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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

LAURIL

Quando falamos em “lauril”, geralmente estamos nos referindo a tensoativos como o lauril sulfato de sódio (SLS), muito utilizados em sabonetes, shampoos, produtos de higiene e cosméticos por sua capacidade de remover gordura e produzir espuma. O problema é que essa mesma eficiência de limpeza pode também retirar parte dos lipídios naturais que formam a barreira protetora da pele, principalmente quando o produto é mais concentrado, permanece muito tempo em contato com a pele ou é utilizado com muita frequência. Em pessoas mais sensíveis, o uso excessivo ou a exposição a concentrações irritantes pode provocar ressecamento, sensação de repuxamento, ardência, vermelhidão, coceira e irritação. Isso ocorre porque o SLS pode alterar temporariamente a barreira cutânea e aumentar a perda de água pela pele. Pessoas com pele muito seca, sensível ou com dermatites podem perceber esses efeitos com maior facilidade. Isso não significa, porém, que todo produto contendo lauril seja necessariamente prejudicial. A concentração, o tipo de tensoativo, o tempo de contato e toda a formulação do cosmético fazem diferença. Além disso, existem diferentes compostos popularmente chamados de “lauril”, e eles não possuem exatamente o mesmo potencial irritante. Se um produto provoca irritação persistente, o ideal é suspender o uso e buscar orientação profissional.

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