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sábado, 30 de maio de 2026
Levotiroxina...
Estudos recentes de 2024 e 2025 indicam uma possível associação entre o uso de altas doses de levotiroxina (LT4) e um risco aumentado de cânceres primários subsequentes, especialmente em sobreviventes de câncer de tireoide que fazem supressão de TSH a longo prazo.
Os pesquisadores notaram um efeito dose-dependente claro: pacientes que recebiam as doses mais altas de LT4 tiveram entre 14% e 27% mais chance de desenvolver segundos cânceres em relação aos que não usavam a medicação. As associações mais fortes apareceram em tumores do sistema digestivo e hepatobiliar, como estômago, colorretal, fígado, vias biliares e, principalmente, pâncreas — este último com risco quase 2,5 vezes maior no grupo de dose mais alta.
Esse risco elevado pareceu independente do tratamento com iodo radioativo, o que sugere que a própria supressão prolongada do hormônio tireoidiano pode estar envolvida. Ainda assim, especialistas destacam que os dados vêm de estudos observacionais e provam que a levotiroxina cause câncer diretamente.
Por isso, pacientes não devem parar ou mudar a medicação por conta própria — o ideal é sempre conversar com o endocrinologista para ajustar a dose e manter o acompanhamento adequado a longo prazo.
Fonte: PubMed - Risk of Subsequent Primary Cancers in Thyroid Cancer Survivors according to the Dose of Levothyroxine: A Nationwide Cohort Study.
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