sábado, 30 de maio de 2026

BERBERINA.

Um estudo publicado em 2023 no periódico Archives of Medical Science investigou os efeitos do cloridrato de berberina purificado — uma forma de grau laboratorial — sobre diferentes tipos de células cancerígenas humanas. A pesquisa foi conduzida em ambiente in vitro, ou seja, em células cultivadas em laboratório, sem envolvimento de humanos ou animais. Os cientistas avaliaram cinco linhagens tumorais: mama (MCF-7), cólon (HT29), colo do útero (HeLa), carcinoma oral de células escamosas (Tca8113) e carcinoma nasofaríngeo (CNE2). Os resultados mostraram que a berberina foi capaz de reduzir a viabilidade dessas células, além de interromper o ciclo celular na fase G2/M e induzir a apoptose — um processo natural de morte celular programada. Do ponto de vista molecular, observou-se um aumento na expressão da proteína pró-apoptótica BAX e uma redução da proteína antiapoptótica BCL-2. Esse desequilíbrio favorece a autodestruição das células tumorais. Os efeitos foram dependentes tanto da dose quanto do tempo de exposição, com destaque para as células de câncer de cólon, que demonstraram maior sensibilidade ao composto. Apesar dos achados promissores, os próprios autores enfatizam que esses resultados não devem ser interpretados como evidência de cura. O principal valor do estudo está em aprofundar o entendimento sobre a interação entre compostos naturais e mecanismos celulares do câncer, contribuindo para o desenvolvimento futuro de terapias mais eficazes. Referência científica: PMID: 37732040

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