecimento de moléstias cardíacas espasmódicas – 1 comprimido 5 vezes por dia.
Kalium phosphoricum D6: em estados de ansiedade, opressão cardíaca, fases depressivas – 1 comprimido por dia.
Asma (asma brônquica)
Kalium phosphoricum D6: no ataque, em pacientes com nervosismo como sinal dominante – 1 comprimido cada 5 minutos. Em continuação seguir 1 comprimido cada 2 horas.
Magnesium phosphoricum D6: no ataque, frequentemente na relação com dor abdominal espasmódica – 1 comprimido cada 5 minutos.
Kalium phosphoricum D6: no estado entre ataques – 1 comprimido cada 2 horas.
Kalium chloratum D6: em casos com escarros brancos muito viscosos e sensação de opressão cardio-pulmonar, no ataque – 1 comprimido cada 15 minutos para depois passar a Kaium phosphoricum D6 + Magnesium phosphoricum D6 + Natrum suphuricum D6 em tempos úmidos – 1 comprimido cada hora.
Calcium fluoratum D6: em casos de dispneia intensa e enfisema, expectoração difícil de pequenas agregações de muco amarelado. Também em combinação com Silicea D6 para o fortalecimento do tecido pulmonar atômico – 1 comprimido cada 3 horas.
Kalium sulfuricum D6: em ataques vespertinos e noturnos assim como depois de comer – 1 comprimido cada 2 horas.
Atonia intestinal (ver obstipação)
Blefarite
Ferrum phosphoricum D6: em inflamações e eritemas extensos – 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Natrum phosphoricum D6: nas pálpebras coladas – 1 comprimido 5 vezes ao dia. Em caso necessário em alternância com o preparado precedente.
Silicea D12 – Em crostas purulentas nas pálpebras – 1 comprimido três vezes ao dia.
Bócio
Magnesium phosphoricum D6: 1 comprimido dissolvido em água quente 5 vezes ao dia.
Calcium fluoratum D6: em bócios nodulares duros – 1 comprimido 3 vezes ao dia a longo prazo.
Bronquite
Ferrum phosphoricum D6: anti-inflamatório principal – 1 comprimido cada meia hora.
Kalium chloratum D6: depois do agente precedente se aparece suor – 1 comprimido de hora a hora.
Magnesium phosphoricum D6: em tosse espasmódica intensa – 1 comprimido dissolvido em água quente cada 5 minutos.
Cãibras dos escrivães (veja-se em espasmos)
Cãibras das panturrilhas (veja-se em espasmos)
Cálculos biliares (veja-se também em colecistite)
Natrum sulphuricum D6: no estado entre ataques.
Natrum phosphoricum D6: durante 3 a 4 dias com intervalos de três semanas – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Magnesium phosphoricum D6: em cólicas biliares e espasmos – 1 comprimido dissolvido em água quente cada 5 a 10 minutos.
Ferrum phosphoricum D6: depois do desaparecimento da dor, para prevenir o desenvolvimento de uma colecistite – 1 comprimido cada meia hora.
Calos
Calcium fluoratum D6 + Silicea D6: 1 comprimido cada 2 horas.
Cancro
Magnesium phosphoricum D6: 2 comprimidos em jejum.
Calcium phosphoricum D6: 2 comprimidos antes de deitar. Ou tomar 2 sais antes de cada refeição, os dois em dias alternados.
Cataratas
Kalium phosphoricum D6: como complemento ao resto das medidas terapêuticas, em função sempre das características individuais de cada caso.
Catarro faríngeo (veja-se em “faringite”)
Catarro gástrico (veja-se em “gastrite”)
Catarro vesical (cistite)
Ferrum phosphoricum D6: no primeiro estado inflamatório, com dor, febre e micção imperiosa – 1 comprimido cada meia hora.
Kalium chloratum D6 + Silicea D12: no segundo estado inflamatório, geralmente crônico; a urina é escura, turva e contém muco espesso de cor clara – 1 comprimido cada 2 horas.
Magnesium phosphoricum D6: na retenção de urina e espasmos da musculatura vesical – 1 comprimido diluído em água quente cada meia hora.
Cefaleias
As cefaleias ou cefalalgias podem ser um sintoma das mais diversas enfermidades – tratar as enfermidades básicas ou adjacentes! -, Mas também podem aparecer de forma isolada. O termo migrana utiliza-se para definir uma cefaleia hemicraneal muito intensa que se apresenta em forma de crise, frequentemente acompanhada de vômitos, e que se acentua com os efeitos da luz e do ruído.
