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terça-feira, 15 de setembro de 2026
O coco é um alimento excelente, mas exige atenção quando apresenta sinais de deterioração.
O coco é um alimento excelente, mas exige atenção quando apresenta sinais de deterioração. Se a água estiver com gosto estranho, azedo ou amargo, se houver odor diferente, textura viscosa ou manchas internas esverdeadas, azuladas, acinzentadas ou com aspecto de mofo, o mais seguro é não consumir. Fungos podem crescer principalmente quando o coco é armazenado de maneira inadequada ou permanece muito tempo fora de refrigeração, e algumas espécies são capazes de produzir toxinas perigosas.
Um caso publicado na revista Emerging Infectious Diseases, do CDC, descreveu um homem de 69 anos que morreu após consumir água de coco de um fruto que havia ficado cerca de um mês em temperatura ambiente. No coco foi identificado o fungo Arthrinium saccharicola, atualmente classificado como Apiospora saccharicola, capaz de produzir ácido 3-nitropropiônico (3-NPA). A investigação encontrou essa toxina tanto no coco quanto no organismo do paciente, confirmando a relação com a intoxicação grave.
O ácido 3-nitropropiônico é uma neurotoxina mitocondrial que bloqueia a enzima succinato-desidrogenase, também chamada de complexo II da cadeia respiratória. Com isso, as células passam a ter dificuldade para produzir energia, podendo ocorrer acidose, lesões neurológicas graves, alteração da consciência, convulsões, edema cerebral e, em casos extremos, morte. Por isso, diante de qualquer alteração evidente no coco, vale uma regra simples: na dúvida, não prove para conferir — descarte.
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