segunda-feira, 1 de junho de 2026

CÁLCULOS RENAIS.

Pessoas que têm tendência a formar cálculos renais, especialmente os de oxalato de cálcio, precisam prestar atenção ao consumo de alimentos ricos em oxalatos. Os oxalatos são substâncias naturalmente presentes em diversas plantas, como espinafre, acelga, beterraba e, em menor quantidade, a couve. Quando ingeridos, parte desses compostos pode ser absorvida pelo intestino e posteriormente eliminada pelos rins. Durante esse processo, eles podem se ligar ao cálcio presente na urina, favorecendo a formação de cristais que, com o tempo, podem crescer e se transformar em pedras nos rins. O preparo dos vegetais pode fazer diferença. Em muitos casos, cozinhar as folhas em água reduz parte do conteúdo de oxalatos, porque uma fração dessas substâncias passa para a água do cozimento. Já quando a planta é consumida crua, especialmente em grandes quantidades, como em sucos verdes, smoothies ou saladas muito volumosas, a exposição aos oxalatos tende a ser maior. Por isso, algumas pessoas com histórico de cálculos recorrentes recebem orientação para moderar o consumo de vegetais ricos em oxalato na forma crua. Isso não significa que toda pessoa com cálculos renais deva evitar completamente verduras e legumes. Na verdade, esses alimentos oferecem fibras, vitaminas, minerais e compostos benéficos para a saúde. O mais importante é identificar o tipo de cálculo, manter uma hidratação adequada, garantir uma ingestão equilibrada de cálcio alimentar e evitar excessos frequentes de alimentos muito ricos em oxalatos. Dessa forma, é possível aproveitar os benefícios das hortaliças sem aumentar desnecessariamente o risco de formação de novos cálculos renais.

Você tem Tireoidite?

Você tem Tireoidite? A relação entre glúten e Tireoidite de Hashimoto ainda gera debates, mas alguns estudos vêm mostrando algo interessante: em determinados pacientes, a exclusão do glúten pode ajudar a reduzir marcadores inflamatórios e anticorpos tireoidianos ao longo do tempo. Isso significa que o glúten seja o “vilão” para todas as pessoas. Em doenças autoimunes, especialmente quando existe alteração intestinal, permeabilidade aumentada, inflamação crônica ou sensibilidade ao glúten, a alimentação pode exercer um papel importante no equilíbrio imunológico. A saúde da tireoide vai muito além do TSH. Intestino, nutrientes, sono, estresse, inflamação e estilo de vida também fazem parte do processo. Cada organismo reage de uma forma. Por isso, individualizar a estratégia nutricional faz toda diferença. 📚 Referências: - Krysiak R et al. The effect of gluten-free diet on thyroid autoimmunity in drug-naive women with Hashimoto’s thyroiditis — Experimental and Clinical Endocrinology & Diabetes, 2019. - Ventura M et al. Autoimmune thyroid disorders and coeliac disease — European Journal of Endocrinology, 2000. - Virili C et al. Gut microbiota and Hashimoto’s thyroiditis — Reviews in Endocrine and Metabolic Disorders, 2018.