Ferrum phosphoricum D6: em dores opressivas com congestão da cabeça, vertigo, frequentemente acompanhadas de vômitos e transtornos visuais – 1 comprimido cada meia hora.
Kalium phosphoricum D6: em cefaleias de etiologia nervosa com irritabilidade, insônia ou que aparecem como consequência de uma situação de stress e aborrecimento – 1 comprimido cada meia hora.
Natrum chloratum D6: depois de enfermidades consecutivas e transtornos do sono, cefaleias depois das manhãs até à noite, também em miúdas adolescentes – 1 comprimido cada meia hora.
Magnesium phosphoricum D6: em cefaleias críticas, espasmódicas, terebrantes (dor que produz a sensação de uma broca a penetrar nos tecidos), sobretudo na região occipital, com um clarão diante dos olhos – “siete caliente” ou 1 comprimido cada meia hora.
Silicea D12: especialmente indicado depois de um grande esforço intelectual ou na “cefaleia do estudante”, também em pessoas hipersensíveis e debilitadas – 1 comprimido cada meia hora.
Natrum sulphuricum D6: sobretudo em cefaleias acompanhadas de transtornos digestivos e cefaleias que pioram com o movimento e a exposição à luz – 1 comprimido cada meia hora.
Natrum phosphoricum D6: depois de um consumo excessivo de álcool com náuseas e eructos ácidos – 1 comprimido cada meia hora.
Ciática
Kalium phosphoricum D6: em casos agudos – 1 comprimido cada meia hora depois de acabar com a dor.
Magnesium phosphoricum D6: em dores de tipo espasmódico que melhoram com o calor ou aquecimento, a cada meia hora.
Calcium phosphoricum D6: em dores noturnas, parestésicas, sobretudo na região coxal – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Siicea D12: em casos crônicos – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Colecistite
Natrum sulphuricum D6 + Ferrum phosphoricum D6: 1 comprimido cada meia hora.
Kalium phosphoricum D6: em quadros com febre crescente – 1 comprimido cada hora.
Kalium chloratum D6: depois da fase aguda – 1 comprimido cada hora.
Cólicas
Magnesium phosphoricum D6: para o tratamento sintomático em geral – “siete caliente” ou 1 comprimido dissolvido em água morna cada meia hora.
Cravos (espinha na pele) (veja em acne)
Conjuntivite
Ferrum phosphoricum D6: anti-infamatório principal na secreção purulenta de muco branco – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Kalium chloratum D6: em caso de lacrimação muito intenso e secreções de muco fluido, claro – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Natrum kloratum D6: 1 comprimido cada ¼ de hora.
Natrum sulphuricum D6: em crianças escrofulosas com pus amarelo-esverdeado e vesículas na conjuntiva – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Silicea D12: na supuração amarela viscosa persistente.
Comoção cerebral
Ferrum phosphoricum D6 + kalium phosphoricum D6: como tratamento de apoio de manutenção dos quadros febris, sobretudo em caso de perda de sensibilidade.
Natrum sulphuricum D6: em perdas permanentes da capacidade cerebral – 1 comprimido cada hora.
Magnesium phosphoricum D6: em transtornos visuais permanentes – 1 comprimido cada hora.
Contusões ((veja-se “traumatismos”)
Constipação comum – resfriado
Ferrum phosphoricum D6: antes dos primeiros sintomas de constipação – 1 comprimido cada ¼ hora.
Natrum chloratum D6: em constipações com secreção nasal serosa irritativa – 1 comprimido cada ½ hora.
Magnesium phosphoricum D6: em constipações com crises de espirros frequentes – “Siete caliente” ou 1 comprimido dissolvido em água morna cada ¼ de hora.
Kalium sulphuricum D6: em casos de obstrução nasal – 1 comprimido cada hora.
Silicea D6: em constipações crônicas, também em corizas secas com nariz irritado – 1 comprimido 6 vezes ao dia.
Crianças, insônia, medo e ansiedade
Kalium phosphoricum D6 – 2 comprimidos em jejum.
Calcium phosphoricum D6 – 2 comprimidos antes do almoço.
Magnesium phosphoricum D6 – 2 comprimidos antes de deitar.
Duração de tratamento: 4 a 6 semanas.
Crianças, deficit de atenção
Kalium phosphoricum D6 – 2 comprimidos em jejum.
Calcium phosphoricum D6 – 2 comprimidos antes do almoço.
Magnesium phosphoricum D6 – 2 comprimidos antes de deitar.
