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terça-feira, 8 de setembro de 2026
A N-acetilcisteína (NAC) é precursora da glutationa, nosso principal antioxidante intracelular, e tem despertado interesse como estratégia adjuvante na endometriose.
A N-acetilcisteína (NAC) é precursora da glutationa, nosso principal antioxidante intracelular, e tem despertado interesse como estratégia adjuvante na endometriose.
Um dos motivos está na relação entre a doença, o estresse oxidativo e a inflamação.
A N-acetilcisteína aumenta os níveis de glutationa e contribui para neutralizar espécies reativas de oxigênio (ROS), que estão elevadas nas lesões de endometriose. Também pode modular vias inflamatórias, como NF-κB, reduzindo a produção de citocinas pró-inflamatórias e COX-2, envolvidas na dor e na progressão da doença.
Outro ponto estudado é seu efeito sobre as próprias lesões. Pesquisas mostram redução da proliferação das células endometrióticas e favorecimento de um perfil celular mais diferenciado, dificultando seu crescimento. A melhora do equilíbrio redox e a modulação de mediadores inflamatórios também podem limitar processos relacionados à angiogênese e à fibrose.
E o que já encontramos em humanos?
Em um estudo prospectivo com 120 mulheres, três meses de NAC foram associados à redução significativa da dismenorreia, dispareunia e dor pélvica crônica, além de menor uso de anti-inflamatórios, diminuição do tamanho dos endometriomas e redução dos níveis de CA-125.
Entre as mulheres com desejo reprodutivo, também foi observada melhora nas taxas de gravidez.
Outro estudo observacional encontrou redução do tamanho dos endometriomas e melhora importante da dor. Em parte das pacientes, a melhora clínica levou inclusive ao cancelamento de cirurgias que estavam previamente programadas.
⚠️ A NAC é estudada como uma estratégia adjuvante e não substitui o tratamento convencional. Sua utilização pode ser considerada como complemento em casos selecionados e deve ser acompanhada por um profissional.
📄 DOI: 10.3390/ijerph20064686
📄 DOI: 10.1155/2013/240702
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