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quarta-feira, 22 de abril de 2026
Estatinas.
Uma revisão sistemática e meta-análise avaliou a associação entre o uso de estatinas e o score de cálcio coronariano.
Os resultados mostraram que, nos estudos observacionais, transversais e de coorte, o uso de estatinas esteve associado a maiores níveis de calcificação coronariana e maior prevalência de níveis elevados de score de cálcio.
Só que mesmo aumentando a calcificação, metanálises dos ensaios disponíveis mostraram uma redução significativa do risco de eventos cardiovasculares.Isso sugere que a calcificação do ateroma mediada pela estatina pode aumentar a estabilidade da placa e reduzir o risco de ruptura da placa.
A estatina aumenta a expressão da Proteína Morfogenética Óssea 2 (BMP-2) nos vasos, aumentando a diferenciação de células mesenquimais em osteócitos que pode calcificar e estabilizar a placa.
Só que essa placa não pode crescer. Aí entra o cuidado de ter antioxidantes lipossolúveis como a vitamina E e Q10 para não oxidar a LDL, evitar hábitos pró oxidantes como o tabagismo e talvez usar a vitamina K que pode proteger contra a calcificação ectópica.
Em um estudo com 304 participantes, a suplementação de vitamina K2 + D não reduziu o score de cálcio em 2 anos, mas reduziu a progressão. A K2 seria mais um preventivo do que um tratamento.
Por outro lado, os anticoagulantes inibidores da vitamina K demonstraram aumentar o score de cálcio, justamente por inibir a regeneração e ação da vitamina K no transporte e fixação do cálcio no osso.
Um estudo com usuários de anticoagulantes antagonistas de vitamina K a longo prazo demonstrou que esses pacientes apresentaram maior calcificação das artérias coronárias em comparação com o grupo controle (178,1 vs. 61,1) e que talvez seria melhor optar por anticoagulantes que não interfira no metabolismo da vitamina K.
doi: 10.1007/s00059-018-4760-9.
doi: 10.1007/s11883-023-01151-w.
doi: 10.1097/CRD.0000000000000438.
doi: 10.1016/j.jacadv.2023.100643
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