Duração de tratamento: 4 a 6 semanas.
Crosta láctea
Natrum phosphoricum D6 – 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Dentição infantil
Calcium phosphoricum D6 + Calcium fluoratum D6: para ativar a erupção dental – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Ferrum phosphoricum D6: em moléstias febris da dentição – 1 comprimido 6 vezes ao dia.
Magnesium phosphoricum D6: em inflamações dolorosas – 1 comprimido dissolvido em água quente cada hora.
Desmame medicamentoso
Natrum sulphuricum D6: 1 comprimido 6 vezes ao dia.
Diarreia
Ferrum phosphoricum D6 + Kalium chloratum D6: em fezes claras, muco-sanguinolentas e também pastosas – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Kalium phosphoricum D6: fisgadas sem disposição com dor tipo cólica, sensação de ardor intestinal, diarreia de odor fétido.
Magnesium phosphoricum D6: em deposições líquidas com dor abdominal tipo cólica que melhora aplicando calor e adaptando uma postura de dobrado – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Natrum chloratum D6: em diarreia muco-serosa que não cessa e que provoca irritação na região anal, alternando eventualmente com obstipação.
Natrum phosphoricum D6: em fezes de odor acre, sobretudo em crianças pequenas com saburra na língua amarelada – 1 comprimido cada ½ de hora.
Natrum sulphuricum D6. em diarreia crônica que obriga a levantar-se de madrugada e que piora com tempo úmido – – 1 comprimido cada ½ de hora.
Silicea D12: em formas purulentas – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Doenças cutâneas crônicas
Kalium sulfuricum D6 – 2 comprimidos em jejum.
Calcium phosphoricum D6 – 2 comprimidos antes do almoço.
Natrium phosphoricum D6 – 2 comprimidos antes de deitar.
Em caso de prurido (urticária) juntar magnesium phosphoricum D6.
Duração de tratamento: de 3 a 6 semanas.
Eczemas (erupções cutâneas)
Calcium phosphoricum D6 + Natrum chloratum D6: em erupções cutâneas secas – 1 comprimido cada 2 horas.
Kalium chloratum D6. em erupções cutâneas exsudativas – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Calcium fluoratum D6: em gretas, fissuras, formação de crostas, pele seca. 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Natrum chloratum D6 pomada: em eczemas seborreicos em zonas sebosas (face, peito, costas, região genital).
Esfriamentos (recomenda-se efectuar um estudo diagnóstico em profundidade)
Enjoos
Natrum chloratum D6: como medida de prevenção – 1 comprimido cada 2 horas. Durante a viagem – 1 comprimido cada ½ hora durante a viagem. Em casos agudos – 1 comprimido cada 5 minutos.
Natrum phosphoricum D6: dada a variedade das reações individuais dos afetados, este pode ser também um preparado de seleção. Como medida de prevenção – 1 comprimido cada 2 horas. Durante a viagem – 1 comprimido durante a viagem. Em casos agudos – 1 comprimido cada 5 minutos.
Enurese
Natrum sulphuricum D6 + Kalium phosphoricum D6: em casos de debilidade nervosa ou paralisia da musculatura vesical – 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Calcium phosphoricum: em idosos (prostáticos) – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Calcium fluoratum D6: em ambos os casos – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Epilepsia
Kalium chloratum D6: como tratamento de apoio da epilepsia – 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Magnesium phosphoricum D6: em quadros com tendência convulsiva muito acentuada.
Ferrum phosphoricum D6: em casos de ataques iminentes – 1 comprimido cada 5 minutos.
Calcium phosphoricum D6: como medida de apoio em casos de grande prostração – 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Epistaxis
Kalium phosphoricum D6: em crianças, idosos e pessoas debilitadas.
Kalium chloratum D6: em hemorragias de sangue espesso, viscoso e cor escura.
Natrum chloratum D6: em caso de falta de coagulação (hipocoagulação).
Eructos
Natrum phosphoricum D6: em eructos ácidos, sobretudo depois da ingestão de alimentos ricos em gorduras – 1 comprimido 4 vezes ao dia.
Natrum sulphuricum D6: em eructos amargos.
Magnesium phosphoricum D6: em eructos que não proporcionam alívio acompanhados de dor abdominal – 1 comprimido 4 vezes ao dia.
Calcium phosphoricum D6: em eructos ácidos e sensação de ardor no esófago.
