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quarta-feira, 3 de junho de 2026
A erva-doce e o funcho, geralmente associados à espécie Foeniculum vulgare, contêm compostos naturais como anetol, estragol e fenchona.
A erva-doce e o funcho, geralmente associados à espécie Foeniculum vulgare, contêm compostos naturais como anetol, estragol e fenchona.
Essas substâncias apresentam atividade biológica capaz de interagir com receptores hormonais, especialmente os relacionados ao estrogênio.
Por esse motivo, algumas referências de fitoterapia recomendam cautela durante a gestação, principalmente com o uso frequente de chás concentrados, extratos e, sobretudo, óleos essenciais, que possuem concentrações muito mais elevadas desses compostos.
No caso das gestantes, a preocupação é principalmente preventiva.
Como a gravidez envolve um delicado equilíbrio hormonal e existem poucos estudos clínicos robustos avaliando a segurança do uso contínuo dessas plantas durante toda a gestação, muitos profissionais preferem evitar seu uso medicinal regular.
Além disso, alguns componentes do funcho apresentam potencial efeito estimulante sobre a musculatura uterina em estudos experimentais, o que reforça a recomendação de prudência, especialmente nos primeiros meses da gravidez.
Para mulheres com histórico de câncer de mama hormônio-dependente, especialmente tumores positivos para receptores de estrogênio, a cautela também é recomendada.
Embora não existam evidências conclusivas de que o consumo ocasional de erva-doce ou funcho cause recorrência da doença, a presença de compostos com atividade estrogênica teórica faz com que muitos oncologistas e fitoterapeutas evitem o uso regular dessas plantas em doses medicinais.
Nesses casos, a orientação mais segura é discutir o uso de qualquer planta medicinal com a equipe médica responsável pelo acompanhamento oncológico, especialmente quando se pretende utilizar chás concentrados, extratos ou suplementos fitoterápicos.
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