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quinta-feira, 6 de agosto de 2026
O fibrinogênio é conhecido por seu papel na coagulação sanguínea, mas sua importância clínica vai muito além disso.
O fibrinogênio é conhecido por seu papel na coagulação sanguínea, mas sua importância clínica vai muito além disso.
Quando está elevado, costuma indicar um estado de inflamação sistêmica persistente, mediado principalmente pela interleucina 6 (IL-6), além de um aumento da tendência à formação de trombos.
Na prática, níveis elevados de fibrinogênio estão associados a:
• aumento da viscosidade do sangue;
• maior agregação plaquetária;
• disfunção do endotélio vascular;
• maior formação de fibrina;
• redução da capacidade de dissolver coágulos;
• maior instabilidade das placas de aterosclerose.
Esses mecanismos favorecem a progressão das doenças cardiovasculares.
É importante lembrar que a aterosclerose não depende exclusivamente do colesterol. Trata-se de um processo complexo que envolve inflamação vascular, estresse oxidativo, ativação do sistema imunológico, alterações metabólicas e fenômenos trombóticos.
Por isso, o fibrinogênio pode ser um marcador valioso na avaliação do risco cardiovascular.
Na rotina clínica, é comum encontrar pacientes com LDL discretamente elevado, mas apresentando importante inflamação metabólica, evidenciada por hiperinsulinemia, PCR ultrassensível aumentada, ferritina elevada, homocisteína alterada e fibrinogênio alto.
Da mesma forma, existem pessoas com LDL elevado, porém sem sinais de inflamação sistêmica e sem evidências de aterosclerose em exames de imagem.
Isso reforça que avaliar apenas o colesterol, de forma isolada, pode não refletir o verdadeiro risco cardiovascular.
Uma avaliação mais completa, considerando marcadores inflamatórios e o estado de saúde do endotélio, permite uma visão mais precisa do risco individual.
Referência
Luyendyk JP, Schoenecker JG, Flick MJ. The multifaceted role of fibrinogen in tissue injury and inflammation. Seminars in Immunopathology. 2012;34(1):43-62. doi:10.1007/s00281-011-0290-8.
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