Erupção vesicular
Natrum chloratum D6: 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Erupções cutâneas (veja-se “eczemas”)
Entorses, distorções (veja “traumatismos”)
Espasmos
Magnesium phosphoricum D6: em todas as manifestações espasmódicas – sob a língua ou 1 comprimido dissolvido em água quente cada 5 minutos.
Silicea D12: em espasmos noturnos, depois de um susto ou em estados de grande excitação, sobretudo em cãibras das panturrilhas e plantas dos pés – 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Calcium phosphoricum D6: principalmente na dentição, mas também em pessoas anêmicas debilitadas com sensação de frio e entumecimiento; também alternando com Magnesium phosphoricum D6 – 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Espasmos (tiques)
Natrum phosphoricum D6: 1 comprimido cada hora.
Estados de esgotamento
Kalium phosphoricum D6: 1 comprimido cada hora.
Magnesium phosphoricum D6: em casos de inquietude interna, cansaço, depressões – 1 comprimido 6 vezes ao dia.
Estados de ansiedade
Kalium phosphoricum D6: 1 comprimido 6 vezes ao dia.
Estados depressivos
Kalium phosphoricum D6: em perda de memória, irresolução, abatimento, angústia, choro. Esgotamento psíquico geral – 1 comprimido cada hora.
Estomatite ulcerosa (veja-se em “aftas”)
Escoriações em crianças pequenas
Natrum chloratum D6 + Natrum phosphoricum D6: 1 comprimido cada 2 horas.
Faringite
Ferrum phosphoricum D6: antes dos primeiros sintomas – 1 comprimido cada 5 minutos.
Calcium phosporicum D6: 1 comprimido cada hora.
Kalium phosphoricum D6: em caso de afetação intensa das amígdalas – 1 comprimido cada 5 minutos.
Kalium phosphoricum D6 + Calcium phosphoricum D6: 1 comprimido cada hora.
Febre (recomenda-se efectuar um estudo diagnóstico em profundidade)
Ferrum phosphoricum D6: em febre incipiente – 1 comprimido cada ¼ de hora adicionalmente.
Kalium phosphoricum D6: 1 Comprimido 6 vezes ao dia.
Febre dos fenos
Natrum chloratum D6 + Ferrum phosphoricum D6: 1 comprimido cada ¼ de hora.
Para a prevenção (profilaxia) ambos preparados simultaneamente – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Magnesium phosphoricum D6: como tratamento intermédio em crises de espirros e estados asmáticos – 1 comprimido dissolvido em água quente cada ¼ de hora).
Feridas (veja-se em “queimaduras” e “traumatismos”)
Fissuras anais (gretas, rasgos)
Calcium fluoratum D6 + Silicea D6: 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Frieiras
Kalium phosphoricum D6 + Natrum muriaticum D6: 1 comprimido cada ½ hora.
Silicea D6: para a prevenção de uma supuração – 1 comprimido cada 2 horas.
Flatulência
Natrum sulphuricum D6 + Calcium fluoratum D6: 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Magnesium phosphoricum D6: em cólicas com flatulência – “siete caliente” 1 porção cada 5 minutos.
Fungos, Muguet (veja-se em “aftas”)
Furúnculos
Ferrum phosphoricum D6: 1 comprimido cada ¼ de hora.
Silicea D6: acelera a supuração, o estalido do furúnculo e a regeneração tecidular – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Calcium phosphoricum D6: em processos de cura lentos, também depois da abertura do foco de pus – 1 comprimido cada 3 vezes ao dia.
Calcium fluoratum D6: quando o foco de inflamação não se abrange, em feridas com bordos duros – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Kalium phosphoricum D6: em pus fétido e em múltiplos furúnculos (antrax) – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Gastrite
Ferrum phosphporicum D6: no estado agudo com dor depois das refeições, sobretudo quando se acompanha de febre – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Magnesium phosphoricum D6: em dores espasmódicas que obrigam a adaptar uma postura de dobrar-se, em gastrites associadas a náuseas e a vômitos, também em diarreias – 1 comprimido dissolvido em água quente cada 5 minutos.
Natrum phosphoricum D6: em casos de hiperacidez, eructos ácidos, vômitos e pirose, aversão às gorduras – 1 comprimido cada hora.
Kalium suphuricum D6: em gastrites crônicas com dor e sensação de peso na região hepática – 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Calcium phosphoricum D6: como agente imediato, sobretudo nos quadros associados à dor depois de ingerir alimentos ou bebidas frias, inclusive em quantidades mínimas e em acumulação de gases no estômago – 1 comprimido 4 vezes ao dia.
Gota
Ferrum phosphoricum D6 + Kalium chloratum D6: durante o ataque de gota com febre – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Natrum phosphoricum D6: em ataques de gota sem febre – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Silicea D6: 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Calcium phosphoricum D6: em casos crônicos, também em patologia bioclimática – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Silicea D6 + Calcium fluoratum D6: em tofos gotosos – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Gripe (veja-se em “infecções gripais”)
Hematomas
Ferrum phosphoricum D6: no estado inicial – 1 comprimido cada ½ hora e, se for necessário, ao fim de uns dias.
Kalium chloratum D6: 1 comprimido cada 2 horas.
Hemorróidas
Calcium fluoratum D6 + Silicea D6: 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Ferrum phosphoricum D6: em nódulos hemorroidais inflamados – 1 comprimido cada ½ hora.
Magnesium phosphoricum D6: em hemorroidas dolorosas não inflamadas, em espasmos do esfíncter anal – 1 comprimido dissolvido em água quente cada ¼ de hora.
Kalium phosphoricum D6: em hemorroidas com prurido e ardor intensos – 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Hipertensão (veja-se em “pressão arterial”)
Hipotensão
Magnesium phosphoricum D6: em forma de “siete caliente”
Hipotensão (veja-se em “pressão arterial”)
Ictus apoplético (recomenda-se efetuar um estudo diagnóstico em profundidade)
Ferrum phosphoricum D6; sempre que o paciente conserve a consciência – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Silicea D12: depois do episódio, também em combinação com Ferrum phosphoricum D6, recomendando-se manter o tratamento a longo prazo – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Kalium phosphoricum D6: contra as paresias permanentes – 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Incontinência espontânea, ao tossir, espirrar, por pressão, etc
Natrum chloratum D6: 1 comprimido cada hora.
Infecção gripal
Em geral, a infecção gripal caracteriza-se por um estado febril de curta duração que apresenta grande similitude com uma gripe propriamente dita – enfermidade infecciosa febril aguda (influenza) -. Os preparados recomendados no tratamento da infecção gripal devem ser considerados unicamente como medidas terapêuticas de apoio no tratamento da gripe genuína.
Ferrum phosphoricum D6: o primeiro estado – 1 comprimido cada 10 minutos.
Kalium phosphoricum D6: para o tratamento de manutenção – 1 comprimido cada ½ hora.
Kalium chloratum D6: depois de ter superado o ponto culminante do processo infeccioso – 1 comprimido cada 2 horas.
Inflamação da mucosa bucal (recomenda-se efetuar um estudo diagnóstico em profundidade)
Ferrum phosphoricum D6: 1 comprimido cada ¼ de hora; adicionalmente gargarejos bucais cada ½ hora com uma solução de 3 comprimidos do preparado dissolvido em água tépida.
Kalium phosphoricum D6: em casos de halitose bucal – 2 comprimidos cada ¼ de hora e gargarejos bucais cada ½ hora com uma solução de 3 comprimidos do preparado dissolvidos em água tépida.
Insônia
Kalium phosphoricum D6: na insônia de causa nervosa – 1 comprimido 6 vezes ao dia a longo prazo.
Magnesium phosphoricum D6: em pacientes de grande excitabilidade, palpitações – “siete caliente” ou 1 comprimido dissolvido em água morna cada ¼ de hora.
Silicea D6: quando uma corrente de pensamentos intensos impede de conciliar o sono – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Ferrum phosphoricum D6: na congestão cranial, cefaleias, também no climatério – 1 comprimido cada hora.
Irritação do apêndice (recomenda-se efetuar um estudo diagnóstico profundidade)
Ferrum phosphoricum D6 + Kalium chloratum D6: agente terapêutico principal em casos de sensação de tensão interna, obstipação – 1 comprimido cada hora.
Laringite (veja-se em “rouquidão”)
Lesões do disco intervertebral
Calcium fluoratum D6 + Silicea D6: em ambos os casos 1 comprimido 3 vezes ao dia a longo prazo.
Lumbago
Ferrum phosphoricum D6: como preparado de seleção perante os primeiros sintomas – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Magnesium phosphoricum D6: em lumbagos com dor intensa – “siete caliente” ou 1 comprimido dissolvido em água quente cada 5 minutos.
Calcium phosphoricum D6: lumbagos em idosos – 1 comprimido cada ½ hora
Lombalgias na mulher
Magnesium phosphoricum junto ao tratamento específico + Kalium phosphopricum D6 – 1 comprimido dissolvido em água quente cada ½ hora.
Manifestações parestésicas (recomenda-se efetuar um estudo diagnóstico em profundidade):
Kalium phosphoricum D6: a modo de prova – 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Magnesium phosphoricum D6: 1 comprimido dissolvido em água quente 5 vezes ao dia.
Mastites em mães lactantes
Ferrum phosphoricum D6 (nos primeiros sintomas de inflamação e tumefacção para a prevenção da supuração) + Natrum phosphoricum D6 1 comprimido cada ¼ de hora.
Silicea D6: antes dos primeiros sinais de supuração – 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Kalium phosphoricum D6: em febre – 1 comprimido cada hora.
Calcium fluoratum D6: para abrandar as bordas duras do foco de pus – 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Migrana (veja-se em “cefaleia”)
Miogelose (veja-se em “miosclerose)
Miosclerose
Calcium fluoratum D6: 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Moléstias das regras (veja-se em “transtornos menstruais”)
Nervosismo, esgotamento nervoso (se for persistente, recomenda-se efetuar um estudo diagnóstico sintomático)
Kalium phosphoricum D6 para o tratamento sintomático + Calcium phosphoricum D6 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Magnesium phosphoricum D6: em neuralgias de natureza espasmódica – “siete caliente” ou 1 comprimido dissolvido em água morna cada ¼ hora.
Silicea D6: em estados de grande debilidade geral, hipersensibilidade e estados de angústia- 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Nevralgia facial
Magnesium phosphoricum D6
Em forma de “siete caliente” cada 2 horas ou 1 comprimido dissolvido em água morna cada ¼ hora.
Obesidade
Antes do pequeno-almoço: Kalium phosphoricum D6, 3 comprimido.
Antes do almoço: Natrum phosphoricum D6, 3 comprimidos.
Antes do jantar: Natrum sulphuricum D6, 3 comprimidos.
Obstipação
Alumina D7 – 5 gotas depois das refeições.
Calcium fluoratum D6: em casos de lassidão intestinal e em hemorroidas – 1 comprimido cada hora.
Ferrum phosphoricum D6: em casos de função intestinal reduzida com sensação de calor no recto, em lombalgias e em congestão na cabeça – 1 comprimido cada hora.
Calcium phosphoricum D6: na debilidade generalizada de idosos – 1 comprimido cada hora.
Kalium sulphuricum D6: em sensação de plenitude intensa – 1 comprimido cada hora.
Silicea D12: em puxões sem fezes – 1 comprimido cada hora.
Odontalgias
Ferrum phosphoricum D6: quando não existem indicações odontológicas, p.e., odontalgias depois de uma constipação – 1 comprimido cada ¼ hora.
Olhos de galo
Calcium fluoratum D6 + Silicea D6: 1 comprimido cada 2 horas.
Panarício (inflamação flegmonosa situada perto das unhas)
Ferrum phosphoricum D6: no estado inicial da inflamação – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Silicea D12: em caso de formação de pus – 1 comprimido 5 vezes ao dia.
Calcium fluoratum D6: com fins curativos – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Perda de memória
Kalium phosphoricum D6: 1 comprimido cada hora.
Calcium fluoratum D6: em falhas de memória de etiologia arteriosclerótica – 1 comprimido 3 vezes ao dia. Cabe a possibilidade de combinar ou alternar ambos preparados.
Pirose
Natrum phosphoricum D6: 2 comprimidos em caso necessário.
Magnesium phosphoricum D6: em sintomas de tipo espasmódico – 1 comprimido dissolvido em água quente cada hora.
Pressão arterial
Calcium fluoratum D6: no aumento da pressão arterial (hipertensão) de base arteriosclerótica: 1 comprimido 6 vezes ao dia.
Ferrum phosphoricum D6: na diminuição da pressão arterial – 2 comprimidos 6 vezes ao dia.
Prurido
Magnesium phosphoricum D6: sempre que este sintoma não se deva a outra enfermidade definida (icterícia, diabetes mellitus, etc.) – 1 comprimida cada hora.
Calcium phosphoricum D6: em casos de prurido senil – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Calcium fluoratum D6: em pele seca, áspera – 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Prurido anal
Calcium fluoratum D6 + Ferrum phosphoricum D6: 1 comprimido cada 2 horas, respectivamente.
Queimaduras (recomenda-se efectuar um estudo diagnóstico em profundidade)
Ferrum phosphoricum D6: para uso interno em queimaduras em primeiro grau – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Natrum chloratum D6: em casos de formação de bolhas, em combinação com Ferrum phosphoricum D6 – 1 comprimido cada ½ hora.
Silicea D12: em feridas por queimaduras supuradas – 1 comprimido cada 2 horas.
Regeneração do sangue
Calcium phosphoricum D6: 2 antes de cada refeição.
Natrium chloratum D6: 2 antes de cada refeição.
Reumatismo
1. Reumatismo muscular:
Ferrum phosphoricum D6 + Kalium chloratum D6. Em dores musculares ao movimentar-se – 1 comprimido cada ½ hora.
Magnesium phosphoricum D6: em dores musculares migratórias, terebrantes (diz-se da dor que produz a sensação de uma broca a penetrar nos tecidos) – “Siete caliente” ou 1 comprimido dissolvido em água quente cada ¼ hora.
Calcium phosphoricum D6: em dor muscular associado a sensação de entumecimento, frio, um “formigueiro” que se acentua pela noite e em repouso – 1 comprimido 5 vezes ao dia.
2. Reumatismo articular
Ferrum phosphoricum D6: nas fases iniciais, sobretudo nos casos febris – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Kalium sulphuricum D6: em dores migratórias que pioram pela noite – 1 comprimido cada ½ hora.
Magnesium phosphoricum D6: como tratamento intermédio quando a dor é particularmente intenso – “Siete caliente” ou 1 comprimido dissolvido em água morna cada 10 minutos.
Calcium phosphoricum D6: em reumatismo articular crônico e como tratamento de manutenção – 1 comprimido 5 vezes ao dia a longo prazo.
Rouquidão
Kalium chloratum D6 em rouquidões associadas a laringites + Kalium sulphuricum D6 1 comprimido cada ½ hora.
Ferrum phosphoricum D6: em esforços das cordas vocais (conferencistas, cantores, etc.) e em dores de garganta – 1 comprimido cada hora.
Kalium phosphoricum D6: em esgotamento nervoso e paralisia das cordas vocais – 1 comprimido cada hora.
Sensação de (bolo faríngeo)
Magnesium phosphoricum D6: 1 comprimido dissolvido em água quente cada ¼ de hora.
Sensação de nós na garganta (veja-se em “sensação de bolo faríngeo”)
Septicemia (imprescindível efetuar um estudo diagnóstico em profundidade)
Kalium phosphoricum D6: Como apoio ao resto de medidas que seja preciso adaptar 1 comprimido cada ¼ de hora.
Sufocos da menopausa
Ferrum phosphoricum D6: 1 comprimido 5 vezes ao dia a longo prazo.
Surdez
Silicea D6 + Calcium fluoratum D6: 1 comprimido 6 vezes ao dia.
Supurações
Silicea D6: em supurações de todo o tipo como apoio a outras medidas em casos agudos – 1 comprimido cada 5 minutos. Em casos crônicos – 1 comprimido 6 vezes ao dia.
Tosse
Ferrum phosphoricum D6: no estado inicial – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Magnesium phosphoricum D6: na crise de tosse espasmódica noturna sem expectoração – 1 comprimido dissolvido em água quente cada 10 minutos.
Kalium chloratum D6: em escarros filamentosos de difícil expectoração com sensação de opressão na região cardio-pulmonar – 1 comprimido cada ½ hora.
Natrum sulphuricum D6: em tosse com escarros verdosos e viscosos – 1 comprimido cada ½ hora.
Tosse convulsa (recomenda-se efetuar um estudo diagnóstico em profundidade)
Ferrum phosphoricum D6: Como medida de apoio do tratamento habitual nestes casos ou perante o aparecimento dos primeiros sintomas, inclusive perante a simples suspeita. 1 comprimido cada ¼ de hora.
Magnesium phosphoricum D6: “Siete caliente” ou 1 comprimido dissolvido em água morna perante cada ¼ de hora.
Os seguintes preparados podem estar indicados de forma adicional em função da consistência da expectoração:
Kalium chloratum D6: em escarros espessos de cor branca. 1 comprimido cada hora.
Calcium phosphoricum D6: em escarros de aspecto similar a clara de ovo, sobretudo em crianças debilitadas – 1 comprimido cada hora.
Kalium sulphuricum D6: em escarros viscosos amarelados – 1 comprimido cada hora.
Kalium phosphoricum D6: em geral, em todos os casos de grande prostração e sintomas nervosos – 1 comprimido cada hora.
Transtornos climatéricos
Ferrum phosphoricum D6 + Magnesium phosphoricum D6: 1 comprimido 6 vezes ao dia (Magnesium phosphoricum D6, diluído em água quente).
Transtornos menstruais
Magnesium phosphoricum D6: em dores durante o período menstrual, em lombalgias – “Siete caliente” ou 1 comprimido dissolvido em água morna cada 5 minutos.
Magnesium phosphoricum D6: como medida preventiva, 6 dias antes das regras, 1 comprimido dissolvido em água quente cada hora.
Traumatismos (contusões, entorses, distensões, lesões contusas e incisas, hematomas)
Ferrum phosphoricum D6: para uso interno: em todos os traumatismos recentes, hematomas, etc – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Kalium chloratum D6: em tumefacções de partes moles 1 comprimido cada hora.
Calcium phosphoricum D6: para estimular a formação de consolidação nas fracturas. 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Calcium fluoratum D6: 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Treçolho
Silicea D6 + Calcium fluoratum D6: 1 comprimido cada 2 horas;
Natrum phosphoricum D6: em crianças escrofulosas – 1 comprimido cada 2 horas.
Úlceras das pernas
Calcium fluoratum D6 + Natrum sulphuricum D6: 1 comprimido cada hora.
Silicea D6: em úlceras supuradas das pernas, 1 comprimido 6 vezes ao dia.
Unhas frágeis e quebradiças
Silicea D6: 1 comprimido 3 vezes ao dia durante 2-3 meses aproximadamente.
Urticária
Kalium phosphoricum D6 + Natrum chloratum D6: uma primeira fase de tratamento 1 comprimido cada 10 minutos, posteriormente, 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Calcium fluoratum D6 + Silicea D6: 1 comprimido 3 vezes ao dia a longo prazo.
Ferrum phosphoricum D6: em hemorragias varicosas e flebites. 1 comprimido cada 5 minutos.
Verrugas
Kalium chloratum D6 + Natrum chloratum D6: 1 comprimido 3 vezes ao dia.
Vertigo (recomenda-se efectuar um estudo diagnóstico em profundidade)
Ferrum phosphoricum D6: em vertigos com congestão cranial, 1 comprimido cada 2 horas.
Calcium phosphoricum D6: em idosos com isquemia cerebral, 1 comprimido cada 2 horas.
Kalium phosphoricum D6 em vertigos de causa nervosa e em estados de debilidade + Magnesium phosphoricum D6 – 1 comprimido dissolvido em água quente 4 vezes ao dia.
Vómitos (Recomenda-se efectuar um estudo diagnóstico em profundidade).
Ferrum phosphoricum D6: Em vômitos ácidos, também em mulheres gestantes, 1 comprimido cada ¼ de hora.
Natrum sulphuricum D6: em vômitos biliosos – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Natrum chloratum D6: em vômitos mucoserosos – 1 comprimido cada ¼ de hora.
Natrum phosphoricum D6: em vômitos de líquido ácido (também em crianças) em enjoos, 1 comprimido cada ¼ de hora.
Magnesium phosphoricum D6: em vômitos espasmódicos, também em enjoos, 1 comprimido cada ¼ de hora.
Calcium phosphoricum D6: em vômitos depois da ingestão de bebidas frias e gelados (crianças!); principalmente agente antiemético na gravidez, 1 comprimido cada ¼ de hora.
Vómitos da gravidez
Calcium phosphoricum D6: 1 comprimido 6 vezes ao dia.
Sal nº 7 – “Siete Caliente”
O Sal de Schussler (nº 7) – Magnesium phosphoricum
O modo conhecido como “siete caliente” ou seja, o “sete a quente” é uma forma de dissolver os comprimidos em água quente, especialmente eficaz no caso do magnésio. Ele é por si relaxante e analgésico, se tomado com água quente aumenta a irrigação sanguínea na mucosa oral e é rapidamente absorvida no sangue e nas células nervosas e musculares. É o modo mais rápido de aliviar uma dor intensa.
Como o preparar?
Junte 10 comprimidos (5 para crianças) num copo de água quente. Mexa até dissolver os comprimidos. Beba a solução em pequenos goles para facilitara absorção.
Duração do tratamento
Em geral, os sais devem ser tomados até que o desconforto pare. Podem ocorrer dores pontuais, mas diminuindo em intensidade. as dores crônicas podem durar vários meses. De qualquer modo, deve sempre consultar um especialista, se a queixa se prolongar no tempo.
Nota: O artigo requer orientação de um profissional qualificado, não tome nenhuma medicação sem a orientação de um profissional qualificado.
Por: Dr. João Novaes – Homeopata Especialista
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